A Orquestra Sinfônica Brasileira e o
Jornal do Brasil têm muito a ver, pois ambos conseguem comunicação com o público e convivem com o povo. Sou a favor do intercâmbio entre as instituições que zelam pela paz e tolerância.
Yeruham Scharovsky, Rio de Janeiro
Em lembrança
Com relação à nota Morte de Pardal, publicada na coluna da sra. Hildegard Angel (21/4), gostaria de expressar minha indignação. Foi infeliz e inoportuno seu comentário, misturando falsos assuntos econômicos com o obituário, faltando com o respeito aos familiares que não são de sua relação.
Candido Spinelli Pardal, Rio de Janeiro
Selo
A ECT emitiu, no fim do ano passado, selo comemorativo alusivo ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Trata-se de algo inexplicável, pois nada ocorreu para justificar a homenagem, além disso, tal selo fere as normas da filatelia nacional, que proíbe selos referentes a pessoas vivas. Registro aqui meu espanto.
Roldão Simas Filho, Brasília (DF)
Democracia
Neste mês foram rememorados dois fatos marcantes da nossa história, referentes ao Estado democrático: golpe de 1964 e Diretas já. A dúvida que paira no mundo moderno é se na atual civilização capitalista, pós-Guerra Fria, pode haver democracia real. Creio que é utopia. Torna-se, praticamente, impossível a convivência entre o lucro a qualquer custo e sem limites e o bem-estar coletivo.
Antonio Negrão de Sá, Rio de Janeiro
Variadas
Vacina contra gripe é pouco. Esperemos a vacina contra a fome e violência. O governador Aécio Neves disse que Lula é bem-intencionado. Os cemitérios estão cheios deles. Lula tem boa chance de se livrar do avião que comprou: quando quiser passear pelo mundo basta pedir emprestado o brinquedinho do banqueiro Joseph Safra. Lula ir ao Ratinho, Hebe, Jô, muda pouco ou nada a situação calamitosa do povo. Lula não gostou nada da criação de porto seco em Brasília. Café com o presidente, é tapa na cara do brasileiro que mal tem água para beber. Kajuru aos domingos na TV, é triste a nossa sina. O controle remoto nos salva. Demagogia pura, subir Rocinha e Vidigal com flores. Seria melhor média com pão e manteiga.
Vicente Limongi Netto, Brasilia (DF)
Vereadores
Político neste país é profissão e o corporativismo dessa classe causa repulsa ao eleitor, que sempre é iludido. Medidas que podem aliviar o caixa do governo e, em conseqüência, o bolso do cidadão, como o corte de 8.500 vagas nas Câmaras Municipais, determinado pelo TCE, são sempre alijadas. Deputados como o sr. Jefferson Campos só pensam na melhor forma de se beneficiar, com isso prejudicando a população. É vergonhosa a proposta desse político que ainda não percebeu que o povo não agüenta mais pagar as contas criadas por quem deveria zelar por eles. Está na hora de cortarem a própria carne.
Carlos de Abreu L. T. da Silva, Rio de Janeiro
Botafogo
O que leva uma pessoa a torcer por um time como o Botafogo? Decepção, sofrimento, angústia ou alegria, satisfação ou saudosismo. Isso é incógnita, mereceria até uma tese de mestrado. Pois o alvinegro não corresponde, nos campos, à confiança da torcida. Na história do clube, grandes jogadores já passaram por lá: Garrincha, Jairzinho, Heleno de Freitas, Didi, Gerson, Nilton Santos, etc. Interessante que clubes como o São Paulo foram muito mais eficientes no seu retrospecto, com jogadores não muito brilhantes, o tricolor paulista foi bicampeão mundial. Alguns religiosos costumam dizer que o sofrimento eleva o espírito, mas essa fé e esperança num time melhor é um mistério, as decepções com os últimos resultados podem trazer a redenção e o perdão dos pecados. É como se fosse uma cruz que cada um tem de carregar. Mas espero que aquela máxima da Bíblia prevaleça ''Os humilhados serão exultados.'' Os botafoguenses talvez gostem disso, ir até o poço e depois subir ao céu, onde a estrela solitária brilha de vez em quando.
Edilson Ricardo, Brasília (DF)
Insensatez
Como se não bastasse a triste idéia de isolar, pela construção de um muro, mais uma vez o povo sofrido das favelas e dos morros, um grupo formado de socialites, capitaneado pela ONG Viva Rio, que domina o marketing na mídia, resolveu criar o Dia do Carinho e subir a Rocinha. Enquanto subiam, ouviram muitas queixas, pois dessa ferida já havia saído muito pus e a ferida nunca cicatriza. Algumas, para fazer pose para fotógrafos e cinegrafistas, resolveram até pegar crianças ao colo, entregaram alguns brinquedos sem mesmo ter cumprimentado as pessoas, descumprindo as ordens da ONG que era ''olhar nos olhos, abraçar e cumprimentar a cada um e ouvir os moradores''. O sofrido povo brasileiro não quer esmolas, doações, migalhas, cestas básicas, clientelismo, fisiologismo, coronelismo, fome zero; ele quer, sim, trabalhar com dignidade, cidadania, geração de empregos, principalmente para os jovens das periferias das grandes cidades brasileiras que são excluídos de qualquer oportunidade.
José Pedro Naisser, Curitiba
Seqüestro
O sequestro-relâmpago é uma grande preocupação da polícia e da sociedade no momento. É crime que se diferencia pelo terror psicológico, já que a vítima passa mais tempo com os marginais do que em um assalto comum. Li que foi criado projeto de lei que obriga os caixas eletrônicos a funcionar apenas no interior de shoppings, estações, supermercados e outros lugares que tenham segurança privada. Se essa lei fosse sancionada, tenho certeza de que os seqüestros-relâmpagos cairiam e muito. Os caixas eletrônicos de rua, que deveriam ser úteis, são hoje uma verdadeira mina de ouro para os marginais.
Gustavo Ribas Pereira, Rio de Janeiro
Pitboys
Definitivamente, não dá para entender certas decisões da Justiça tupiniquim. Os pitboys, filhinhos de papais ricos que recentemente promoveram baderna generalizada em boate da Zona Sul, espancando diversos freqüentadores e um policial, de forma brutal e animalesca, acabam de ganhar a liberdade graças à decisão de ilustre desembargador que fundamentou sua decisão no fato de que os facínoras em questão têm, entre outros atributos, profissão. Fica, então, estabelecido que, a partir de agora, baderneiro é profissão. Simplesmente revoltante.
José Carlos Vieira Orphão, Resende (RJ)
Dia do Carinho
Peruas, patricinhas e darlenes sobem a Rocinha oportunamente acompanhadas de fotógrafos e cinegrafistas. - Carinho nós já temos aqui - responde a Rocinha pela voz de um de seus grupos de teatro. Lilibeth, linda e loira (ex-Collor) aparece dando uma rosa de papel a um morador. Eu pergunto a ela: qual a política de recursos humanos das empresas que dirige? Geração de empregos ou corte de despesas?
Lino Sá Pereira, Rio de Janeiro
Lula
Durante uma de suas mensagens das segundas-feiras, o presidente da República lembrou que ''Todos nós seremos vítimas de nossas palavras.'' Será que o presidente Lula ainda se lembra das palavras proferidas pelo candidato Lula?
José da Cunha Faria, Rio de Janeiro