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113 anos


Parabéns pelos 113º aniversário do Jornal do Brasil - o nosso bravo guerreiro JB, cuja luta permanente em favor da democracia e das liberdades públicas o transformaram em exemplo para a imprensa em todo o mundo. A longevidade do JB é prova incontestável da capacidade de resistência deste extraordinário veículo de comunicação.
Luiz Bittencourt, deputado federal (PMDB-GO)

Bingos

Quero manifestar minha profunda reprovação à manobra eleitoreira dos parlamentares do PSDB e PFL que, em atitude de irresponsabilidade para com a sociedade, rejeitaram a MP que proibia o funcionamento dos bingos no país. Pior que isso, foi vê-los comemorar o que chamaram de ''derrota do governo''. Que pena! Lamento lembrar-lhes que quem perdeu não foi o governo, mas sim todo o povo brasileiro. Será que é tão difícil a sociedade perceber que a ''manobra'' foi uma estratégia para garantir a lavagem de dinheiro e o famoso ''caixa 2'', para custear a próxima campanha política dos seus comandados?
Márcia Regina de Oliveira Costa, Rio de Janeiro (RJ)

A derrota, estampada em manchete do JB (ontem) não é de Lula nem do governo, mas do povo brasileiro. Quando grupos econômicos conseguem impor seus interesses, se sobrepondo a medidas que representam interesses da maioria, todos somos derrotados. É necessário desideologisar o debate em torno das propostas governamentais. Isso interessa a uma minoria poderosa e, quando essa minoria ganha, o povo brasileiro sai perdendo.
Valmir Barbosa, Rio de Janeiro (RJ)

Foi oportuna a publicação pelo JB (30/4) do texto do humilhante Decreto nº 9215, promulgado pelo presidente Eurico Dutra, e que há 60 anos proibiu o jogo no Brasil. O general impôs, como justificativa, a insondável ''tradição moral, jurídica e religiosa do povo brasileiro'' para determinar o fechamento dos cassinos. Confirmando a retrógrada orientação, permanece o Brasil alinhado com dois remanescentes países comunistas, Cuba e Coréia do Norte, além do Haiti, Burquina Fasso, Etiópia e poucos subdesenvolvidos. Enquanto isso, no bloco que, inteligentemente, explora o jogo, inclusive bingos, gerando empregos, arrecadando tributos e atraindo turistas, situam-se nações desenvolvidas: EUA, França, Inglaterra, China, Itália, Rússia, Espanha, Portugal.
Carlos Tavares de Oliveira, Rio de Janeiro (RJ)

Carlos Lessa

Da entrevista do prof. Carlos Lessa ao JB (5/5) pelas jornalistas Sônia Araripe e Nice de Paula, muito se destaca sua valiosa manifestação sobre os ''spreads'' cobrados pelos bancos - matéria também focalizada também com inteira propriedade por Daniel Faraco, emérito professor e economista, ex-ministro da Indústria e Comércio. Assunto de tal magnitude, entre outros avaliados na entrevista, parece-nos, não vem sensibilizando as autoridades monetárias, em especial o Banco Central, que tem propiciado à rede bancária insustentáveis tábuas sobre tarifas sob serviços sem limites na sua observância.
Athayde de Oliveira Mello, Rio de Janeiro (RJ)

Ives Gandra

No meio de tanta barbárie, ler um artigo como ''Fé, ética e realidade'', de Ives Gandra (ontem), funciona como um bálsamo para nosso espírito que teima em não se deixar poluir pelas idéias vigentes. Torço para que alguém deste governo simplório leia este artigo, procure entender e que leituras deste calibre funcionem como uma luz que permita iniciar a construção de um caminho mais digno para nosso combalido país.
Geraldo Siffert Junior, Rio de Janeiro (RJ)

Desvinculação

A emenda constitucional a que se refere o editorial de 5/5 (''O Pau da Canoa'') deveria acabar de vez com qualquer tipo de vinculação, seja a salário mínimo, a salários da ativa ou assemelhados. Em contrapartida, ficaria estabelecido, como cláusula permanente, que uma vez fixado o valor de qualquer aposentadoria, seja no setor público ou privado, o seu poder aquisitivo teria que ser mantido mediante reajustes periódicos segundo dados do IBGE.
Gilson Rangel Rolim, Niterói (RJ)

Eleições no Rio

Tem toda a razão a deputada federal Denise Frossard ao manifestar publicamente sua indignação com a recente jogada política maquinada pelos políticos César Maia e Marcelo Alencar, cujo resultado final foi a sabotagem de sua candidatura à Prefeitura do Rio. Em 92, César Maia alijou da disputa o pré-candidato Sérgio Cabral Filho. Em 2002, espalhou o boato que o tráfico teria mandado fechar todo o comércio e escolas da cidade, disseminando naquele dia o pânico e o caos entre a população, achando que com isso sua candidata Solange Amaral seria beneficiada. Por fim o tiro saiu pela culatra, Rosinha foi eleita em primeiro turno. Agora César Maia tenta alijar candidatos, ao mesmo tempo em que tenta costurar alianças com partidos de qualquer tendência eleitoral.
Licia Maria Almeida, Rio de Janeiro (RJ)

Exército

Agora só falta marcar a data, hora e os locais para o posicionamento das tropas e divulgar amplamente na imprensa. Parece-me que a idéia do fator surpresa não passa na cabeça dos nossos comandantes. E se havia alguma vontade de se recuperar armamentos, isso já era. Pois só mesmo os bandidos mais imbecis se arriscarão em manter esses armamentos roubados nas favelas mais visadas pelos últimos acontecimentos.
David Trannin Vasconcellos, Rio de Janeiro (RJ)

Segurança

Abusando de uma retórica agressiva, o articulista Antonio Sepúlveda ataca nossa carta do leitor na qual procuramos demonstrar as diversas maneiras de vermos os números e estatísticas da violência. E o gosto de alguns articulistas por propagar o ''descontrole'' da criminalidade no Estado do Rio de Janeiro. O articulista contraria a verdade de números e, em alguns momentos, demonstra que desconhece a matemática do ensino médio: velocidade de crescimento da violência, como a de um automóvel, não depende de onde o automóvel sai e onde chega, mas sim da relação entre distância percorrida de um ponto a outro, dividido pelo tempo que ele utilizou. Isto quer dizer que se no Rio em 1991 essa taxa era 124 por 100 mil e em 2000 passou a ser 181, a velocidade de crescimento é medida pela relação entre 181 e 124, ou seja, 46%. O resto dos números, como por exemplo a velocidade média nacional de (94,8%), segue o mesmo raciocínio. Vamos às inverdades: a) o articulista atribuiu-me ter dito que tal situação era ''fruto dos esforços da governadora Rosinha''. Ora, se os dados do IBGE foram recolhidos de 1991 a 2000 como poderia abranger o governo Rosinha? Sequer tinha sido eleita! O que eu disse é que tal indicador poderia ser decorrente de esforços de governos estaduais, desde Brizola, incluindo apenas o primeiro ano do Governo Garotinho, e da própria sociedade civil; b) a carta que escrevi foi motivada pela vontade de compartilhar o que penso sobre o comportamento da mídia e os números. A governadora se expressa diretamente ou pelo seu secretário de Comunicação; finalmente, agradeço pelo fato de ter comprovado uma das minhas teses, a de que certos articulistas têm motivações ''mórbidas'' ou ''difusas'' ao atacar o governo atual.
Fernando Peregrino, Secretário Chefe de Gabinete da Governadora do Rio de Janeiro

Governo Lula

O governo Lula e o PT traíram milhões de eleitores que confiaram em seu projeto de mudança. Ao contrário do que prometeram durante anos, estão seguindo a mesmíssima e condenada política econômica adotada por FHC que levou o país á bancarrota. Onde estão o crescimento, desenvolvimento e justiça social prometidos ? É preciso mudar os rumos do país urgentemente, sob pena de aumentarmos ainda e cada vez mais o fosso entre pobres e ricos.
Renato Khair, São Paulo (SP)


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[07/MAI/2004]


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