Terrorismo
Se o atentado terrorista perpetrado em Madri for de autoria da Al Qaeda ou grupo
afim, muito ao contrário de enfraquecer a necessidade do combate ao terrorismo
internacional, apenas reforça a dramaticidade dessa luta. Evidencia ainda mais
os intuitos malignos dessa organização que deseja dividir o Ocidente e destruir
os valores humanísticos da nossa civilização. Se fazem uma carnificina porque
uma nação apoiou os EUA, em sua ação militar contra Afeganistão e Iraque, o que
não fariam sem nenhuma restrição política e militar? Querem impor seus valores
e interesses, pelo medo e pela intimidação, e há quem encontre justificativa para
isso.
Everton Jobim, Rio de Janeiro, por e-mail
Tiroteios
Moro no Posto Cinco, em Copacabana, nas imediações da comunidade Pavão-Pavãozinho.
É freqüente ouvir-se, durante a noite ou durante a manhã (de madrugada estou dormindo),
dezenas de tiros de AR-15, vindos daquele morro, num verdadeiro atentado à segurança
física, minha e de minha família. Como cidadão - desarmado -, trabalhador e pagador
de impostos, comunico o fato imediatamente às polícias (Civil e Militar). Não
sei das providências. Só sei que os disparos se repetem. Assiste-se à violência
da forma mais passiva. Descubro que o ilícito, por força de sua repetição, vai
tomando conta, passando a ser normal e gerando audácias cada vez maiores. Vigora
a máxima moral: o errado passa a ser certo e o certo, errado.
Marcelo de Lima Araujo, Rio de Janeiro, por e-mail
Atropelamento
O JB Online (16/3) informou acerca dos acidentes de trânsito na cidade,
dando conta de um ato de barbarismo: "(…) os dois foram jogados para a pista sentido
Zona Sul, onde foram atropelados seguidamente por diversos veículos, morrendo
no local. O Gol do médico ficou parcialmente destruído. Nenhum dos outros motoristas
parou". Sem discutir se as vítimas se arriscaram, ao não usar a passarela existente
a poucos metros do local, o fato de os motoristas passarem por cima de dois seres
humanos e continuarem dirigindo, como se nada houvesse ocorrido, causa nojo pela
perversidade do ato. Terá o carioca retornado à pré-história, considerando que
a polícia não tem capacidade e competência para investigar e prender esses monstros?
Seria essa notícia um espelho da putrefação dos valores sociais nessa terra de
bandidos, antiga Cidade Maravilhosa?
Carlos Brasil, Rio de Janeiro, por e-mail
Cervejas
O simpático e gentil Zeca Pagodinho se envolveu num episódio com aquela péssima
imagem deixada pela triste frase do famoso jogador Gerson, "o negócio é levar
vantagem em tudo... certo?" Fica parecendo que a ética na propaganda é coisa do
passado, que os meios justificam o fim, etc. O pior é que não são duas pequenas
empresas, sem experiência da área de propaganda, ao contrário, são duas gigantes
do mercado, uma delas em vias de se tornar uma das maiores empresas de bebidas
do mundo. É lamentável. O público consumidor merece respeito e espera que o Conar
cumpra a sua função moralizadora. Francisco José A. S. N. de Almeida, Rio
de Janeiro, por e-mail I Péssimo exemplo para a nossa juventude e total falta
de princípios éticos a atitude da Brahma, do publicitário Nizan Guanaes, e do
pagodeiro Zeca Pagodinho, mostrando o que a força do dinheiro pode fazer com o
caráter desses indivíduos. Onde está o caráter de Zeca Pagodinho, que trai a confiança
de um anunciante e da população? Ele foi falso e mentiroso no anúncio anterior
ou está sendo falso e mentiroso neste? Onde estão os princípios do sr. Nizan,
que poderia utilizar a propaganda em exemplos construtivos e não para destruir
princípios éticos. Em relação à Brahma, bem, desta é melhor não falar, de uma
empresa 100% brasileira, hoje em mãos de especuladores do mercado conseguiram
transformá-la em uma empresa belga, na qual os brasileiros são minoritários. O
Brasil perdeu, perdeu muito com essas atitudes.
Carlos Varaldo, Rio de Janeiro, por e-mail
Escárnio no Rio
Onde está a indignação das pessoas diante da tragédia que se abate, todo dia,
sobre a cabeça de nossos jovens, que não têm aulas de diversas matérias nas escolas
estaduais desde que esse casal se aboletou no governo do Estado? E os hospitais
sucateados? E a construção, pelo governo do Estado, das favelas Nova Sepetiba
1 e 2? E a tremenda demagogia a R$ 1? E os índices de violência manipulados? E
o sofrimento dos pais quando seus filhos resolvem ir a uma festinha à noite? E
as centenas de inocentes e policiais mortos? E o escárnio do cara em se candidatar
a presidente? E a inacreditável incompetência de sua mulher, atingindo diretamente
todos nós, cidadãos fluminenses? Será que o errado sou eu?
Reinaldi Silva, Rio de Janeiro, por e-mail
PT
O artigo de Ubiratan Iorio, A estrela cadente (16/3), é muito bom! Durval
Meirelles, Rio de Janeiro, por e-mail I Seria redundante dizer que o artigo
de Ubiratan Iorio, A estrela cadente (16/3), está ótimo (como sempre).
A única observação que faria é o fato de o governo ter tido sorte por não haver
enfrentado (ainda) algum choque de natureza externa. Em se realizando (rogo que
não), esses senhores não terão pulso firme para remar contra a correnteza e abandonarão
de vez a necessidade de ajustar o Estado (no sentido lato sensu) .
Alvaro Villarinho, Rio de Janeiro, por e-mail
ANS
Acerca da declaração do diretor-executivo do Procon de São Paulo, sr. Gustavo
Marrone, de que pretende cobrar da Agência Nacional de Saúde (ANS) maior fiscalização
dos planos de saúde, publicada na matéria Telefonia lidera lista de queixas
do Procon-SP (JB, 16/3), a ANS tem a informar que: de abril de 2000,
quando começou a atuar, a fevereiro passado, julgou, em primeira instância, 5.269
processos administrativos contra as operadoras de planos de saúde e aplicou multas
no total de R$ 81.310.640.
Sebastião Martins, assessor de Imprensa da ANS, Rio de Janeiro, por e-mail
Oleoduto
Quando o presidente Lula, na reforma ministerial, substituiu os três ministros
do Estado do Rio, a bancada do PT fluminense declarou que nosso Estado teria grande
compensações, com verbas e obras importantes que atenderiam aos velhos pleitos.
Passados alguns meses, saiu o primeiro presente: um oleoduto para transferir
60% da produção do petróleo de Campos para a Refinaria de Paulínia, em São Paulo.
O passivo ambiental ficará com o Estado do Rio e o desenvolvimento econômico com
São Paulo. O oleoduto dará empregos permanentes para São Paulo, que ampliará sua
capacidade de refino, deixando para o nosso Estado empregos ínfimos e temporários,
além de grande passivo ambiental. Se não mostramos nossa indignação, com maior
veemência, a herança que deixaremos para os nossos filhos será a Serra Pelada
fluminense.
Antônio S. Leopoldino, Rio de Janeiro, por fax
Estilo
A velha raposa continua a mesma. Ex-presidente por obra do acaso, produziu um
dos piores momentos qualitativos em sua administração. A sua biografia, como político
e administrador, é opaca e de má qualidade no concernente aos pífios resultados
em seu mandato. A própria família Sarney pouco trouxe de brilho em suas atividades.
O encanecido político deslustra ainda mais sua performance política ao boicotar
e impedir a CPI dos Bingos e, nos estertores de sua vida pública, repete o famoso
dito de que a sua história se repete como farsa.
Luiz Edmundo C. Saraiva, Rio de Janeiro, por fax
[18/MAR/2004]
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