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New York Times


Tudo bem, o New York Times exagerou na dose. Mas o governo superdimensiou o episódio em que é relatado o suposto gosto etílico do presidente Lula. Ao expulsar do país o jornalista Larry Rohter, autor da polêmica matéria publicada no NYT, o governo apenas municiou o adversário, permitindo que um fato, que cairia naturalmente no esquecimento pela falta de fundamentação, ganhe um crescimento nunca visto. Com o protesto natural de entidades que professam a liberdade de expressão.
Antonio Castigliola, Rio de Janeiro (RJ)

Truculenta, antidemocrática e perigosa a atitude do governo brasileiro - que se diz democrático - em cancelar o visto de permanência provisória e expulsar do país o correspondente do New York Times. Se toda vez que o governo se sentir insatisfeito com alguma notícia, pronunciamento, crítica ou informação, e vir adotar condutas extremas de censura, realmente o país corre um grave risco de ter comprometida a sua liberdade de imprensa e o direito de livre manifestação, o que, obviamente, seria um retrocesso. Será que nos governos petistas só cabem elogios e estaria proibida a divulgação de desagrados? Existem formas mais democráticas de se combater leviandades.
David Neto, Rio de Janeiro (RJ)

Apóio integralmente e aplaudo o governo brasileiro pela expulsão do jornalista americano. Só acho que oito dias para que ele arrume as suas malas e vá pra casa é muito tempo. Vinte e quatro horas seriam suficientes. Ao contrário dos paladinos da Justiça e dos defensores da liberdade de imprensa de ocasião, não considero que haja, neste caso, qualquer censura nem cerceamento da liberdade de imprensa.
Cesar Oliveira, Rio de Janeiro (RJ)

Não confundam liberdade de expressão com desrespeito. Um chefe de governo que foi eleito pelo povo merece respeito. Respeitem-no e estarão respeitando a todo o povo brasileiro. Viva a democracia, mas aviso que, se alguém entrar em minha casa e me faltar com o respeito, tenho o direito democrático de expulsá-lo. Uma dúvida: devemos nos espelhar na atual ''liberdade de expressão americana''?
Ronaldo Reis, Rio Grande (RS)

Não consigo entender a postura da esquerda brasileira. Os esquerdistas amam a ditadura cubana e agora eles começaram a censurar. O próximo passo será a tortura? O jornalista do New York Times, Larry Rohter, sempre deu uma imagem positiva do Brasil aos leitores americanos. Lula é uma grande decepção.
Stephan Mueller, Nova York (EUA)

Estou de pleno acordo com a decisão de cancelar o visto do correspondente americano. A informação nos chega em grande volume, e a veracidade das mesmas é que determina sua credibilidade. Com a reportagem despida de fundamentos, de forma ofensiva a todo cidadão que está comprometido com o respeito e o patriotismo, este repórter se tornou uma persona non grata. É como se alguém estivesse em minha casa e passasse a ofender a mim e a minha família. Nada mais justo que essa pessoa se retire. Parabéns ao presidente por mostrar ao mundo que em nosso lar há respeito.
Gidelzo Alves, Serra (ES)

O cancelamento do visto do correspondente do New York Times mostra a incapacidade tanto de Lula quanto do PT de saberem lidar com críticas. Por que não enquadrar também Leonel Brizola e Diogo Mainardi, ambos citados no texto de Larry Rohter como críticos dos hábitos etílicos do presidente? A reação ressentida e extremada é digna de republiqueta.
Claudio Janowitzer, Rio de Janeiro (RJ)

Mesmo que o governo volte atrás na expulsão do jornalista do New York Times, Larry Rohter, a pataquada está feita. Será que estou sentindo um cheirinho de ''fidelização'' neste governo? Luiz Inácio já fez pouco caso da entidade ''Jornalistas sem Fronteiras'', quando esteve em Cuba, lembram-se? Luiz Inácio, pare de agir com o fígado e aja com diplomacia, próprio de um estadista e não de um ditadorzinho latino-americano.
Keko Ribeiro, São Paulo (SP)

Desde a guerra do Golfo a censura existe na imprensa americana. Naquela época, a imprensa mundial reproduziu tudo o que era divulgado pela mídia americana, que estava censurada pelo Departamento de Estado. A explosão das duas torres do WTC fez com que a censura - e uma covarde auto-censura - viesse a vigorar em terras americanas. A política expansionista americana está direcionada para a desestabilização das lideranças que possam surgir nos países pobres. É onde o suposto alcoolismo de Lula interessa. O editor-executivo do NYT está certo em questionar a liberdade de expressão no Brasil, mas deveria, em primeiro lugar, questionar a censura que existe na imprensa americana.
Wilson Gordon Parker, Nova Friburgo (RJ)

Quem tem medo da verdade? Lula bebe? Bebe! Bush Filho bebe? Depende de bebida e fez tratamento contra o alcoolismo. O que foi desproporcional foi a contra-ofensiva do governo brasileiro à incapacidade do jornalista americano. Ao cassar o visto do incompetente profissional, atentou-se contra o princípio democrático da liberdade de expressão, dando a um fator menor proporção maior. Processem o autor da matéria, lá nos Estados Unidos! É o correto.
Fernando d'Ávila, Rio de Janeiro (RJ)

A expulsão do americano não é apenas uma censura que viola a liberdade de expressão. É também um claro recado do governo de que não aceitará mais críticas ácidas como aquelas do NYT. A atitude mostra claramente sua vocação autoritária, talvez influenciados que foram esses senhores pelo tempo que passaram adulando a ditadura de Fidel Castro.
Ricardo Haddad, Rio de Janeiro (RJ)

De outra feita tivemos o desacato de um turista americano mediante gesto obsceno perante a Polícia Federal. Agora, o alvo é o presidente. Inaceitável é a atitude dessa claque anti-Lula e pró-americana, que tenta desestabilizar o governo sob qualquer pretexto. Imaginem se um jornalista brasileiro nos EUA enviasse ao Brasil matéria dando conta de que Bush é um egresso de grupo de Alcoólatras Anônimos. Se tivermos de desgastar nossa imagem, que o façamos com a dignidade da afirmação de nossa soberania, mas nunca acovardados ou subservientes.
Geraldo Fernandes Magalhães, Rio de Janeiro (RJ)

Informe JB

Parabéns à humildade de pedir desculpas pela inapropriada palavra utilizada por Belisa Ribeiro. Bonito e exemplar gesto do nosso Jornal do Brasil. Mais um motivo para gostar desse jornal, aniversariante com meus parabéns pelos 113 anos de bons exemplos.
Sérgio Tardin, Rio de Janeiro (RJ)

Mínimo e máximo

A propósito do excelente artigo do jornalista Villas-Bôas Corrêa sob o título As batalhas do mínimo e do máximo (ontem), conclamo os leitores e eleitores que ainda têm a capacidade de se indignar, que cobrem a opinião do presidente da República, do ministro-chefe da Casa Civil, dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, dos presidentes do STF e do STJ e, sobretudo, da imprensa. A imprensa tem a obrigação de levar esta questão a estas autoridades, além de exigir opiniões definitivas sobre o cinismo, a hipocrisia e a falta de vergonha.
José Pires Carmo, Rio de Janeiro

Laura Alvim

É no mínimo curiosa a falta de criatividade cultural na elaboração da programação da Casa de Cultura Laura Alvim (Ipanema). Há meses, não obstante o sucesso do evento do Salão do Humor, a persistência e duração deste em todas as salas da Casa de Cultura nos priva de outras manifestações culturais, beneficiando as caricaturas e interesses de artistas globais. Nos meses de férias, com seu grande fluxo de público, ficamos limitados culturalmente, não por falta de bons artistas nacionais, mas talvez por interesses velados.
Rosemary Tamborlin F. Silva, Rio de Janeiro (RJ)


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[13/MAI/2004]


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