O Ministério da Educação propôs resolver as mazelas do ensino por intermédio da roleta. O jogo, proibido desde o governo Dutra, forneceria os recursos na educação da juventude brasileira, sendo a educação deficiente considerada a causa maior da ignorância e miséria do país. Será mais uma loteria que irá se somar às nove já existentes coordenadas pela Caixa Econômica, induzindo ao vício e captando dinheiro principalmente da população mais pobre.
Waldemar Weller, Rio de Janeiro
Segurança
Interessante a reportagem publicada no JB (11/6) onde Astério Pereira diz que ''...os presos estão se adiantando às nossas ações'', admitindo assim sua incapacidade para o cargo, já que a malandragem é mais esperta do que ele. Álvaro Lins diz que a Anatel tem que regulamentar o uso dos rádios. Isto me
lembra que já fizeram a mesma coisa com os celulares e não adiantou nada. De novo, secretário? Enquanto isso a PM reclama que suas armas não chegam aos pés das armas em poder dos traficantes. Nos três casos a constatação é uma só: falta Inteligência na área de segurança. As polícias não podem agir reativamente, mas sim preventivamente.
Anna Maria de Vasconcelos, Rio de Janeiro
Senadores
O JB e a mídia em geral prestariam um fantástico serviço à população e ao país se publicassem, volta e meia, uma lista com o nome de todos os senadores e deputados com todas as medidas, quer justas, populistas, corporativistas ou mesmo inconstitucionais, com o voto de cada um, e não somente o resultado final. Só assim, os brasileiros poderiam melhor avaliar a atuação, a competência e a honestidade de seus representantes e eliminar de vez os picaretas e mentirosos que lá se empoleiraram apenas para encher o bolso e atrasar o desenvolvimento da nação.
Eduardo de Braga Melo, Niterói
PFL
O PFL teve seus 20 minutos de fama, graças ao horário político. Caso contrário estaria no ostracismo político. Não apresentou nada de novo para o Brasil. O partido se limitou às críticas às administrações do PT, com ênfase à Prefeitura de São Paulo e ao governo federal. Quanto às questões nacionais, não se deve levar em conta a opinião do ''pefelistas'', afinal se o pais vive um caos em praticamente os setores, não podemos nos esquecer que o partido deu sua contribuição. Esteve ao lado de Sarney, Collor e FH. A impressão que fica é que o partido não se conforma em estar fora do poder.
Euclides Netto, Rio de Janeiro
Vereadores
O cidadão e eleitor deve acompanhar atentamente a tramitação da emenda constitucional, que elimina 5.062 vagas de vereadores no Brasil. Prevalecendo o bom senso e respeito pelo país, será mantida. Prevalecendo os valores sempre repugnantes do fisiologismo barato e inconseqüente, será vetada, claramente em detrimento da evolução da nação.
Marcelo Frick, Rio de Janeiro
Judiciário
Ledo engano quando se imagina que no campo da degradação o país chegou ao fundo do poço. Agora deparamo-nos com fatos que envolvem membros do Poder Judiciário em nosso Estado. Como advogado militante, é desanimador tomar conhecimento de que determinados recursos são distribuídos de modo fraudulento, burlando-se os critérios que norteiam o encaminhamento desses processos. Quem estaria contaminado por essa falta de higiene moral? Investido da alta missão de decidir acerca dos mais relevantes interesses pessoais, munido de amplos poderes para esse fim, é indispensável manter a confiança do povo na administração da Justiça. Para evitarem-se situações embaraçosas ao Tribunal de Justiça do Rio, impõe-se que sejam os fatos rigorosamente apurados e divulgados.
Jair Pereira, Aruarama (RJ)
Carga tributária
Esse (des)governo garantiu, desde a campanha eleitoral, que a carga tributária não aumentaria. No entanto, quer pela falta de correção da Tabela do Imposto de Renda, um confisco expressamente proibido pela Constituição, mas solenemente ignorado pelo Supremo Tribunal Federal, quer pela ''reforma tributária'' que os falastrões garantem que fizeram, o povo brasileiro só vê aumentar a mão grande que o rouba descaradamente. Pior do que tudo isso é sabermos que continuamos governados por mentirosos.
Silvio de Barros Pinheiro, Santos (SP)
INSS
Mais uma madrugada de filas intermináveis, junto aos postos do INSS, de aposentados e pensionistas, desta vez pelo encerramento de mais uma greve dos servidores daquela autarquia. E o Poder Executivo, ao que tudo indica, não está preparado para resolver os problemas mais simples de uma emperrada máquina administrativa. A greve durou 46 dias, tempo mais do que suficiente para que o governo, prevendo que ao seu término haveria considerável aumento de demanda de segurados aos postos de benefícios, pudesse pôr em prática soluções simples para evitar o sofrimento dos segurados e o seu próprio desgaste.
Domingos Oliveira Medeiros, Brasília
Minas
Ultimamente as seções de ''cartas dos leitores '' dos grandes jornais têm apresentado cartas em que os leitores elogiam a atitude do governador de Minas Gerais , que em função da greve da PM local solicitou ajuda ao governo federal para colocar o Exército nas ruas em substituição à PM grevista. O governador não fez nada além daquilo pelo qual é pago, e o fato de governantes de outros Estados não adotarem atitude semelhante não deve ser colocado como padrão para comparações. O brasileiro tem mania de escolher ''salvadores da pátria'' e parece que o governador mineiro é o eleito da vez.
João Carlos Gomes, Rio de Janeiro
Obras no Alvorada
O que está se passando com o presidente Lula? Ele não pode aceitar que um grupo de empresários venha a custear as obras de reforma do Palácio da Alvorada, sua residência oficial. No governo Collor, um corretor da Bolsa de Valores, já falecido, pagou obras na residência da ministra Zélia Cardoso de Mello. O processo encontra-se à espera de solução por parte do STF. Administradores públicos não podem aceitar ofertas assim. Lula deve rever sua disposição de aceitar a gentileza.
Pedro do Coutto, Rio de Janeiro
Inativos
O Planalto enviou um emissário ao STF a fim de pressionar os ministros de que votassem a favor do desconto dos inativos. Este procedimento é vergonhoso. O atual presidente da República, quando sindicalista, fazia comícios em vários lugares, representando o PT, e manifestava-se contra a taxação dos inativos. No governo Fernando Henrique Cardoso, o PT, na Câmara, foi oposição, contrário ao desconto dos inativos e, agora, insurge-se com todas as armas, para que seja implantado o desconto. E fica a dúvida? O desconto do inativo será recolhido para que finalidade? Será para uma funeral melhor?
Aron Gelin, Rio de Janeiro
Armas
O Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz, de Estocolmo, Suécia, declarou que os gastos militares mundiais aumentaram 11% em 2003 e atingiram os níveis dos tempos da Guerra Fria. Foram gastos mais de US$ 956 bilhões em despesas na área. Deste total, quase a metade foi gasta pelos EUA (47%). Trata-se de um escândalo que a todos deveria indignar e envergonhar. Enquanto isso, bilhões de pessoas passam fome e vivem com menos de um dólar por dia. É uma total inversão de valores. As prioridades são os lucro e a guerra e não a paz e o ser humano.
Renato Khair, São Paulo