A democracia, no país que sempre foi visto pelo mundo como o mais democrático entre todos, os Estados Unidos, corre risco. Em pouco tempo os americanos decidirão se apearão do poder o homem responsável pela enorme degradação da imagem da superpotência entre a comunidade das nações, George W. Bush, ou se entenderam que democracia, no mundo globalizado, significa que a opinião da maioria da humanidade, e não a de um só país, é a que deve prevalecer. Assim, portanto, a reeleição de Bush está a ameaçar o mundo como poucas vezes ele se viu ameaçado.
Eduardo Guimarães, Rio de Janeiro
Após assistir na TV ao debate, de uma série de três, entre os candidatos à Presidência dos EUA, fiquei com a impressão que o democrata John Kerry, após uma excelente performance que colocou seu oponente George W. Bush o tempo todo na defensiva, começou a virar o jogo e arrisco dizer que vencerá as eleições, a não ser que algo surpreendente e impactante ocorra ao longo da campanha. Foi uma noite histórica para a democracia e para aqueles que têm esperança no breve restabelecimento de uma política externa americana baseada no bom senso, na multilateralidade e na busca da paz, autonomia e solidariedade entre os povos habitantes desse pequeno mas extraordinário planeta.
Daniel Taubkin, Rio de Janeiro
Conflito agrário
É uma ferida que há décadas não cicatrizou em nosso país. De um lado, os proprietários de terras são prejudicados. Do outro, é o governo que promete, mas não cumpre. O MST, desde o início, abraçou a bandeira vermelha do Partido dos Trabalhadores. Várias invasões ilegais não obtiveram sucesso. Reuniões, palestras, promessas, enfim, representantes dos Sem-Terra e do governo não chegam a nenhuma conclusão. É bom frisar desse aglomerado que existem centenas de aproveitadores, que passam como integrantes do MST. Caso polêmico, que tem de ser resolvido pelo governo.
Carlos Arthur Schwarz, Vitória
'A praça da greve'
O artigo A praça da greve, de Ricardo Antunes (JB, pág. A11, 30/9), está endereçada aos clientes e usuários de bancos que, por desinformação, são contrários à greve dos bancários. Antunes relaciona com muita propriedade os vários problemas enfrentados pelos bancários no seu dia-a-dia de trabalho. Parabéns pelo excelente artigo.
Jorge Luís Raimundo, Angra dos Reis (RJ)
Efetivamente, a greve dos bancários não é contra os patrões, os banqueiros. Aliás, ao que parece, a greve não é dos bancários mas dos donos do sindicato dos bancários. Fosse a greve dirigida ao patronato e os serviços bancários não estariam sendo negados aos aposentados e pensionistas, nem aos trabalhadores que recebem salários nos bancos, nem para saques, de modo geral. Apenas estariam sendo suspensas as entradas de dinheiro nos bancos. Na verdade, a greve dos donos do sindicato é contra os trabalhadores e beneficiários da previdência. Em resumo, a coação aos clientes e bancários era feita por um profissional contratado pelo sindicato!
Mario Mesquita, Niterói (RJ)
Superávit
O fabuloso superávit nas contas públicas se deu graças ao aumento de arrecadação, que a cada mês bate recorde. Quer dizer: aumento de impostos. Esse saldo então não se deve a qualquer economia por parte do governo (queda na despesas) e sim ao aumento da carga tributária e está sendo totalmente repassada aos credores sob a forma de juros, conforme a receita neoliberal do FMI, que tanta desgraça vem causando. Enquanto isto a tabela do IR não é reajustada, a carga tributária chega a mais de 40% do PIB e estamos trabalhando para pagar impostos ao governo federal e ao GDF.
Maria das Graças dos Santos Farias, Brasília
Futebol nacional
Estive no Maracanã, nesta última quarta-feira, quanta decepção! Meu Corinthians visitou o Flamengo e o que era para ser um espetáculo, afinal são os dois maiores do Brasil, ao menos em fãs, se tornou uma partida feia e sem graça. Muitas são as causas, venda de jogadores para o exterior, qualidade do campo de jogo, horário impróprio, falta de estrutura dos clubes para treinos etc... Mas, não estariam os nossos técnicos abusando do direito de se retrancarem? Para que tantos brucutus no meio-campo das equipes?
Cláudio José Ferreira da Silva, São Paulo