Parabéns ao
JB pelo Domingolistas de 16/5. As dez imagens que 2004 já arranhou foram um desabafo com o qual concordo. A imagem do bom malandro de Zeca Pagodinho foi-se com o caso das cervejas; Garotinho, após o teatro do caso Staheli e do feriado em que a Rocinha estava em guerra, não transmite nenhuma segurança e Lula agiu como um ditador de republiqueta com o repórter do
The New York Times. E assim todos os citados merecidamente na lista. Lula Branco Martins, como costuma acontecer, foi muito criativo. É uma leitura obrigatória desta deliciosa revista.
Rubem Paes Niterói (RJ)
Que linda matéria da revista de Domingo! Agradeço a sensibilidade da jornalista Cleusa Maria fazendo o contraponto das obras de Facchinetti com a do excelente fotógrafo César Barreto.Viva o nosso Rio!
Maria Julia Rio de Janeiro (RJ)
Sete dias
Fico aguardando a coluna do Augusto Nunes no domingo, com aquela expectativa ambígua de que ''essa semana ele não vai conseguir se superar'', mas desejando que consiga. E não é que ele mais uma vez conseguiu?! Parabéns!
Harry Fockinkl, Rio de Janeiro (RJ)
É realmente uma foto sensacional e despudorada dos nossos ocupantes do poder. Seria herança maldita também? Pode ter certeza de que negarão sempre a evidência, informando que o momento vivido pelo país era outro...
Sergio A Padilha,Rio de Janeiro (RJ)
Mais do que os áulicos, parece que o presidente Luiz Inácio deve ter um ''muso'' inspirador. Hugo Chávez quer expulsar três jornalistas e cassar a nacionalidade de Gustavo Cisneros, dono da maior emissora de televisão da Venezuela. Afinal, quem é o ''muso'' de quem? Será que Simon Bolívar está quieto na tumba? O povão continua com a opinião de que Lula fez muito bem. É Lula invocado, avançando contra Bush e a CIA. Pobre povo brasileiro. Continua a acreditar em Papai Noel.
Carlos Alvim, Niterói (RJ)
Religião e poder
A jornalista Olivia Hirsch, em artigo na página internacional de domingo, sem alarde, faz um alerta que merece mais atenção de todos: o presidente Bush só foi eleito pela força dos votos dos evangélicos. Nós aqui já sentimos esta má influência, que mistura política e religião. Tivemos péssima experiência com Benedita e, mais tarde, com o casal Garotinho. Temos agora um senador desconhecido até no Senado, o ''bispo'' Crivella. Nada contra a religião, mas é um alerta.
Antônio João Jardin Petrópolis (RJ)
New York Times
Até agora não está esclarecida a razão de o sr. Lula não ter se incomodado com as pessoas que deram origem às informações ditas caluniosas em que o jornalista Larry Rohter, no exercício de sua profissão, se baseou para publicar a matéria que gerou prejuízos para a imagem de um Brasil democrático. Já foi divulgado, por exemplo, que o sr. Brizola o havia aconselhado - na época em que juntos fizeram campanha política - a reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas, pois seria prejudicial à sua saúde e ao que se propunham conquistar. O Sr Brizola, repassando essa informação ao público, não deu suficiente motivo para ser processado? Por outro lado, não seria mais inteligente ter levado o jornalista à barra dos tribunais antes de cassar o seu visto?
Evonio Arouca Niterói (RJ)
Antigamente, a honra era princípio ético que conferia dignidade e permitia que entes gozassem de bom conceito junto à sociedade, podendo até levar países à guerra. Hoje, mais vale a sensatez, a prudência de um Márcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça, temeroso de macular seu currículo com medida dura, existente em lei, do que o resguardo da honra, seja da instituição Presidência da República, seja da nação, representada pelo cidadão Lula da Silva. O recuo do ministro, encerrando qualquer atitude contra o jornal norte-americano, beneficiou apenas o correspondente Larry Rohter, que em momento nenhum desmentiu o que o Sr. Leonel Brizola confirmou em matéria paga nos jornais, dando razão ao jornalista.
Paulo Marcos Gomes Lustosa Rio de Janeiro (RJ)
O jornalista do NYT poderia ter demonstrado menos pedantismo. Somente uma avaliação médica e psicológica competente e destemida do presidente poderia concluir se o hábito de beber pode estar afetando o desempenho do ilustre senhor Luiz Inácio da Silva, no alto cargo público que ocupa, mesmo assim os mesmos estariam amordaçados e/ou impedidos de tornarem públicas suas conclusões pelos seus Códigos de Ética Profissional e pelo rótulo: Segurança Nacional.
Paulo Cesar Alves Carneiro Rio de Janeiro (RJ)
Cotas no ensino
Nosso governo federal gosta de coisas complicadas. Determinar cotas, para privilegiar os estudantes do ensino público, traz mais problema do que solução. Fala-se em 50% das vagas para ricos, sim, porque quem estuda em escola particular hoje é considerado rico, e 50% para os estudantes das escolas públicas. Todos sabemos que existe uma quantidade mínima de pontos para se ingressar na universidade, essa quantidade está diretamente relacionada com a carreira escolhida. Com base nessas premissas, vamos imaginar a seguinte situação: nas provas para a carreira de medicina, os ricos conseguiram média mínima para preencher todas as vagas correspondentes aos 50% deles e ainda sobraram concorrentes. Do outro lado, sobraram vagas, porque os alunos provenientes das escolas públicas não conseguiram pontos suficientes para preencher todas as vagas disponíveis. Pergunta-se: os alunos ricos poderão preencher as vagas disponíveis e não usadas pelos mais carentes? Os alunos ricos deverão ser penalizados, apesar de existirem vagas, porém não destinadas para eles? Se os pontos conseguidos pelos vestibulandos oriundos de escolas públicas forem menores que os pontos dos excedentes ricos que estarão fora das universidades públicas, por falta de vagas dentro dos 50% a eles destinadas, seria justa a ocupação dessas vagas tomando por base o nivelamento por baixo? É uma questão muito complicada para se resolver com uma penada numa MP. Ainda acho mais proveitoso e talentoso prestigiar as escolas públicas, dando-lhes condições reais de competição com as escolas particulares.
Wanderley Jorge Bueno Rio de Janeiro (RJ)
A idéia básica das cotas obrigatórias para os cursos superiores só tem sentido no que tange à inserção das pessoas pretas (pele preta mesmo) no mundo dos formados. É a única forma de se conseguir começar a integração racial dos pretos. Para tal, é fundamental aumentar o número das vagas nos cursos, para não discriminar todos os pretendentes aprovados por conhecimento. Certamente, dentro das faculdades, os pretos, selecionados pelas melhores notas obtidas no vestibular geral, deverão ter uma assistência especial para poder acompanhar o curso, não só no plano intelectual, como também no material. Com a evasão que temos em nosso ensino (no curso de Física, por exemplo, encerrado em 2003, de 120 alunos, só 19 concluíram) e sem um amparo, certamente todos os pretos abandonarão o curso.
Geraldo Siffert Junior Rio de Janeiro (RJ)
Correção
O editorial Vassalagem Perigosa, publicado na página A12 da edição de sexta-feira, 14/5, apresentou um erro de concordância em seu primeiro parágrafo. O texto correto é: '' O episódio que resultou na decisão de expulsar do Brasil o repórter Larry Rohter, correspondente do jornal The New York Times, exibiu uma penosa radiografia dos intestinos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.''