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Promessas


Os senhores me prometeram 10 milhões de empregos. Farmácias populares, um novo projeto para a educação. Um aumento real do salário mínimo, uma nova política de segurança pública. Prometeram que o novo governo seria voltado para o social, seria um governo onde ''a esperança venceria o medo''. Seria um governo que iria abaixar as taxas de juros, que iria... Passados 16 meses depois da posse, onde estão as promessas cumpridas? Os 10 milhões de empregos? As farmácias populares, o aumento do mínimo que não é reajustado há 13 meses e a redução dos juros que estão entre os maiores do mundo? Por favor, não me deixe perder as esperanças e achar que o governo de FHC era melhor que o atual.
José Paulo dos Santos, Belo Horizonte (MG), por e-mail

Quando o povo brasileiro votou espetacularmente em Luiz Inácio Lula da Silva, escolheu claramente uma proposta voltada para prioridades sociais, cujas promessas de campanha e trajetória política o PT sempre encampou e defendeu. Temos consciência das grandes dificuldades existentes para iniciar um programa de desenvolvimento num país com tantas desigualdades e injustiças sociais. Mas o tempo passa, foi alardeado, após um ano de muitos sacrifícios, que a casa estava arrumada, que o pior já tinha passado, tudo bem... O que estamos vendo, no entanto, é a continuidade do mesmo programa neoliberal efetivado pelo FHC, juros altos, arrocho salarial, miséria crescente, desemprego crescente, violência crescente. A nação já tem uma certeza, o PT não tem um projeto de desenvolvimento, as promessas de campanha, são promessas, nada mais. O governo Lula ainda pode sair desta situação, se cumprir suas bandeiras de luta e justiça social, pois por isso e para isso foi eleito.
Mariangela Barreto, Rio de Janeiro, por e-mail

MST

Toda vez que chamado a justificar a inação do governo diante dos atos de violência praticados pelo MST, o ministro da Justiça repete sempre o mesmo chavão: Enquanto o movimento estiver atuando dentro dos limites da lei e do marco democrático, resta ao governo o acompanhamento da situação. Sua excelência necessita, então, com toda a urgência, indicar aos brasileiros a quais leis e a que democracia se refere. Às que vigem no país? Darão elas respaldo às ameaças e chantagens do senhor Stédile ao presidente da República; às invasões de propriedades produtivas por bandos armados; à destruição do patrimônio público e privado; aos bloqueios de estradas que cerceiam a liberdade de ir e vir do cidadão comum? Ou estará o senhor ministro se referindo a algum outro marco legal por ele imaginado, específico para dar cobertura aos baderneiros do MST? Se assim for, a história nos ensina, uma vez mais estará sendo dado um passo importante para a derrocada de um governo. Ou quiçá de um regime.
Gilberto Rodrigues, Rio de Janeiro, por e-mail

Embora tenha ajudado com o meu voto a colocar o PT no poder, sinto-me insegura diante da relutância do governo federal em reprimir as invasões de terra e em desautorizar o bispo dom José Maria Libório Camino Saracho, que tem dito em missas não serem as terras propriedade de ninguém, a não ser de Deus. Ora, nossa sociedade se estrutura dentro do princípio do respeito à propriedade, seja ela no campo ou na cidade, e a falta de posição firme, por parte dos dirigentes, para garantir esse direito, tende a provocar, na população, o sentimento de ansiedade, orfandade e desamparo, podendo levar as pessoas a tomarem providências por conta própria.
Mariúza Peralva, Niterói (RJ), por e-mail

Superfaturamento

Temos acompanhado pelos noticiários o trabalho que vem sendo realizado pela Controladoria Geral da União no sentido de preservar a moralidade pública. Sendo assim, seria conveniente que o Ministro Waldir Pires se interessasse em mandar averiguar ou fazer uma auditoria nas contas prestadas referentes à construção da Ponte Rodoferroviário que liga o Estado de São Paulo ao de Mato Grosso do Sul, concluída em 1999. Com certeza constatará que ali ocorreu um superfaturamento dos mais hediondos, embolsado por políticos de ambos os Estados. Foi uma vergonha e, portanto, não pode passar sem apuração, sob pena de se incrementar cada vez a impunidade!
Elcio Nunes de Campos, São Paulo (SP), por e-mail

Tragédia anunciada

Nem mesmo estrategistas, historiadores, futuristas, tarólogos, xamãs, videntes e astrólogos poderão prever o que poderá acontecer durante a Olimpíada de Atenas na Grécia, em pleno mês de agosto. Poucos sabem que as maiores tragédias naturais ou mesmo aquelas provocadas pelo próprio ser humano, que são muitas, aconteceram em agosto e elas podem voltar, tudo isso em função de que um jornal grego divulgou que o Presidente George W. Bush estará na abertura do evento. O que seria uma festa para a humanidade, poderá virar um mar de sangue para o mundo inteiro, principalmente para as organizações terroristas que não respeitarão nem mesmo o pensamento do Barão de Coubertain, de que ''o importante é competir e não vencer''. O difícil é entendermos que no dia de sua posse o presidente Bush disse, sob juramento, que sua missão seria equiparada a de Moisés na História, de levar a paz a todos os povos da Terra. Lamentavelmente, ele pegou o caminho e rumo errados da Terra Prometida, levou e tem levado sim a guerra e o antiamericanismo em todos os países do mundo.
José Pedro Naisser, Curitiba (PR), por e-mail

A nona cruzada

Parece que a intenção dos EUA é a de fazer a nona cruzada contra o Oriente Médio, assassinando vandalicamente os povos da região, atacando seus lugares sagrados e agindo como os bárbaros mongóis que, na Idade Média, destruíram Bagdá.
Rosana Gilad, Rio de Janeiro, por e-mail

Correio Aéreo

Por ter ouvido muitas histórias do antigo Correio Aéreo Nacional - CAN, porque meu pai, aviador militar, fazia este serviço para o Sul do país, fiquei surpresa e alegre de saber que o presidente Lula vai reinaugurar este projeto para a área da Amazônia. Só espero que os atuais militares sigam e tenham o mesmo espírito de satisfação e o mesmo sentimento de um aventureiro no cumprimento do seu grande dever (mas com as mordomias que hoje terão) que a turma de antigamente exercia a sua função, sem nenhuma tecnologia a não ser o senso de direção apurado. Acredito que meu pai, lá de cima, pela primeira vez concordará com uma atitude do nosso PT.
Teresa Abreu de Almeida, Rio de Janeiro, por e-mail

Ensino

Alguns sacripantas e velhacos do Congresso, que enrolados na bandeira do populismo adoram tumultuar e atravancar a pauta do dia com inutilidades, ainda não se deram conta, com relação ao estabelecimento de cotas para negros nas universidades, que: 1) Esqueceram de incluir na lei uma cota para a minoria composta por índios. 2) É mais fácil definir uma cota para brancos (aqueles louros de olhos azuis) do que para o restante, composto de negros retintos, pardos, morenos, mulatos e outras tonalidades que compõem talvez 80% dos brasileiros. 3) Por certo, a proposta acima irá distraí-los por longos anos, engordará os seus bolsos e as suas re-eleições.
Eduardo de Braga Melo, Niterói (RJ), por e-mail

Estátuas de Cesar

O prefeito pretende erigir duas estátuas. Uma para Vargas e a outra para Chacrinha. Prefiro a segunda. Só fez rir e não matou ninguém para implantar o mais formidável e corrupto sistema de poder, que todos tentam mas ninguém consegue destruir.
Marcos Andrade Moraes, Rio de Janeiro, por e-mail


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[10/ABR/2004]


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