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CPI


Não votei em Lula, nem sou petista, mas como cidadão de bom senso, penso que o caso Waldomiro/Cachoeira deva ser investigado pela Polícia Federal e pelo competente Ministério Público, sem a criação de CPI. Nada contra elas, mas o espetáculo gerado pouco resolve, aprofundando a recessão econômica e os problemas sociais do país. Sem estardalhaços, vamos cobrar investigações profundas e implacáveis, assim como a punição dos culpados. Sem apavorar o mercado e parar a recuperação econômica e o crescimento, do qual todos dependemos para sobreviver.

Rubens de Souza Monteiro Júnior, Rio de Janeiro, por e-mail

Depois de ler, em Boechat (17/2), que os governadores Aécio Neves e Geraldo Alckmin estão atuando para impedir a instalação da CPI contra Waldomiro Diniz, só nos resta conformar e dizer, a exemplo de Roma dos imperadores: ''No Brasil também tudo está à venda.'' Pobre povo brasileiro, nunca sabe de nada, mas sempre paga a conta e enche os bolsos dos políticos. Quanta tristeza nos invade a alma, pois, até de quem não se esperava conivência, ela acontece.

Felipe Gorla de Oliveira, Avaré (SP), por e-mail

Não dá para entender o porquê de tanto espanto, indignação e negação, quando o PT faz o que integrantes de outros partidos fazem. O que é ser PT no mundo da política? Ser diferente, ser honesto, ser isso ou aquilo? Não e não, é ser humano no mundo do vale-tudo, no qual há bons e maus petistas, como em qualquer partido do mundo. Vamos ser realistas, dar bons exemplos, ser justos e honestos. Com certeza, teremos um partido exemplar.

Teresa Abreu de Almeida, Rio de Janeiro, por e-mail

Ouvi, ontem, que ACM concorda com a CPI, desde que não investigue ninguém dos seus; Sarney também concorda, desde que não se investigue Roseana e ele próprio, etc. Aí, me ocorreu: o crime organizado está no Rio ou em Brasilia?

João Bosco Conegundes, Belo Horizonte, por e-mail

Lula, que tem trajetória de vida e de política fantásticas nas lutas pelas eleições diretas e pela democracia, sabe, agora, que os direitistas e aproveitadores de fatos corriqueiros estão alertas para tentar tumultuar o processo de mudança que o povo brasileiro espera. O mais revoltante é vermos parlamentares, que sempre abafaram qualquer investigação no governo FH, se apresentarem como defensores da sociedade, exigindo CPI para o caso Waldomiro Diniz, porque estava ligado ao ministro José Dirceu, como é o caso do senador Artur Virgílio, que até parece estar de mal com a vida, tal a sua postura arrogante. O Brasil precisa de ordem e paz, para tentar crescer e criar mais empregos, e não será com CPIs que se conseguirá isso.

Luiz Nunes de Brito, Rio de Janeiro, por e-mail

O PT, que, na marra, ajudou a tirar um presidente eleito e o acusou de praticamente tudo, hoje tenta abafar qualquer movimento de investigação. Collor nunca tentou abafar uma CPI, no entanto, o PT parece ter muito receio de uma. O PT, desde que entrou no poder, não tem dado a devida importância a escândalos, como o do Banestado, que envolve mais de US$ 33 bilhões. Por que será? Agora, o caso Diniz tenta ser minimizado. O PT arrasta o país para situação muito difícil. Hoje, o governo de Lula e o PT só aumentam o risco Brasil. O governo de Lula e o PT já não fazem mais parte da solução, mas do problema.

Raul de Gouvea Neto, Rio de Janeiro, por e-mail

Extorsão

Provada a estreita relação entre política e contravenção neste país, fico imaginando o que ainda estar por vir das perigosas e obscuras relações entre algumas instituições e o crime organizado. É chegada a hora de trocar a leitura de discursos demagógicos por ações mais efetivas, objetivas e rígidas para a definitiva moralização da política, da cultura e da sociedade brasileiras.

Sérgio Galvão D. Torreão Braz, Brasília (DF), por e-mail

Não há chuva que lave a lama da cachoeira. Pode faltar água sanitária em Brasília. A comissão, criada pelo governo para apurar(?) os escândalos do jabá, decidirá pela canonização dos envolvidos. É gritante a solidão do presidente. O pior é que pode virar depressão. Elementar, caro Dirceu.

Vicente Limongi Netto, Brasília (DF), por e-mail

Poder

O artigo de Ives Gandra Martins, No poder, todos são iguais (19/2), está insuperável e reflete o asco que sentimos pela nossa classe política. Como já dizia um político (ou foi uma ministra?): o povo? Bem, o povo é apenas um detalhe.

João Martinho F. de Rezende, Rio de Janeiro, por e-mail

Células

A Câmara dos Deputados incluiu no projeto da Lei de Biossegurança a proibição do uso de células embrionárias para tratamento de doenças, como o mal de Alzheimer e o mal de Parkinson. Às pessoas que se opõem à utilização de células vivas, para fins terapêuticos, lembro que a própria natureza o faz, no momento da concepção. Os milhões de espermatozóides, que não conseguem penetrar no óvulo no momento da fecundação, contribuem para o processo, fornecendo os hormônios de difusão, os gamônios, necessários à formação do ovo. Esperamos que os senadores se esclareçam melhor do que os deputados, antes de votarem assunto dessa magnitude.

Mariúza Peralva, Niterói (RJ), por e-mail

Parabéns ao JB pela esclarecedora matéria, As células da discórdia (16/2), assinada por Daniela Dariano. Parabéns, também, ao dr. Vanderson Rocha por suas grandes contribuições científicas e por ser mais um brasileiro honrado que resgata a credibilidade dos pesquisadores nacionais, no nosso país e no exterior.

Daniel Tabak, Rio de Janeiro, por e-mail

O passeio

O ministro da Defesa, José Viegas, diz que não há nada de mais em usar avião da FAB para passear com a família no Pantanal. De fato, não há, como não há nada de mais em o presidente Lula comprar seu Força Aérea Um, como não há nada de mais em o Congresso trabalhar de terça a quinta, e não há nada de mais em o sr. Waldomiro receber propinas. Nada de mais, os brasileiros já estão acostumados.

Luiz M. Leitão Da Cunha, São Paulo, por e-mail

Alimentos

O folião se encontra desprotegido, no que diz respeito a se alimentar na rua. A falta de higiene dos barraqueiros é de impressionar. A começar pela falta de água nas barracas, com os alimentos expostos às intempéries. O comércio clandestino pensa apenas no faturamento. A ganância faz parte daqueles que comercializam com a população, seja qual for o produto.

Aquino Júnior, Rio de Janeiro, por e-mail

Horário de verão

Registro minha indignação com o famigerado horário de verão, pois, para fazer pequena economia, tirá-se o sono de milhões de operários, basta um pequeno racionamento e a economia será maior

Antonio Guimarães, Rio de Janeiro, por e-mail

Desemprego

As notícias do aumento do desemprego servem para alertar que já nos aproximamos do terceiro mês do ano e não há uma solução. O desemprego vem crescendo e a recolocação no mercado de trabalho tem se tornado cada vez mais difícil. Proliferam as agências que ludibriam os candidatos, cobrando taxas para a obtenção de empregos, prática constante e fraudulenta, que precisa ser investigada.

Rogério de Melo Araújo, São Gonçalo (RJ), por e-mail


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[21/FEV/2004]


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