O presidente Lula pensa que as minhas contas a pagar ficam aguardando a paciência do governo em fazer um governo justo. Paciência para o governo, não tenho mais nenhuma, por que as discrepâncias são enormes. O cidadão virou um simples objeto de consumo para os palanques das eleições. Para a falta de palavras, para quem só fez me enganar, quero distância e exijo um mínimo de respeito e não palavras feitas e de efeito para a mídia.
Teresa Abreu de Almeida, Rio de Janeiro
O ministro José Dirceu, no balanço dos 18 meses do governo, disse que nada é mais importante do que o saldo da balança comercial. Mas a sociedade não está vendo nenhum centavo deste saldo. Fica todo para o pagamento da dívida externa. Por outro lado, o presidente Lula pediu paciência em seu discurso. Que mudança, hein? Quando era candidato, dizia que a desempregado e a faminto não se pode pedir paciência.
Panayotis Poulis, Rio de Janeiro
Ao fazer um balanço dos seus 18 meses de governo, o presidente Lula disse que está provando que é possível substituir a relação do ''é dando que se recebe'' por uma relação em cima de programas. Os 18 meses fora da oposição não foram suficientes para tirar de Lula o vício de fazer bravatas. Basta olhar a planilha de distribuição de verbas dos recursos federais e comprovar que o hábito continua mais vivo do que nunca...
Abel Pires Rodrigues, Rio de Janeiro
Mais uma vez, assistimos à demagogia na sua mais pura essência, quando vemos Lula & Cia. ilimitada vir passar o atestado de burrice do atual governo. José Dirceu é o mais interessante. Como representa bem! Colocam a culpa no governo anterior, mas dizer que nestes 18 meses o Brasil ganhou credibilidade no exterior é conversa para boi dormir, pois o que interessa é o que tem de ser feito aqui dentro. Espero que os eleitores saibam dar uma resposta em outubro próximo!
Marco Antônio de Morais, Rio de Janeiro
José Dirceu afirmou e garantiu, em alto e bom tom, que o governo do PT, autor do maior estelionato eleitoral do planeta, não rouba, não deixa roubar e leva para a cadeia quem rouba. Vamos até admitir que seja verdade, mas em compensação o furto está correndo solto. A diferença entre roubo e furto reside no uso da violência, que deixa aqueles no xilindró e estes, de colarinho branco, soltos através de habeas corpus.
Eduardo de Braga Melo, Niterói
Impostos
A paciência é a suprema inteligência. Pode evitar a censura e é um segredo do êxito. Ninguém é criador se não for paciente. No entanto, o governo tem de pôr em prática e admitir que a única forma de criar empregos, como vêm solicitando governos populares, é criar empresários. Entretanto, a carga tributária é tão escorchante e a burocracia engessada, que fica difícil a conciliação entre esses dois objetivos. Precisamos deslanchar para realizações melhores e não para monólogos repetitivos como vêm ocorrendo.
Sérgio Luiz Storino Gonçalves, Rio de Janeiro
A carga tributária correspondente a 42% do PIB, citada no Informe JB de 5/7, é freqüentemente criticada como sendo resultado do pagamento da dívida pública, de acordo e como parte da política neoliberal, não retornando à população na forma de assistência e serviços do governo. Na verdade, o ralo monetário por onde escoam os tributos nada tem a ver com o neoliberalismo do Estado mínimo. Ele é devido a uma histórica má administração pública e à necessidade do país de se afirmar no plano internacional pelo respeito e cumprimento de contratos.
João Paulo Rios, São Paulo
Saúde
Parabéns ao JB, que nos trouxe na última sexta-feira, na página Saúde a palavra experiente, cuidadosa e brilhante do Dr. Augusto Bozza. Espero que as academias atentem para o conselho do Dr. Bozza, quanto à necessidade de se realizar um teste ergométrico antes de se fazer exercícios.
Yedda Campos, Rio de Janeiro
Comércio exterior
Tanta propaganda se fez do Mercosul e agora a vizinha Argentina, o nosso maior parceiro - para ser generoso no adjetivo - vem mostrar que não difere da China, quando se trata de comércio e, talvez, de nenhum outro país. Na defesa de seus interesses, não existe nação boazinha. Impor obstáculos à importação de eletrodomésticos, carros e até grãos do Brasil é negar todo o sentido do tratado. Não cabe retaliação, e sim pragmatismo. Dada a senha para se romper contratos, fica o Brasil livre para importar de quem oferecer o menor preço, até mesmo da Argentina, se for a melhor oferta. Que o episódio sirva de lição para que não esqueçamos de que tratados só são bons enquanto são cumpridos. E que isto é o que sentem os países ricos e os investidores quando quebramos contratos.
Luiz M. Leitão Da Cunha, São Paulo
Maracanã
Causou-me decepção o editorial do JB de 5/7 (A reinvenção necessária, pág. A10). É óbvio que um estádio de mais de 50 anos carece de reformas e adequações. Mas num país brilhante nas áreas de arquitetura e engenharia como o Brasil, pensar que o Maracanã não possa ser modernizado a custos infinitamente inferiores aos de uma implosão e construção de um novo estádio é, no mínimo, uma afronta à inteligência das pessoas. Esqueceram-se do que foi apurado e, infelizmente, não punido na CPI do futebol?
Luiz Fernando Rodrigues, Rio de Janeiro
Vi as cenas de vandalismo no jogo Flamengo e Santo André, no Maracanã: brigas, agressões covardes, tiros, bombas, policiais violentos, pessoas feridas, bagunça, ingressos falsificados, torcedores mal-educados, o caos. De quem é a culpa? De todos. De um governo estadual sem autoridade, de uma administração do estádio incapaz, de uma polícia despreparada, de dirigentes esportivos aproveitadores e de uma população selvagem que não sabe viver em coletividade. Para que serve o Estatuto do Torcedor? Ele é mais um instrumento, entre tantos outros, de faz-de-conta.
Rubem Paes, Niterói
Caso Waldomiro
Na matéria de ontem da pág. A3, Dirceu: marcas do caso Diniz, José Dirceu lamenta o envolvimento de seu nome no escândalo Waldomiro Diniz e volta a dizer que não cometeu ato ilícito. Tudo bem, ministro! Isto o senhor já repetiu várias vezes. Falta agora, como o senhor prometeu, colocar os pingos nos ''is'' desse caso. O senhor pediu um mês de prazo para isso e daqui a pouco vai se completar um ano da promessa e nada de explicação. Não adianta só dizer. É preciso, neste caso, provar. Nós, brasileiros, estamos esperando.
Anita Bevilaqua, Rio de Janeiro
Lipoaspiração
Os valores da sociedade estão deturpados. A beleza interior das pessoas foi deixada de lado, em troca de métodos artificiais, na insana ilusão de se lutar contra a própria natureza. A cada acidente ocorrido em cirurgias de lipoaspiração, por exemplo, fico indignado com os resultados que as próprias vítimas e seus familiares poderiam ter evitado, se tivessem um pouco de consciência de que toda e qualquer cirurgia representa um risco. Será que vale a pena correr esse risco para valorizar uma vaidade?
Sérgio Galvão Diniz Torreão Braz, Brasília
Aborto
Aprovo totalmente a autorização do aborto em casos de fetos sem cérebro. A dor é grande, mas seria muito pior caso viesse ao mundo um ser humano nessas condições. Deixar nascer uma criança, comprovadamente sem cérebro, tratar-se-á de um sofrimento terrível para seus familiares durante toda a vida. Nesse caso, mesmo havendo vida, jamais haverá esperança.
Fernando Al-Egypto, Rio de Janeiro
Contas públicas
Se um dia nossos políticos cuidarem tão bem das finanças públicas como cuidam das suas, todos os problemas brasileiros estarão superados.
Humberto Schuwartz Soares, Vila Velha (ES)