De Gaulle disse que o Brasil não era um país sério e Lula faz de tudo para confirmar isto sempre que pode, como o fez neste ridículo ato de vingança pessoal contra o jornalista do NYT. Lula revelou que está inebriado pelo tóxico emocional do poder e por si mesmo. Ainda bem que o país tem gente como o senador Sérgio Cabral - que impetrou o habeas-corpus em favor do jornalista - e como o ministro do STJ Peçanha Martins, que concedeu o salvo-conduto. Eles estão intoxicados, no bom sentido, com a Constituição que Lula rompe de forma contumaz.
Flavio Sauer Spinola Dias, Petrópolis (RJ)
Agora foi o Jornal do Brasil que exagerou na dose. A decisão do governo de expulsar o jornalista do New York Times recebeu apoio e críticas. As cartas publicadas pelo JB são provas dessa divisão de opiniões. Pertenço ao grupo dos que acham que todos exageraram na dose. Hoje (14/5), ao abrir o meu jornal, fiz como sempre faço, fui direto ler a coluna de Villas-Bôas Corrêa. Deparei-me com a charge de Ique na página anterior e demorei a acreditar no que estava vendo. Não precisa ser presidente para que o respeito seja merecido. Não fosse Lula nosso presidente, e somente um cidadão comum, não poderia ser comparado a quem foi. O que está acontecendo? Será que todo mundo está esquecendo que existem limites para o que se faz e que se diz? Por favor, não mandem às favas o respeito.
José Cristóvam Sauáia Kubrusly, Rio de Janeiro (RJ)
O senador Sérgio Cabral mostrou que tem a força da juventude, na preservação dos ideais democráticos, e a sabedoria dos experientes, na escolha da ferramenta mais adequada para representá-los, diante de um capricho do presidente Lula, que não soube lidar com o impacto de ''uma pedra perdida'', atirada por um jornalista indelicado, desrespeitoso, inconseqüente, despreparado, oportunista e injusto, tal qual o comportamento da oposição no governo FHC.
Eduardo Dantas, Rio de Janeiro (RJ)
A reportagem do correspondente do New York Times a respeito de Lula foi como uma pedra de gelo: frio. A gota d'água que faltava, porém, foi o comentário sobre os hábitos etílicos do presidente. De qualquer modo, a reação foi desproporcional à crítica; fizeram uma tempestade em copo d'água. A conseqüência é que a administração federal ficou paralisada; o governo ficou como se estivesse de ressaca. O presidente e seus assessores deveriam, isto sim, desconsiderar a reportagem e saírem todos para um drink de relaxamento.
Rubem Paes, Niterói (RJ)
Regina Duarte
A carta do leitor Jeferson de Andrade publicada na edição de 14 de maio, pedindo desculpas para Regina Duarte, merece reflexões mais profundas, pois parece que os sentimentos estão invertidos. O leitor diz que agora tem medo do governo Lula enquanto a ''musa do medo'', Regina Duarte, aparece nos comerciais de TV e cinema, feliz e contente, sem aparentar medo nenhum dos dias de hoje. Passeia de carro, vai a restaurantes com a filha, tranqüilamente, incentivando o povo a consumir celulares e, confiante na política econômica que o governo Lula está lhe oferecendo, convida-nos a investir no sistema bancário do país.
Noilton Nunes, Rio de Janeiro (RJ)
Cotas
É altamente louvável a decisão do governo federal de reservar vagas do ensino superior para estudantes oriundos de escolas públicas. Mais do que se preocupar com um hipotético efeito detrimental à qualidade no ensino, o importante é ressaltar as vantagens da presença de uma maior diversidade sócio-econômica nas salas de aula. A interação acadêmica de estudantes de diferentes origens sociais e culturais proporciona um ambiente adequado à derrubada de barreiras entre classes sociais. A universidade só tende a ganhar com isto. Contudo, a forma de implementação é crucial para o sucesso desta medida. É fundamental agora que a academia discuta a forma como ocorrerá a inclusão deste novo grupo de estudantes, uma vez admitidos.
Eduardo F. da Silva, Ann Arbor (EUA)
Já está difícil viver. Agora ser da raça branca, ter condições de pagar escola e estudar em colégio particular virou complicação em vez de ajudar. Acredito que será preciso mudar a nossa Constituição, para poder cooperar com os nossos políticos em época de eleição.
Teresa Abreu de Almeida, Rio de Janeiro (RJ)
Determinar cotas para ingresso nas universidades públicas, seja de que forma for, é discriminar. Se a cota for para negros, como ficará o Estado da Bahia, onde a maioria é negra? Vão criar cotas para os brancos? No Nordeste, onde a maioria é parda, as cotas serão para brancos e índios? No Norte, onde a maioria é índio, as cotas serão para brancos, negros e pardos? Não seria mais oportuno fortalecer o ensino nas escolas públicas, colocando-as em nível de igualdade com as escolas particulares do que ficar criando preconceitos, constrangimentos com a importação de comportamentos de outros países? Investir na escola pública é respeitar o direito de igualdade, é dar oportunidade, cuidar dos menos favorecidos, é preparar os brasileiros para o futuro. Qualquer coisa fora disso é politicagem.
Wanderley Jorge Bueno, Rio de Janeiro (RJ)
Lena Frias
Despedimo-nos de Lena Frias, amiga, conselheira e parceira de longa data. Agradecemos a oportunidade de ter convivido com uma figura ímpar na cultura popular, e que muito nos deixou. Lena sabia o valor da arte da cultura popular e isso nos aproximou como admiradores de mão dupla. Valeu querida companheira e, se der, continue de olho e dando aquela força que sempre nos deu. Dedicamos o Prêmio Estácio de Sá a você. Até a próxima jornada.
Nota de despedida do Teatro de Anônimo
Há cerca de 40 anos tive uma professora jovem, alegre e dedicada, no Grupo Escolar Getúlio Vargas, em Niterói: Marlene Ferreira Frias. Muito tempo depois, vi na televisão a jornalista Lena Frias comentando o desfile de carnaval. Passei a ler seus belos textos no JB e ficava orgulhosa de pensar que tive o privilégio de conviver com ela e de guardar, da infância, a lembrança calorosa de uma professora que encantava os alunos com sua vivacidade e empolgação. Foi com Marlene que aprendi a alegria do conhecimento e foi com Lena que descobri que o jornalismo pode ter a marca da paixão e podia ser marcado por textos inesquecíveis pelo que continham de amor às raízes brasileiras e ao povo que as perpetua.
Lucia Teixeira, Niterói (RJ)
José Serra
Seria cômico se não fosse trágica a propaganda do PSDB veiculada na televisão. Será que pensam que somos todos idiotas? Até 2002 e por oito anos governaram o Brasil, transformando a oitava economia do mundo em 15ª; privatizaram 76% do nosso patrimônio, mas não diminuíram a dívida pública, pelo contrário, aumentaram em 1.000%; inventaram o desemprego e o subemprego; não fizeram nenhum dos investimentos de que o país precisava, como estradas e energia elétrica, indispensáveis para o crescimento; e ainda foram os campeões em denúncias de corrupção. Mas têm a cara de pau de culpar por tudo isso o governo Lula, há pouco mais de um ano no poder.
Sonia Montenegro, Rio de Janeiro (RJ)
Metrô
Infelizmente a empresa que opera o serviço do metrô no Rio de Janeiro não oferece o mesmo serviço nas suas duas linhas. Uma vez que na linha dois constantemente existem composições com 4 vagões, ocasionando superlotação, inclusive na hora do rush. Estou muito indignado, pois se o preço é o mesmo para as duas linhas, por que não é também o serviço?
David Trannin Vasconcellos, Rio de Janeiro (RJ)