Ao ler a reportagem do
JB (
El Paso tenta acordo com a Petrobras, ontem, pág. A17), dizendo que a Petrobras amarga há anos perdas com o acordo feito com a americana El Paso relativo à venda de energia termelétrica, fico tentando imaginar quem seria o culpado por mais este crime de lesa-pátria. Sem dúvida nenhuma alguém ganhou muito dinheiro com o prejuízo da Petrobras.
Wilson Gordon Parker, Nova Friburgo (RJ)
Imposto x Emprego
Não é compreensível esse aumento de imposto pretendido pelo governo Lula através da Medida Provisória 232. Se o governo quer mesmo estimular o emprego formal e diminuir o informal, ou está na contramão do processo ou não sabe medir as conseqüências de um ato destes. Está empurrando mais trabalhadores para a informalidade e a sonegação de impostos.
Hélio Herszenhaut, Rio de Janeiro
Ensino
As filas de cinco dias e cinco noites, um recorde mundial, em frente às escolas municipais do Rio de Janeiro, para que milhares de famílias exerçam o direito constitucional de matricular seus filhos e netos, representam uma bofetada moral na face de todos nós, sobretudo na desfaçatez das autoridades. Não tem cabimento este sadismo oficializado.
Pedro do Coutto, Rio de Janeiro
Impudência
A crônica do escritor Antonio Sepulveda (O espetáculo da impudência, ontem, pág. A11) conseguiu expressar de forma clara e simples o grito de indignação que está preso na garganta de muitos brasileiros. É lamentável a postura de ''todos'' os parlamentares, em ''todos'' os níveis desta nação.
Leda Ruiz Damasceno, Rio de Janeiro
Ajuda humanitária
É bastante elogiável o socorro que estamos destinando às vítimas da Ásia, através de um grande mutirão. Considerando, porém, que os sofrimentos de lá são equivalentes aos sofrimentos de cá, urge agora dirigir o mutirão para os pobres e miseráveis nossos irmãos, a favor dos quais mantemos uma grande dívida, com um mérito ainda de sanar as suas dificuldades presentes e evitar no futuro o aumento da prostituição e da criminalidade.
Sebastião Antônio de Araújo, Rio de Janeiro
Aborto
Lamentavelmente o Sr. Carlos Dias chama a decisão governamental de elaborar políticas que garantem direitos de ''imoralidade'' (O governo do PT e o direito de nascer, ontem, pág. A11). As brasileiras estão aqui e vão ficar, apoiando a ministra Nilcéia Freire. Preferimos centrar nossas energias ao que disse o ministro da Saúde Humberto Costa: ''Nossa preocupação deve ser com a saúde pública, com a saúde da mulher, com o direito de opção.''
Fátima Oliveira, Secretária executiva da Rede Feminista de Saúde
Parabéns Carlos Dias! Se todas as pessoas que pensam como o presidente do Instituto Vida e Família escrevessem, garanto que teríamos pelo menos 50% da população contra a lei do aborto, independente de credo, ideologias ou estado civil. Por que não fazermos um plebiscito no país?
Vera Lúcia Pinheiro da Silva, Rio de Janeiro
Prostituição infantil
Na campanha contra a prostituição infantil está faltando o item de maior importância: punir o homem que suborna, que usa a mulher como fonte de brincadeiras e como mero objeto. Este indivíduo, sim, é que precisa de uma punição severa, principalmente de um tratamento sério, porque este desejo é doença grave.
Teresa Abreu de Almeida, Rio de Janeiro
Trabalho escravo
Em face da informação divulgada, na seção Cartas ao Editor, pela jornalista Fernanda Pedrosa, do Departamento de Comunicação Social da Alerj, o Ministério Público do Trabalho, através da Procuradoria Regional do Trabalho-MT, a bem da verdade dos fatos esclarece: ante a gravidade da situação encontrada na Agropecuária Agrovás, em que fora localizado trabalhadores em situação análoga à de escravo, essa Procuradoria Regional do Trabalho ajuizou uma Ação Civil Pública. No curso do processo, as partes chegaram a um acordo, garantindo o compromisso de não se praticar novas irregularidades e fixando o valor da indenização. Quanto à afirmação divulgada de que ''O Ministério Público de Mato Grosso não apenas retirou a denúncia (...)'', não procede, haja vista que o Ministério Público do Trabalho não detém competência na esfera penal. Mesmo com o acordo, o Ministério Público do Trabalho averiguará, por prazo indeterminado, o empreendimento em questão, visando garantir o fiel cumprimento do ajuste firmado.
Miranda Muniz, Núcleo de Comunicação da Procuradoria Regional do Trabalho-MT