O governo Lula criou uma conta de movimentação sobre aplicações financeiras, com isenção da CPMF. Os banqueiros poderão criar uma taxa de administração sobre a referida conta, a título de remuneração. Na primeira página do
JB de ontem (
Governo cerca dinheiro do comércio), saiu a notícia de que o comércio será obrigado a depositar em conta corrente o dinheiro recebido nas lojas, para sofrerem tributação da CPMF. Ou seja, o governo não perde nada, pois deixa de receber a CPMF nas transferências entre aplicações, mas ganha no depósito do comércio. Este perde, pois passa a pagar sobre os recebimentos em suas lojas, e os banqueiros ganham com a nova taxa sobre movimentações financeiras. Mais uma vez, tira-se da cadeia produtiva para dar aos banqueiros.
Angelo José Ferreira, Rio de Janeiro
Impostos
Todos os tributaristas de renome consultados foram unânimes em afirmar que a redução de impostos nos componentes da cesta básica será ínfimo para o consumidor final. Reduzir em R$ 100 o IR, sob a alegação de que vai aumentar o consumo, é um escárnio. Estamos diante de um bando de demagogos!
José Paulo Guarabyra Vollmer, Belo Horizonte
Aposentados
Oito anos é o prazo para o governo saldar a dívida previdenciária com os aposentados no valor de R$ 12,3 bilhões. Milhares não receberão devido à idade. O Tesouro tem dinheiro para comprar os supérfluos: viagens ao exterior e até compra de um avião, e os aposentados ficam a ver navios.
Carlos Arthur Schwarz,Vitória
Lula
O presidente Lula disse que há muita gente torcendo contra seu governo, para que as coisas não dêem certo. Esqueceu o que seu partido fez durante os anos em que esteve na oposição? Foi uma oposição ''burra'', no estilo ''hay gobierno por acá? Soy contra!'' Impressionante como a memória de certas pessoas, principalmente a de políticos, é curta!
Peter Wilm Rosenfeld,Rio de Janeiro
Face à queixa do presidente Lula, de que não temos um herói nacional para que os chefes de Estado que nos visitam possam prestar uma homenagem, lembro ao cerimonial da Presidência que temos vários monumentos a heróis em que se prestam honras. Na Marinha, Tamandaré; no Exército, Caxias; na Aeronáutica, Santos Dumont.
Paulo Marcos Gomes Lustoza, Rio de Janeiro
Adoro os artigos de Villas-Bôas Corrêa. Objetivos, isentos, sutilmente irônicos ou mordazes, além de cuidadosos com a língua portuguesa. Daí compreender o pedido do colunista ao presidente (A gente vai sentir falta, 23/7, pág. A11) para que use o ''nós'', em vez do ''a gente''. Mas se Sua Excelência se enrola com a terceira pessoa, imagine flexionar os verbos no plural? Vai complicar suas metáforas e aquela retórica de auto-ajuda de papéis de bala impressos a que tem se proposto.
Selma Barcellos, Niterói
Leonardo Boff
Parabéns mais uma vez a Leonardo Boff. Emocionou-me de novo. Seu artigo magistral no nosso JB (Metáfora do pós-moderno, 23/7, pág. A11), lúdico e reafirmador da sua sensibilidade ímpar, perfeitamente integrado à natureza mãe. Falo também pelo pessegueiro, que se pudesse certamente diria isto e muito mais. Ele, amigo mudo e anônimo, mas com sua utilidade humilde segue a vida, sorvendo e sobrevivendo como os homens vilipendiados, o que pode, na certeza de integrante do universo, somente observado por poucos e raros seres atentos, sensíveis e românticos como Boff.
Sérgio Tardin, Rio de Janeiro
Eleições
Gostaria de saber como pode o candidato Luiz Paulo Conde criticar os gastos de publicidade do também candidato César Maia, quando o governo do Estado promove maciça campanha publicitária das obras que estão sendo realizadas com o intuito de fortalecer a campanha do Sr. Conde. Felizmente o povo já começa a ter um pouco mais de memória.
Antonio Carlos Ferreira, Rio de Janeiro
Fórmula 1
Para quem sempre, aos domingos, curtiu as emoções e as vitórias brasileiras na Fórmula 1, protagonizadas pelo experiente Emerson Fittipaldi, pelo destemido Nelson Piquet e pelo saudoso Ayrton Senna, é difícil contentar-se com os insucessos de um piloto sem garra e sem emoção como Rubens Barrichello. O tempo está passando, os títulos não vêm e a certeza que prevalece é que a sua função na Ferrari é de submissão às exigências da escuderia para privilegiar o melhor piloto da categoria na atualidade.
Sérgio Galvão Diniz Torreão Braz, Brasília
Segurança
Oportuno e conveniente o comentário de Déborah Farah inserido na coluna Cartas ao Editor de sexta-feira do JB, a propósito da segurança. Realmente, quando um policial, civil ou militar, morre em uma cilada ou em troca de tiros com bandidos, parte da imprensa se limita a dizer: morreu em cumprimento do dever. Mas, se alguém morre acidentalmente através de uma bala perdida, a culpa é do policial. Até quando parte da imprensa e mesmo da sociedade vai tratar bandidos, marginais como anjos do asfalto?
Joubert Masseron Giacobbo, Rio de Janeiro
Aborto
Refiro-me ao debate que está sendo travado sobre a legalidade ou não de uma vida fugaz a ser preservada para um feto anencefálico. A palavra final deve caber a médicos, biólogos e cientistas dessa área e, como tal, baseada no conhecimento e não na crença. É verdade incontornável que existem seres humanos que não pensam, apesar de dotados de cérebros perfeitos mas preenchidos com os pensamentos alheios. Nunca os próprios. Será essa uma vida consciente? Se assim for, que se preserve a gestação daqueles seres que virão à luz, apesar da certeza da ciência de que não sobreviverão. Será o embate entre a Teoria Criacionista e a Evolucionista. Penso que cabe aos responsáveis decidirem.
Sérgio Luiz Storino Gonçalves, Rio de Janeiro
Nos argumentos que defendem a vida do anencéfalo ainda persistem muitos equívocos. Na verdade, ele só sobrevive dentro do corpo da mãe porque esta está viva e o mantém vivo. Fora dela, morre. Às pessoas que se encantaram com o relato da recepção carinhosa de uma família ao anencéfalo, respondo que, infelizmente, ele não pôde receber esse carinho, já que não ouve, não vê e não sente. Diferentemente do que uma leitora afirmou, o cérebro não é apenas ''uma parte do corpo humano'', é a própria fonte de existência do ser humano.
Mariúza Peralva, Niterói
Sepulveda
Alguns anos atrás, quando Pelé disse que o povo não sabia votar, quase cortaram a cabeça dele por causa desta afirmação. Pessoalmente, concordo com ele, como até hoje isto acontece. Neste sentido quero parabenizar Antonio Sepulveda pelo excelente texto O voto da mediocridade (21/7). Caso isto não acontecesse, não estaríamos passando por este vexames, de autoridades falando que a mãe nasceu analfabeta e outras coisas mais. Desejo que algum dia a sua mensagem do colunistapossa chegar mais perto desse eleitores que se dizem tão espertos.
Nei Erling, Rio de Janeiro
Judiciário
O artigo do desembargador Doreste Baptista, Assédio ao Supremo (24/7, pág. A9), pequeno, conciso, renova nossas esperanças, por percebermos membros importantes do Poder Judiciário manifestarem seu posicionamento, livre e independente. Em nossa Carta Magna, temos constituídos três Poderes, absolutamente independentes, com direitos e deveres próprios, razão maior de um Estado democrático. Mas não é o que, na prática, percebe-se estar acontecendo.
Cláudio Tavares Cals de Oliveira, Rio de Janeiro
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