Foi muito importante para a população o
JB ter publicado no dia 30/6 a pesquisa do Gerp que revela o que todos nós achamos do sistema de saúde da cidade do Rio de Janeiro: péssimo. Como, aliás, este jornal vem demonstrando em sucessivas reportagens. Se no Rio predomina o descalabro, que dirá, por exemplo, na Baixada Fluminense? Os governos do Estado e do município não têm apreço pelo povo e pela opinião que o mesmo povo faz deles.
Marilza da Cunha, Rio de Janeiro
Vereadores
O Senado atendeu, em parte, o anseio popular quando reduziu o número de vagas para vereadores. Diminuir a quantidade de edis já foi um passo adiante, mas o Congresso poderá ser mais ousado. Considerando que 99% das Câmaras Municipais funcionam uma ou duas vezes por semana e em horários que não prejudicam a atividade principal do vereador, bem que poderia suprimir qualquer tipo de remuneração. Aliviaria um grande dispêndio financeiro aos tão carentes municípios.
Humberto Schuwartz Soares, Vila Velha (ES)
Villas
Não tenho dúvida em dizer que já perdi a paciência. O Legislativo, o Judiciário e o Executivo enojam. Este Congresso vai de mal a pior. João Paulo Cunha é uma decepção. Mestre Villas-Bôas Corrêa (O povo está perdendo a paciência, ontem, pág. A11) tem toda razão quando os chama de novos ricos. Nunca o Justo Veríssimo, personagem de Chico Anísio, foi tão bem representado. Este governo que aí está dá sinais evidentes de falência administrativa, econômica e social. Estamos perdidos, à mercê dos interesses famintos da classe dominante. O Estado é omisso e, no Congresso, faz-se política a mais mesquinha possível
Nixon Pinheiro Fernandes, Teresópolis
Dez anos do Real
Pensando bem... O Plano Real só serviu para constatar que os fins jamais justificam os meios.
Domingos Oliveira Medeiros, Brasília
Dez anos após o Plano Real, alguns resultados são desanimadores: nenhum setor acumulou tantos lucros quanto o bancário: Itaú, Bradesco, Banespa e Unibanco obtiveram, juntos, um lucro líquido de R$ 51,3 bilhões. Já o desemprego subiu e a renda da população caiu. Dói saber que, dos dez anos que causaram este quadro decepcionante na economia, quase dois são comandados por um ex-operário eleito com a esperança de 54 milhões de brasileiros.
Waldemar Weller, Rio de Janeiro
Nestes dez anos do Plano Real, a maioria dos colunistas econômicos só loas tecem a respeito de sua implantação. Esquecem, no entanto, que neste período o país não cresceu, o desemprego só aumentou, os impostos foram multiplicados, as tarifas públicas foram corrigidas muito acima da inflação do período; a saúde, a educação, as estradas e todos os serviços públicos estão deteriorados.
Juvenal Ferreira Fortes Filho, Rio de Janeiro
Muito triste a constatação de que, após dez anos, o Plano Real de FHC conseguiu tão somente enriquecer os banqueiros... Enquanto a população cada vez mais se empobrece. O pior é que o sr. Lula, em verdadeiro estelionato eleitoral, ludibriou-nos, fazendo-nos acreditar que mudaria a política econômica de FHC para, no fim, mantê-la e, com isso, ainda mais aviltar o povo que o elegeu.
Corina Paupério, Rio de Janeiro
Aborto legal
O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello precisa aprender a diferença entre vida humana e pessoa humana. No momento da fecundação, já há uma vida com plenos direitos, principalmente o direito à vida. Decidir pela vida de alguém baseado num ''conceito'' humano falho de normalidade é um risco muito sério. Devemos nos lembrar que a vida é um dom, e se é dom é dado, e se é dado é dado por alguém, e esse alguém é Deus. E somente Deus pode nos dar e nos tirar esse presente chamado vida.
Basilio Manhães de Jesus, Rio de Janeiro
Ives
Excelente o artigo do jurista Ives Gandra (Anti-semitismo e anticristianismo, 1º/7, pág. A13). Sem medo de ferir os ''mandamentos do politicamente correto'', exprime com serenidade e clareza seus pontos de vista. Necessitamos de mais homens públicos dessa estatura. Nosso problema é moral. Sem homens de caráter, andaremos em círculo.
José Afonso Reis, Rio de Janeiro
Saddam
Saddam Hussein cometeu crimes contra seu povo e deve ser condenado ao fim do processo judicial a que está sendo submetido. No entanto, as acusações contra ele mostram que os EUA não tinham razões próprias para invadir o Iraque e que, se a justificativa para a invadi-lo existiu, foi a de ''libertá-lo'' da tirania saddamista. Tal ''justificativa'', porém, causa inquietação porque se sabe que há vários outros regimes no Oriente Médio nos quais imperam desrespeito a direitos humanos, corrupção e opressão. Apesar disso, os EUA não intervêm neles porque são seus ''amigos''. Diante disso, o julgamento de Saddam acaba se tornando hipócrita.
Eduardo Guimarães, São Paulo
Justiça
Sérgio Naya foi libertado pelo Tribunal de Justiça, o Supremo libertou os fiscais do ''propinoduto'', o presidente Bush, depois de invadir o Iraque com desculpas mentirosas e destruir aquele país, tem a hipocrisia de levar a julgamento outro criminoso sanguinário, como ele. Estou pensando em fazer o mesmo pedido daquele cantor que, há décadas, cantarolava: ''Pare o mundo que eu quero descer''.
Mariúza Peralva, Niterói
Tarifas públicas
Enquanto as empresas de telefonia reajustam abusivamente as tarifas, respaldadas pela Justiça, o trabalhador sofre com o achatamento salarial e o aumento das tarifas públicas, que sempre superam os índices oficiais de inflação. Até quando será mantido esta política maquiavélica, que reduz o poder de compra do trabalhador, já tão sacrificado pelos baixos salários e desemprego?
Leandro Silvio Katzer Rezende Maciel, Rio de Janeiro
A Justiça derrubou a liminar do reajuste dos telefones fixos. Com isto, as tarifas devem aumentar mais de 16%. A Anatel e setores do governo defendem o aumento, pois temos que respeitar as regras dos contratos, mesmo que indecentes. No entanto, essas empresas demitiram milhares de funcionários, fecharam as lojas de atendimento, não distribuem a lista telefônica e cobram pela consulta, não mantêm funcionando boa parte dos telefones públicos, além de não levar telefones fixos a áreas pobres. Há muita coisa errada.
Carlos Frederico dos Santos Dias, Brasília
Planos de saúde
Quando se imaginava que os nossos pobres parlamentares estavam pensando no interesse dos consumidores na hora de legislar sobre planos de saúde, descobre-se que está acontecendo o contrário. Tudo foi feito para beneficiar as empresas de saúde privada e as seguradoras. Com base na sábia legislação defendida pelo Ministério da Saúde, os planos oferecem duas alternativas: passar para um novo e desconhecido contrato com aumento de 100% ou deixar seu plano como está e pagar apenas modestos 80% de aumento. Sinto-me como alguém que está sendo assaltado à luz do dia, com a ajuda do Congresso.
Nadia Maria Feres Mota, Niterói
Governo Lula
O time de futebol do Santo André foi campeão da Copa do Brasil. O do São Caetano foi campeão paulista. Agora, só falta o presidente Lula, o líder originário de São Bernardo, recuperar a confiança do povo brasileiro, cumprindo suas promessas de campanha. Assim marcará um gol de placa! A vitória do político é não fugir de suas origens, ser coerente e cumprir seus compromissos. O ABC da democracia é governar para o povo. Que assim seja.
Fernando d'Ávila, Rio de Janeiro