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Rio x União


Excelente e feliz foto da capa do Jornal do Brasil de 18/6. Ela ilustra bem que o presidente Lula só veio ao Rio de Janeiro nas eleições cabalar votos. E conseguiu a maioria absoluta. Acho desperdício de tempo e energia lançar candidatos do PT aqui, ainda mais porque ele conseguiu ser rejeitado por todo o Brasil em tempo recorde aos seus antecessores.

Sérgio Tardin, Rio de Janeiro


Convenhamos, é preciso coragem para desafiar o governo federal durante uma cerimônia no Planalto. Ao contrário do que disse o presidente da Petrobras, a governadora Rosinha demonstrou que coloca a sua responsabilidade para com o Rio acima de qualquer interesse político e pessoal. O cancelamento da licitação da plataforma PRA-1, para ser construída mais cara fora do Rio, foi uma atitude muito estranha. O governo Lula, que vem discriminando o Rio, apesar de termos votado nele, tem por obrigação explicar essa história direito.

André Tsé, Rio de Janeiro


O lamentável episódio que envolveu a governadora do Rio e o presidente da Petrobras em Brasília é mais um entre tantos outros e deixa-nos a seguinte dúvida: ou o Planalto é inimigo ferrenho do nosso Estado ou a senhora Rosinha Matheus está acometida da mania de perseguição. Qualquer das hipóteses é preocupante pelos danos que pode causar ao povo do Rio de Janeiro. É inadequado, para dizer o mínimo, o nível de relacionamento político e pessoal que vige entre essas autoridades que se supõe educadas, maduras e preparadas para governar.

Gilberto Rodrigues, Rio de Janeiro

Heloísa Helena

Ao ver as fotos publicadas na sexta-feira, 18/6, onde aparece a senadora Heloísa Helena comemorando efusivamente a vitória contra o governo rodeada de determinados senadores, realmente força o brasileiro desacreditar da decência política de alguns representantes do povo. É de causar náuseas.

Aloísio Antonio Cabral, Juiz de Fora (MG)


Eis que enfim a senadora Heloísa Helena mostra de que lado está no Senado no alto de seu radicalismo: comemorando ardentemente a derrota do governo Lula ao lado do senador Antonio Carlos Magalhães, a quem há pouco chamara de canalha. O governo Lula tem limitações e contradições, o novo salário mínimo está muito aquém do que todos queriam, mas a derrota de um governo reformista tem um beneficiário certo: o PFL, o PSDB e seus satélites. Pelo menos caiu a máscara da senadora.

Roberto Giraffa, Rio de Janeiro

Educação

Os resultados do último Sistema Nacional de Educação mostram um quadro ridículo. Alunos do ensino fundamental e médio não sabem ler ou não compreendem o que lêem. O desempenho em matemática é crítico: não dominam as quatro operações básicas. Os resultados não causam surpresa. As maiores autoridades federais e estaduais são um péssimo exemplo. Demonstram não gostar da leitura, brigam com o plural e não se entendem com os verbos. Quando citam percentuais ou estatísticas a confusão é inevitável. A Educação é tratada com demagogia, sem a seriedade e a prioridade necessárias. Candidatos a cargos públicos deveriam - no mínimo - saber ler, entender o que lêem e fazer as quatro operações. Já seria um bom começo.

Rubem Paes, Niterói


O retrato do aprendizado dos alunos da rede básica de ensino, revelado pelo Sistema Nacional de Avaliação Básica 2003, é triste e muito preocupante. O governo passado se jactava de que 97% das crianças estavam na escola. Mas segundo o atual secretário de Educação Básica do MEC, Francisco das Chagas, o governo ''não tem programa específico para melhorar o ensino de matemática e português no país'', isto depois de 53 milhões de votos na esperança e mais de 500 dias de governo.

Waldemar Weller, Rio de Janeiro

Mídia e segurança

Esclareço aos leitores Pedro do Coutto e Marcos Romão (Cartas ao Editor, 17/6) que em nenhum momento o secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, ''culpou'' a imprensa pelo lamentável episódio ocorrido na casa de custódia de Benfica. Sua referência à imprensa deteve-se na cobertura de uma manifestação - barulhenta, mas pacífica - por parte dos presos, reivindicando liberação das visitas. Astério solicitou apoio da mídia no sentido de que manifestações como aquela não fossem retratadas como um movimento de rebelião orquestrado por facção criminosa A ou B. Na ocasião, ele lembrou que muitos veículos passaram a agir com mais comedimento na cobertura de atos praticados por bandidos, a partir da violência sofrida por Tim Lopes, de quem, por sinal, era amigo pessoal. Astério Pereira não desejou nem deseja que tal fato se repita.

Teresa Mendes, Assessora de Comunicação da Secretaria de Administração Penitenciária

Salário mínimo

Vejam como as pessoas mudam: antes de ser governo, Aldo Rebelo era um combativo comunista e membro da oposição ao governo FHC. Era um político até nacionalista, chegou a defender a Língua Portuguesa em detrimento do uso de palavras estrangeiras. Agora defende com unhas e dentes o vergonhoso salário mínimo proposto pelo governo Lula. Como acreditar nos políticos que se dizem comunistas, rebeldes, combativos?

Mário Annuza, Rio de Janeiro

Governo Lula

Luiz Inácio Lula da Silva está me recordando figuras pitorescas das histórias em quadrinhos que embalaram minha infância: o trapalhão ''Reizinho'' e o mentiroso ''Pinóchio''. Eu aturo, mas por favor peçam ao presidente para ser original. Plagiar FHC, ninguém agüenta. Já está mais do que na hora do PT-governo descer do palanque das eleições presidenciais. A esperança morre por último, mas quase sempre morre tragicamente. Cuidado.

Fernando d'Ávila, Rio de Janeiro


O teste para o governo Lula se mostrar nacionalista ou totalmente entreguista virá em agosto, com o provável leilão de áreas de prospecção de petróleo (no que é considerado o filé petrolífero do mundo) nas águas profundas do litoral fluminense. Se o governo ceder ali, será o início do fim.

Paulo Ramos Derengoski, Lages (SC)

Tocha olímpica

No revezamento da passagem da tocha olímpica pelo Rio, houve lamentável omissão. Esqueceram-se daquele folclórico que faz embaixadas no Maracanã, nos intervalos dos jogos. Até que ele merecia.

José Luiz Gonçalves, Niterói

Brasil e China

Os acordos comerciais que o presidente Lula fez com a China têm sido interpretados como algo que poderá trazer grandes benefícios para o Brasil, em termos de renda e emprego. Certos cidadãos chegam inclusive a dizer que o país pode até ''cruzar as fronteiras do Primeiro Mundo''. Contudo, eu fico imaginando como ficará o planeta se o Brasil e também outros países pobres passarmos a produzir e consumir como no Norte desenvolvido. Será que teremos futuro se continuarmos a viver num modelo econômico esbanjador da natureza, cuja tendência é ver a humanidade apenas como ''carcaça do tempo''.

Marcelo Fernandes, São Gonçalo (RJ)

Iraque

Muito engraçada a posição de George W. Bush que, mesmo quando todos os países foram contra a guerra no Iraque, foi para ela mesmo sem o apoio da população mundial. Foi o presidente americano quem arrumou esta guerra e é ele quem deve terminá-la. Essa história de forças da Otan ocuparem o Iraque é um absurdo. Por que pessoas contra a guerra têm que guerrear?

Jefferson Garcia Nachard, Niterói


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[20/JUN/2004]


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