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FHC x Lula


É muito irritante assistir ''briga de comadre'' entre ex-presidentes. Um fala isto, o outro responde aquilo. Quando um esteve no lugar que poderia fazer algo, nada fez, ou melhor, fez para si próprio. Só enriqueceu e o povo empobreceu. Para o que está no momento na berlinda, o Brasil está nesta maravilha. Resumindo, é o pobre falando do esfarrapado.
Teresa Abreu de Almeida, Rio de Janeiro

Governo Lula

O presidente Luiz Inácio mostra toda a sua pobreza espiritual quando, em quaisquer solenidades, começa a cuspir comentários muito à moda há algumas décadas no Nordeste. Agora é comemorar o ''crescimento'' enxertado, diga-se de passagem, que ele nem esperava. Todo esse crescimento é fruto do acaso, um superaquecimento nos preços da soja e de outros produtos, algo que dificilmente ocorrerá novamente nesta década.
Milton Guedes Guimarães, João Pessoa

Jader Barbalho

Felizmente seis ministros do STF barraram as filigranas jurídicas com que outros cinco ministros tentaram livrar o Sr. Jader Barbalho. É inacreditável e inadmissível que um político como o Sr. Barbalho não venha a ser penalizado e compelido a devolver a soma comprovadamente desviada dos cofres do Banpará. Quanto aos cinco que votaram a favor do Sr. Barbalho, em particular o Sr. Marco Aurélio, receberão da opinião pública o mais profundo repúdio pelo seu impatriotismo.
Luiz Augusto Penna, Rio de Janeiro

  • O Brasil é um país que, além de ter um dos códigos penais mais brandos e tolerantes do nosso universo, ainda se destaca pela impunidade que acoberta e estimula a maioria dos crimes financeiros. Como se pode admitir que a apuração de um crime de peculato, por desvio de dinheiro do Banpará em 1984, de que é acusado o dep. Jader Barbalho, se arraste por 20 anos, sem que se chegue a uma conclusão e sem que o culpado ou culpados sejam devidamente condenados? Que troca de favores e barganhas políticas possibilitam a prescrição de um crime desta natureza?
    Pedro Paulo Rocha, Curitiba

    Menores de rua

    Os menores de rua fazem parte da insegurança do Rio de Janeiro. Claro que a população espera que as autoridades diminuam os assaltos, os arrastões e as agressões por eles praticados. Algumas pessoas defendem o uso da violência policial. Dizem que eles, pelo que fazem, não merecem nenhuma estima. A essas pessoas, lembro um provérbio chinês: ''Me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso''.
    Diva Maria Paes, Niterói - RJ

    'O imperador da galhofa'

    Muito oportuno o artigo do editor Rodrigo Alves (O imperador e os bobos da corte ontem, pág. A2). O retrato do nosso alcaide foi fielmente pintado. Populista de direita, estilo Jânio Quadros, é inacreditável como a população do outrora eleitorado mais politizado do Brasil reelege um político sem ideologia, que sempre colocou seus interesses pessoais acima de tudo e de todos e que governa movido a factóides promocionais. Magistral o epíteto ''o imperador da galhofa''.
    Sergio Rodrigues, Rio de Janeiro

    'Obesidade e segurança'

    Apresento as minhas congratulações pelo interessante e pertinente artigo Obesidade e segurança, (JB, ontem, pág. A11) do Sr. Antônio Mello. A obesidade e a (in)segurança apresentam números cada vez maiores, constituindo o primeiro um problema de saúde pública nos EUA e daqui a pouco no Brasil. Para nós cidadãos, que pagamos altas taxas tributárias, acreditamos que ambos os temas, inquestionavelmente, merecem mais atenção e ação do Estado brasileiro e menos falácia, retórica e propaganda ineficazes.
    Paulo Cesar Alves Carneiro, Rio de Janeiro

    MST

    Evidentemente que não se trata de defender os assassinatos das cinco pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Felisburgo, mas o governo federal tem grande parcela de culpa pelo episódio. A complacência e a falta de autoridade para com quem invade, sem distinção, propriedades alheias são o estopim para essa desgraça toda.
    Abel Pires Rodrigues, Rio de Janeiro


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    [03/DEZ/2004]


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