Fechar os bingos é no mínimo uma atitude ridícula. Sou a favor de todos os tipos de jogo. Joga quem quer e quem pode jogar. Quando o presidente assinou a medida provisória, se esqueceu do jogo do bicho, que está na contravenção há pelo menos 56 anos. É uma incoerência. E os cassinos? Tem raspadinha, loto, megassena, corrida de cavalos, telessena e mais de 40 modalidades de jogos no Brasil, todos para tomar o dinheirinho minguado do pobre. Cassinos são para os ricos, os pobres só entram lá para trabalhar e ganhar bons salários. Esses lugares pagam milhões em impostos, dependendo da fiscalização, é claro.
O. V. Ribas, Rio de Janeiro, por carta
Carta social
Em resposta ao leitor que criticou a carta social, gostaria de dizer que a carta social não é bobagem. Ela é um serviço muito bem utilizado, não só por pobres, mas também por ricos. Serve para correspondências de pessoas físicas para pessoas físicas, e é usado por meio de envelope escrito à mão com peso de até 10 gramas. O leitor foi infeliz ao destacar que os pobres não escrevem por serem analfabetos. Parabéns aos Correios pelo serviço de carta social, que vem facilitando a vida de pessoas de baixa, média e alta renda. Escrever cartas é um modo bem antigo de comunicação, utilizado até hoje. A história registra que na época egípcia os correios já eram utilizados.
Nelson de Paula, Rio de Janeiro, por carta
Água
Quero enviar esta mensagem à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), braço político da Igreja Católica, sobre a Campanha da Fraternidade deste ano - Água fonte de vida. O verde é a cor da natureza. Não é um gesto civilizado atribuir qualquer outra cor a ela. Insere-se no contexto do tema, de muita luz, a preservação da cabeceira dos rios e uma conscientização maior acerca da água e de sua intimidade com o verde. Não preservar os rios é crime ecológico, que pode ser identificado com a cultura da ignorância.
Romildo de Brito Ferreira, Rio de Janeiro, por carta
Zoológico-SP
Quanto ao crime covarde ocorrido no zoológico de São Paulo, gostaria de saber se, quando for encontrado o assassino, ele poderá ser incurso no art. 270 do Código Penal. Já que a pena é de reclusão, ele ficaria na cadeia. O art. 270 prevê que envenenar água potável, de uso comum ou particular; substância alimentícia ou medicinal destinada a consumo é crime, sob pena de reclusão de 10 a 15 anos.
Cassio Araujo Gonçalves, Rio de Janeiro, por carta
Empregos
A politicagem do caso Waldomiro não interessa ao povo. Nós, eleitores de Lula e do PT, estamos interessados no que o governo tem a oferecer em 2004. Estou me referindo a números da questão social e infra-estrutura, nos quais se inclui a possibilidade dos investimentos econômicos produtivos. Queremos empregos e consumir o que há de bom na globalização. A diretoria do Banco Central não é tolerável, pois é reacionária e politiza a questão dos juros. Não aceitamos também as notas dadas pela Standard & Poors e J. P. Morgan. O Brasil não é menino de grupo escolar e nem pobre bem recomendado ao patrão. A redução do superávit primário é imperativa, pois é fruto dessa força estranha da política financeira internacional e indicadora de que país dependente não tem direito à liberdade. É poder repressor, da mesma forma que o são os traficantes de drogas e armas. Queremos o aperfeiçoamento da democracia, com o dinheiro dos empregos fornecidos pela macroeconomia. Se Bush fez uma guerra inglória, é hora de ver que há formas mais sutis de democratização dos países, pois o superávit de 4,25% está sendo a abjeção nacional: é pura repressão. O empenho para reduzi-lo a 2,25% deve ser considerado favas contadas, pelo que diz sobre o valor da democracia. Assim esperamos.
Sonia Corrêa Netto, Belo Horizonte, por carta
Políticos
Quando há troca governo e se pensa que tudo vai melhorar, aparece um tal de Waldomiro Diniz com suas propinas, dentro do próprio Palácio do Planalto, protegido do sr. José Dirceu. E, ainda para complicar, vem o corregedor-geral da União, sr. Waldir Pires, afirmar que o país está acostumado com o ''rouba, mas faz''. Como pode esse senhor ter autoridade para punir quem desvia dinheiro público? Até quando vamos tolerar essa democracia capenga que só interessa aos políticos e não à nação e ao povo?
Helio de Macedo, Rio de Janeiro, por carta
Ecologia
Li no periódico Atualidades Ornitológicas nº 117, de fevereiro, editado em Ivaiporã (PR) (http://www.ao.com.br), a seguinte nota: ''Acredite se quiser. Autoridades da área de meio ambiente da prefeitura do Rio de Janeiro estão estudando seriamente a retirada do jacaré-do-papo-amarelo (espécie nativa) do Bosque da Barra - unidade de conservação municipal - para que eles não coloquem em risco os gatos. Não os gatos-do-mato (espécie nativa), mas os gatos domésticos (espécie exótica). Isso mesmo. Esses políticos parecem não saber (ou não querer admitir) que esses gatos, soltos por ativistas de ONGs protetoras dos animais, causam enorme dano às populações de aves locais. Definitivamente, uma unidade de conservação não é lugar para gatos domésticos.'' Não deve ser verdade! Se for, o Ibama deve ficar de olho aberto, pois o nosso jacaré-do-papo-amarelo corre risco de extinção. Gatos domésticos existem aos milhares.
Hildebrando Soeiro Antunes, Nova Friburgo (RJ), por carta
PT
Os conselheiros de Lula e muitos outros do partido da ética fecharam questão sobre a não incidência do fato determinado. O fato foi público e notório; o vídeo do Jornal Nacional mostra o assessor entabulando negociação com o bicheiro para auferir vantagem para o alheio e para si próprio; depois, mostra o assessor saindo com uma bolsa. Será que vimos uma assombração? Que as imagens exibidas na TV eram falsas? Será que esse fato é vago, impreciso, indeterminado ou fantasmagórico? Até agora não apareceu ninguém para dizer que foram forjadas. O STF deve reagir perante esse fato, que determinou a descoberta do esquema montado de dentro do Palácio e disseminado em todos os órgãos públicos. Existe a lavagem de dinheiro do bingo, assim como dos políticos fariseus que trocam facilitações e negociações na bancada de negócio chamada Congresso Nacional.
Marco Aurélio de Faria Luz, Niterói (RJ), por fax
Crescimento
Quer dizer que impulsionar o crescimento justifica passar com o trator por cima de leis e exigências ambientais como quer o presidente Lula? A Mata Atlântica está reduzida a 7%; o Cerrado já perdeu 70% de sua área e a Floresta Amazônica teve reduzidos 600 mil quilômetros de sua área por desmatamentos para pastos e soja. As cidades estão sufocadas por poluição atmosférica, os rios estão secando e a água doce de abastecimento, se esgotando. E ainda querem culpar o Ibama por entraves ambientais? Como 5.000 funcionários podem fiscalizar a imensidão territorial do país?
Rosalvo de Magalhães, Nova Friburgo (RJ), por fax