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Rigorismo


O presidente da República em exercício, José Alencar, determinou que seja feita apuração rigorosa do horrível assassinato dos fiscais e motorista do Ministério do Trabalho. O que vem a ser uma apuração rigorosa? Significa que as demais apurações de crimes, que não recebem essa classificação, não são rigorosas?

Ricardo Granville, Rio de Janeiro, por e-mail

Famílias

A carta da dra. Adriana Cupello, em Fórum dos Leitores (25/1), quanto ao planejamento familiar gratuito, foi muito oportuna. Todas as autoridades de saúde já sabem que há mais de uma década está recrudescendo o número de adolescentes grávidas. Pior: cada vez mais, a idade da primeira gestação está diminuindo para 10 ou 12 anos; e essa gestação é seguida de muitas outras, sem interrupção. Ou seja, são mães jovens, sem estudo, sem emprego, rodeadas por crianças pobres com perspectivas ainda piores! Em vários países são feitas maciças campanhas educativas desencorajando a gravidez precoce e repetida na adolescência. Por que no Brasil nada se faz? Para todos os outros agravos à saúde há programas intensivos de profilaxia e controle. Por que, quanto às gestações precoces, nada é feito? Será que os políticos antevêem o crescimento exponencial de eleitores pobres e desvalidos, aptos a votarem por medidas assistencialistas banais? Não vejo outra explicação.

Hélcio Reinaldo Gil Santana, Niterói (RJ), por e-mail

Mantega e Delfim

Excelente a edição do JB de 27/1, fazendo o paralelismo entre Guido Mantega e Delfim Netto. De fato, o atual titular do Planejamento, ao afirmar que é preciso a economia crescer para que depois a renda seja distribuída, repete o que disse o ministro da Fazenda de Médici, há 30 anos. Porém, na prática, aconteceu o contrário: a economia cresceu, mas a renda decorrente do avanço não foi distribuída. Tal tese atravessa os séculos, é princípio capitalista de mil anos. Depois do crescimento econômico, se não houver uma política social de governo, como fez Roosevelt nos EUA, ninguém divide nada, por mais justo e cristão que seja. O ser humano é assim. Ilusão pensar o contrário. E o único caminho de a renda ser redistribuída é por meio do salário e do emprego. Não há outro.

Pedro do Couto, Rio de Janeiro, por e-mail

Rio esvaziado

A decisão da Petrobras de construir oleoduto ligando o Estado do Rio (RJ) a São Paulo (SP), é mais um capítulo da novela do governo federal prejudicando e esvaziando o RJ. Afinal, depois de não ter beneficiado o Estado fluminense na reforma tributária, mantendo a cobrança do ICMS do petróleo no destino, e não na origem, de ter substituído a Portela pela Gaviões da Fiel, em viagem presidencial, e demitido todos os ministros fluminenses, o governo federal quer transferir, literalmente, a Bacia de Campos para SP, conforme noticiado ontem. A construção do oleoduto, de mais 700km, representa a transferência de 600 mil barris de petróleo do RJ para SP.

Bruno Carvalho, Rio de Janeiro, por e-mail

Gostaria de saber do missivista de Volta Redonda (carta de 29/1), com toda a sabedoria e maturidade, o que está fazendo para mudar a situação de tudo para São Paulo e nada para o Rio. Eu, dentro da minha inocência e ignorância, consegui fazer com que o leitor saísse da sua inércia e enviasse carta para o JB, ou seja, consegui alguma mobilização de sua parte, que foi o objetivo da minha carta (28/1).

Claudio Barreiros da Costa e Silva, Rio de Janeiro, por e-mail

Coincidência?

É de se admirar a regularidade do Romário. Nos últimos anos, às vésperas de enfrentar os seus ex-clubes, Vasco da Gama e Flamengo, ele sempre se machuca. Coincidência ou malandragem?

Sérgio Galvão Diniz Torreão Braz, Brasília (DF), por e-mail

Cão na pista

É absurdo matar um cachorro que vaga pelas ruas do Rio, por pessoa que não sabe lidar com o seu objeto de trabalho. As autoridades competentes, como a Sociedade Protetora dos Animais, devem tomar providências em relação a essa pessoa. Ninguém tem culpa de existir uma passagem aberta, pela qual, pessoas ou animais podem entrar no aeroporto.

Antonio Carlos Moura Cavalcanti, Rio de Janeiro, por e-mail

Parques e Jardins

Moradores do Jardim Letícia, em Campo Grande, apelam para a Fundação Parques e Jardins para podar as árvores das ruas Ambrosio Barbosa da Silva e José Mauricio de Melo com Rua Ambrosio Barbosa da Silva nº 190. As árvores estão se enroscando na fiação elétrica

Beatriz Garcia, Rio de Janeiro, por carta

Lula, o bom

Lendo os jornais de ontem, fiz uma descoberta: temos um presidente bonzinho. Ao realizar a reforma ministerial, Lula declarou que gostaria de ter 500 ministérios para que ninguém saísse insatisfeito. Da mesma forma, visando à felicidade de seus companheiros e companheiras de partido, criou 2.797 cargos, ao custo de R$ 58,3 milhões. Alguém tem de avisar a Lula que ele é apenas o presidente. O dinheiro arrecadado do povo não lhe pertence. Por isso, esse dinheiro não pode ser utilizado para contentar a quem o ajudou a se eleger.

Mariúza Peralva, Niterói (RJ), por e-mail

Ônibus

Não é de hoje que critico o sistema de transporte coletivo por ônibus na cidade do Rio. A única ação da Rio Ônibus, quando se reclama, é dar respostas evasivas e sem sentido. É motorista maltratando idosos e estudantes, evitando pegá-los quando fazem sinal; fazendo vista grossa aos bondes de assaltantes, nunca tendo ou fingindo não ter troco, etc. Com a criação dos chiqueirinhos para idosos, ficou ainda mais kafkiano o deboche. Pesquisa recente da FGV comprova que os usuários têm razão: as pessoas estão andando mais de táxis e vans do que de ônibus. Com isso, todos perdemos, não há ganhador.

Cesar Augusto de Lima Oliveira, Rio de Janeiro, por e-mail

Idade

Ao ler o artigo do juiz João Baptista Herkenhof, Idade para ser juiz (28/1), só posso mesmo parabenizar a editoria do JB pela excelência de alguns de seus colaboradores. Beirando a emoção mais profunda, Herkenhof toca profundamente a nossa alma, abordando a experiência humana do (eterno) amadurecimento, dando-nos pungente lição de vida. Parabéns.

Durvalino Couto Filho, Teresina, por e-mail

Laranja

Na ''onda laranja'' (JB, 28/1), ''cor quente que transmite idéia de evolução'', visa-se, diz a secretária especial de Publicidade, Leila Castanheira, a chamar a atenção para as obras e prédios sob a responsabilidade da prefeitura. Resultado dos maus-tratos, notadamente fora das ilhas nobres e turísticas, incontáveis chagas e feridas, que essas obras mal escondem, enfeiam todo o corpo da bela cidade. É temerário colocar etiqueta em cima de curativo, pois fica-se sem saber se a responsabilidade recai sobre o curativo ou a ferida. Até quando o povo vai engolir essa ''laranjada'', feita seguindo a fórmula pouco secreta dos alquimistas políticos, para tentar transformar mediocridade em eficiência e operosidade, sem regurgitar?

Fidelis Marteleto, Rio de Janeiro, por e-mail


[30/JAN/2004]


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