O editorial do
JB,
Império em Decomposição(9/2), nos fala do processo de insolvência financeira das Organizações Globo, resgatando um tema cujo protagonista já percorreu as páginas deste mesmo jornal, em editorial publicado no início dos anos 90, quando da eleição do ex-governador Brizola. Na época, inconformado com o ato administrativo de Brizola, que suspendeu um contrato de publicidade firmado, ao fim do governo Moreira Franco, com o Banco do Estado do Rio de Janeiro, a Globo desferiu inúmeros ataques ao
JB. Este respondeu com denúncias graves às Organizações Globo, que questionavam as razões que levaram a
Vênus Platinada, empresa falida, a transformar-se num império do ramo de comunicações. Entre as denúncias incluíam-se, para espanto geral, ligações com o crime organizado. A Globo jamais contestou ou emitiu quaisquer explicações; sequer exigiu retratação pública. Preferiu o silencio, que, apenas, deixa dúvidas. Como se a questão fosse uma sepultura caiada, daquelas que apresentam aparente limpeza. Nunca é tarde para exumar o mistério desse sepulcro e tentar expor o que poucos sabem e insistem em esconder do povo brasileiro.
Fabiano Villardo, Rio das Ostras (RJ), por e-mail
Achei formidável o editorial do JB, Império em Decomposição (9/2), talvez um dos melhores já publicados na mídia nos últimos tempos. Não podemos nos deixar dominar pelo monopólio das comunicações, seria retrocesso. Há necessidade do confronto de idéias, de igual para igual, para que a sociedade lucre, opinando e participando. Se considerarmos casos como o do JB , um jornal secular, com credibilidade inquestionável, que vem ganhando espaço, graças à lucidez de muitos. Só não foi além, ainda, por causa das tais forças reacionárias, as quais insistem em calar as vozes que não se cansam de clamar por igualdade de direitos, liberdade de expressão e justiça social. Restringir o poder de penetração de veículos que têm compromisso com a ética, a história e a verdade, além de ser um contra-senso é violência inominável contra o povo brasileiro.
Carlos Waldir Barbosa Nascimento, Rio de Janeiro, por e-mail
Faltam adjetivos para qualificar o editorial do JB, Império em Decomposição (9/2), que retrata com fidelidade o atual quadro das Organizações Globo. Chateaubriand, Antônio d'Ávila, Walter Clark, Victor Costa, Antônio Maria, Niomar Muniz Sodré, Nascimento Brito, os irmãos Dantas, Péricles Amaral, Samuel Wainer e outros, devem, lá no céu, estar fazendo coro: ''O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo.'' A voz do povo é a voz de Deus.
Fernando d'Ávila, Rio de Janeiro, por fax
Reparei que quando a Globo era emissora identificada com a leveza do Rio de Janeiro, tinha audiência imbatível. Quando decidiu despejar um caminhão de dinheiro em São Paulo, duplicando as instalações prontas do Rio, começou a fazer água. Até os repórteres de rua dos jornais do Rio, hoje, falam com sotaque bandeirante. Ora, se lá a TV é de má qualidade, igualar-se ao ruim não é diferencial. Há pouco, foi o puxa-saquismo pela chatíssima festa dos 450 anos de São Paulo, coisa que nem as emissoras paulistas fizeram; e, atualmente, a enjoadíssima transmissão daquilo que chamam de escolas de samba, naquela imitação canhestra de sambódromo.
Antonio Carlos V. Braga, Vitória, por e-mail
Até que enfim alguém com credibilidade, como a Opinião do JB, resolve falar claramente da maléfica rede construída com dinheiro público, para engabelar o povo de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Principalmente agora, que, travestidos de empresa cultural, se preparam para, uma vez mais, pressionar governo e governantes a porem mais algum do povo para os Marinho. Chega disso! Mercado neles. Deixa quebrar, vai ser muito bom!
Paulo R. Taveira, Rio de Janeiro, por e-mail
Alheio às picuinhas entre o JB e a Globo, o editorial de 9/12 parece, aliás como o próprio texto afirma, um discurso oposicionista em prol das liberdades individuais e de imprensa. Se Lula continuar concedendo empréstimos, por meio do BNDES, para levantar a falida Globo, sob o pretexto de permanecer no poder, estará selando sua criminosa passagem pela Presidência da República.
Paulo Henrique Machado, Niterói (RJ), por e-mail
Excelente o editorial Império em Decomposição. Há muito tempo que a população brasileira necessitava do retorno de um jornal com opinião própria, não necessariamente comprometida com qualquer governo. O Globo não é fiel aos fatos e tem incorrido no hábito de manipular a verdade, para vender a que ele quer. É lamentável que tenha enveredado por um caminho dissociado da realidade brasileira. Fico feliz pelo fato de o JB ter ressuscitado o velho espírito guerreiro do inesquecível Correio da Manhã. Parabéns ao articulista.
Maria Lucia Americo dos Reis, Rio de Janeiro, por e-mail
Aplaudo de pé o corajoso editorial do JB sobre o império mentiroso e decadente da Rede Globo, que nos atulha com suas porcarias televisivas como Big Brother, Faustão, etc. Grande verdade é que The Globe é o jornal e a emissora que apóiam o governo do momento, sempre.
Luiz M. Leitão Da Cunha, São Paulo, por e-mail
Achei excelente o editorial Império em Decomposição (9/2). Concordo com a opinião pública de que a Globo não tem credibilidade, manipula as informações, utiliza-se de escândalos substitutos e maquia as notícias de acordo com seus interesses. Só quem não raciocina direito dá algum crédito a esse titanic, que vive em cima do muro e age de acordo com os seus interesses econômicos. Infelizmente, milhares de brasileiros ainda se deixam manipular e massificar pelas novelas apelativas dessa emissora, que infelizmente só sabe denegrir a imagem da família brasileira e passar uma falsa imagem do que é a realidade nua e crua dos verdadeiros heróis brasileiros.
Simone Barreto, Rio de Janeiro, por e-mail
'Balanço Mensal'
Foi com surpresa e admiração que pude constatar a competência da equipe do JB , quando tive o privilégio de ler o caderno Balanço Mensal (8/2). Excelente a matéria acerca do problema da Área Social do atual governo, apontando, com justeza, a necessidade de um sistema de avaliação de projetos sociais. Parabéns!
Virginia Salerno, assessora técnica do senador Saturnino Braga, Brasília (DF), por e-mail
Bebidas
O controle da propaganda de bebidas precisa ser mais rigoroso, por que o bom senso do publicitário é nulo. No atual anúncio da bebida Kaiser, associam que fazer tatuagem é tão bom quanto beber cerveja. Beber já é vício, fazer tatuagem é pior ainda, e fazer a associação dos dois, como maravilha, é extrapolar a noção do certo e do errado, do bom e do mau.
Teresa Abreu de Almeida, Rio de Janeiro, por e-mail
Baianos do Fla
Avisem ao Abelão: ou ele barra os baianos ou quem vai embora é ele.
Fabrizio Cerqueira, Rio de Janeiro, por e-mail
Correção
Na foto do caderno Cidade, 2ª edição, de domingo (8/2, pág. A21), a imagem que aparece no cartaz, ao lado do clone de Chacrinha, é de Albino Pinheiro, e não de Lamartine (Babo).