Gostaríamos de saber por que os atos vandálicos dos invasores americanos no Iraque, bombardeando não apenas centenas de civis, mas também violando os lugares santos do Islã, como mesquitas na hora da oração, não são apresentados como cenas de barbárie e selvageria, imputadas somente à resistência iraquiana, em Falluja, pelo assassinato de quatro mercenários! Não é a civilização ocidental que está sob ameaça, mas a cultura, a fé, a população, a sociedade e o patrimônio do Oriente Médio, diante do imperialismo fascista.
Yasmin Anukit, Rio de Janeiro, por e-mail
O bombardeio de duas mesquitas em Falluja, no Iraque, contra alvos da população civil deveria encontrar maior crítica nos veículos da imprensa, porque expressam a mais absoluta violação de todas as leis internacionais e a total ausência de limites do império americano em combater a resistência iraquiana. O desrespeito à civilização oriental e a seus valores só tem precedentes similares no período das cruzadas!
Nasser Abiram, Rio de Janeiro, por e-mail
Imprensa
Nem com o supertelescópio da Nasa vejo autoridade no ministro Luiz Gushiken para ditar regras à imprensa. O pior, no Dia do Jornalista, sem nenhum protesto dos repórteres presentes. Era só o que faltava, no oceano de lama petista, o arrogante Gushiken travestido com cátedras que não tem de professor e pauteiro. Gushiken é daqueles gênios petistas que confundem jornalismo com relações públicas. Só gosta de elogios. O governo que saia da inércia para merecê-los.
Vicente Limongi Netto, Brasília, por e-mail
Segurança
Fascinante e promissora a matéria Som encarcerado publicada em 7/4. Iniciativas como estas deveriam ser vistas e encampadas pelas autoridades responsáveis pelo sistema penitenciário do Estado. Num momento em que a segurança pública está sendo posta à prova, deveríamos pensar em melhorar o sistema como um todo, e nada melhor do que começar por onde atualmente tudo termina. Não adianta encarcerarmos os delinqüentes, amontoá-los em cadeias fétidas e superlotadas, para daqui há algum tempo soltá-los para o convívio com a sociedade. Temos de repensar o sistema penitenciário vigente, senão daqui alguns anos teremos uma situação de calamidade pública e guerra civil.
Jorge Ribeiro de Almeida, Rio de Janeiro, por e-mail
O Rio esta cada vez mais violento. A promessa do ex-governador Garotinho ainda não foi materializada. É cada vez maior a impressão de que o ex-governador perdeu o pulso da situação. Assassinatos da dimensão de Bagdá viraram corriqueiros. Até hoje, nossos comerciantes vivem acorrentados aos pés dos traficantes. É uma situação escabrosa que o carioca jamais pensou em viver. A governadora, por sua parte, não consegue criar mais empregos no Estado, agravando a situação social, o que favorece o aumento da violência. O Estado do Rio de Janeiro nunca esteve tão fragilizado e vulnerável.
Raul Gouvea, Rio de Janeiro, por e-mail
Ridícula a cena do secretário de Segurança do Estado do Rio, Anthony Garotinho, ao lado do suposto assassino do casal Staheli. Se fosse de fato assassino o caseiro acusado, o secretário estaria se aproveitando do brutal assassinato do casal americano para se promover. Garotinho é candidato declarado à Presidência. A cena foi divulgada para o mundo inteiro, já que o morto além de estrangeiro era presidente da Shell no Brasil. Acho que o mico pago pelo secretário é mais um para sua galeria. Mas o mais lamentável é que a imagem do nosso secretário vai ser associada à do Brasil.
Emanuel Cancella, Rio de Janeiro, por e-mail
Neoliberais
Relativamente à carta do leitor Francisco Marques, veiculada Jornal do Brasil, de 8/4, quero dizer-lhe que realmente ajudei na eleição do presidente Lula, não só como cidadão, como também candidato a deputado federal pelo PL-DF, acreditando nas suas promessas de campanhas e, acima de tudo, na seriedade do presidente Lula, o qual achava que o seu governo não poderia ser pior do que o (des)governo FHC. Ledo engano, hoje, a exemplo de milhares de brasileiros, estamos arrependidos, por o mesmo ter virado às costas para o passado, limitando-se a seguir a política nefasta de FHC, subserviente ao FMI, corroborando para o aumento do número de desempregados, que já ultrapassa a 2,5 milhões. Não obstante, não aceito que um bando de hienas neoliberais, venha aproveitar da situação periclitante que passa o país, com o fito de ressuscitar o sr. FHC e seus asseclas, diga-se de passagem, grandes responsáveis de colocar o país nesse atoleiro. Em nenhum momento defendi a política do sr. Lula, porque até agora não mostrou a que veio. Tanto Lula, como FHC, plagiando um velho adágio popular, ''são farinha do mesmo saco''.
Vasco Vasconcelos, Brasília, por e-mail
Trem da alegria
Enquanto que milhares de profissionais permanecem anos estudando e aguardando para ingressar por concurso no serviço público federal, estadual e municipal, uma proposta de emenda constitucional aprovada por uma comissão especial - deve ser mesmo muito especial - propõe a estabilidade de todos os servidores contratados sem concurso, entre 83 e 88, o que dá um número gigantesco de 100 mil pessoas, alterando vergonhosamente um artigo da Constituição Brasileira. Espera-se que a Câmara e o Senado Federal, quando da votação, não aprovem mais esta indignidade nacional, uma verdadeira agressão e falta de respeito com aqueles brasileiros que aguardam a sua chance de vida profissional.
David Neto, São Paulo, por e-mail
Farra do Boi
Mais uma vez chegamos à Páscoa e constatamos que a hedionda prática da Farra do Boi continua a acontecer, impunemente, em Santa Catarina a despeito da lei e protestos de indignação por grande parte da população. É lamentável que em pleno século 21 tenhamos que conviver com tamanha selvageria em nome de uma suposta ''tradição''.
Márcia Magalhães, Rio de Janeiro, por e-mail
Espelho
O artigo Um país que não se olha no espelho (7/4), da jornalista Sônia Araripe, expõe verdades que a muitos assusta e a outros envergonha. Retrato de um Brasil que enaltece, mas também constrange. Silhueta de um país ainda refém do colonialismo enrustido e do preconceito odioso.
Olavo Luz, Rio de Janeiro, por e-mail
Parabéns pelo artigo Um País que não se olha no espelho (7/4) da jornalista Sônia Araripe.
Ernane Galvêas, Rio de Janeiro, por e-mail
Exemplo de serenidade, no agito do cotidiano, o artigo Um país que não se olha no espelho (7/4), de Sônia Araripe. Parabéns, está excelente!
Nícia Ribas, Rio de Janeiro, por e-mail
Botafogo
O Botafogo continua o mesmo e a torcida segue carregando a sua pesada cruz. Foi desclassificado recentemente de três competições. Na Taça Guanabara, o Americano tirou o alvinegro da estrela solitária da final. Na Taça Rio, o Friburguense e o Cabofriense se encarregaram de fazer o mesmo. Restou a Copa do Brasil. Tudo era esperança, mas, por incrível que possa parecer, dessa vez foi o Gama que fez o papel de algoz e, em pleno Maracanã, sapecou 3 x 2 no nosso ex-glorioso, nos eliminando. Esses trágicos acontecimentos nos colocaram em condições inferiores e humilhantes. Times de porte pequeno, sem torcida e sem história no futebol brasileiro, hoje fazem festa em cima do Botafogo. Agora vem o Brasileirão e já se vislumbram novas decepções para a sofrida massa preta e branca.
Fernando Al-Egypto, Rio de Janeiro, por e-mail