Quando vejo dois atentados sangrentos na Turquia, no intervalo de uma semana, onde a vontade de se explodir e matar gente inocente não é tão grande como em Israel, apenas me certifico que é melhor Israel receber críticas pela construção do muro do que pêsames diários devidos a mortes por ações terroristas. Israel sofre ataques a bombas humanas desde a época de Rabin. Portanto, o problema vem antes de Sharon e seu muro.
Hanan Rosenvald, Rio de Janeiro, por fax
Zumbi
A capital cultural do país, o Rio de Janeiro, homenageia Zumbi. Grande Zumbi, líder do maior quilombo construído no país, o de Palmares. Lá, o negro vivia livre, desafiando o colonizador, que o queria escravo. Um feriado municipal é muito pouco para o maior líder negro,brasileiro. Alagoas acolheu o Quilombo dos Palmares e o Rio resgatou a história. O sangue negro que corre em minha veia exalta Zumbi. Mulato indolente Zumbi não foi, nem se deitou em berço esplêndido, eternamente ele foi um guerreiro negro da boa causa: da paz e da liberdade!
Valeu, Zumbi!
Emanuel Cancella, Rio de Janeiro, por e-mail
Seleção
No jogo Brasil x Uruguai o que chamou a minha atenção, foi a total falta de solidariedade dos jogadores com Gilberto Silva. Depois de seu gol contra, não apareceu nenhuma mão amiga ou um tapinha amigo de ninguém. Mostrou o jogador sozinho na sua tristeza. Talvez seja esse detalhe que falte à Seleção.
Teresa Abreu de Almeida, Rio de Janeiro, por e-mail
Homenagens
Leio que deputados votam a criação de uma data para homenagear o cão, o melhor amigo do homem. Já que é assim, por que não criar outras datas para comemorar, também, outros amigos do homem: o dia do Gato, do Papagaio, da Arara e da Pomba. Enquanto isso, os problemas de segurança, saúde e educação no Estado do Rio pioram cada vez mais - como se isso ainda fosse possível. E nossos parlamentares brincam de criar datas festivas e feriados.
Rubem Paes, Niterói (RJ), por e-mail
'A doce Rachel'
Na edição do artigo A doce Rachel (20/11), perdeu-se um parágrafo importante: ''Morreu a primeira dama da literatura brasileira'', disse o acadêmico Antonio Olinto, logo depois de rememorar pergunta que fez à amiga sobre o que na vida se devia evitar. Rachel respondeu: 'A desconversa. Não podemos desconversar.' Sou grato ao JB pela publicação do artigo. Entendo o destaque como mais uma homenagem do jornal à grande Rachel de Queiroz.
Mauro Salles, Rio de Janeiro, por e-mail
Ronaldinho
O Fenômeno do futebol está realmente jogando uma bola redonda. Está cheio de talento... É o maior jogador do mundo? Será? Agora, mais do que antes, o Ronaldinho espanhol deve estar fuzilando e executando paellas, etc. Por isso, é o redondinho da camisa 9. Ronaldinho redondinho é o craque que o marketing produziu.
Fernando d'Ávila, Rio de Janeiro , por fax
Eleições
Nossos representantes eleitos, a cada dia que se passa, nos parecem mais alienados em relação à sociedade que deveriam representar. Por ocasião de eleições, já é bastante difícil escolher candidato que preencha requisitos mínimos, tais como competência, lisura e bons projetos, com o advento do voto no partido e das listas partidárias, tecnicamente a vontade do eleitor ficará ao sabor do lider do partido escolhido, que formulará tais listas. E o arcaico voto obrigatório, como sempre, mantido, contrariando prática comum nas maiores e mais antigas democracias. Como sempre, legislam deles para eles. A sociedade, boquiaberta e exausta, assiste incrédula a mais essa reforma.
Marcelo Frick, Rio de Janeiro, por e-mail
Previdência
Se é verdade que vivemos em um país democrático, que apareça um magistrado para determinar que o INSS pague os meus direitos. Estou sendo achacado, usurpado, surrupiado, ou melhor, roubado desde 1984. Estou afirmando, mesmo sabendo que posso ser condenado. Depois de muito custo, consegui dar entrada na documentação exigida pelo INSS, em 15/1984. Concederam-me o benefício (nº 76977080-0) a partir de 28/1/1984, a meu ver, totalmente errado. Reclamei, de imediato, no posto de Bangu (Rua Tamarindo nº 1.920). Posto do INSS é o forno crematório dos aposentados, todos sabem.
Leônidas Marques, Volta Redonda (RJ), por e-mail
A mim parece óbvio o pouco caso, descaso ou mesmo hostilidade do atual governo contra os idosos. Disfarçado sob o discurso de ''saneamento e fiscalização das contas públicas'', é revanche contra as pessoas que nunca deram a Lula muitos votos, porque nascidas e criadas em outra época com mais sensatez. Manifesto o meu repúdio a esse tipo de atitude. E tenho 33 anos.
Marcello de A. Maranhão, Belém (PA), por e-mail
A preocupação do ministro Berzoini com o impacto de R$ 14 bilhões nos cofres públicos - caso a decisão da Justiça paulista seja cumprida para todos os aposentados - seria compreensível se o governo tivesse o mesmo pudor em relação aos achaques cometidos pelos parlamentares no que tange ao aumento desenfreado dos próprios salários para a votação acelerada da reforma tributária, entre outros desvios do dinheiro público. Mais uma vez, nos defrontamos com a politicopatia (doença endêmica no país) cuja virulência, para variar, atinge o povo.
Fernando Monçores Velloso, Rio de Janeiro, por e-mail
Berzoini e Lula formam uma dupla do barulho. Os velhinhos estão novamente sendo tripudiados e, de quebra, desta vez, congestionam a Justiça com milhões de requerimentos para a revisão das aposentadorias, quando o correto seria o INSS automaticamente reajustar os valores defasados e, sem delongas, efetuar os pagamentos. O bom senso passa ao largo. É uma causa perdida para o INSS. No entanto, o que se viu foi, às vésperas de vencer o prazo para solicitar a revisão, por decreto, prorrogar por mais 5 anos.
Humberto Schuwartz Soares, Vila Velha (ES), por e-mail
Estrategista
Gostaria de lembrar ao sr. Parreira que cada macaco deve ficar em seu galho. Por isso é que, na minha opinião, ele deveria voltar para a estratégia, da qual é gênio, e deixar o futebol, no qual, se ele for a bola, acho que já é muito. Vejo, com tristeza, que continuamos a ter um timinho sem estratégia e sem esquema. Por favor, sr. Parreira, faça as malas e viaje de férias, retornando para a (des) orientação técnica de algum outro time do mundo.
Pedro José F. Alves, Rio de Janeiro, por e-mail
ECA
O governador de São Paulo deveria fazer todos os esforços e priorizar o efetivo cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), visando ressocializar os adolescentes infratores. A Febem é uma indecência, uma escola do crime e notória violadora dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana. Porém, em vez disso, que seria trabalhoso e difícil, preferiu adotar o caminho mais fácil, conservador e populista, propondo o endurecimento da repressão e a reforma do ECA em detrimento dos direitos dos adolescentes.
Renato Khair, São Paulo, por e-mail
Polícia intimidada
Antigamente, a polícia atacava os bandidos nas favelas e periferias e os intimidavam. Depois deixaram de fazê-lo, por intimidação dos bandidos que dominam aquelas áreas. Há poucas semanas, no Rio, para entrar numa favela, a fim de socorrer crianças vítimas de um deslizamento, os bombeiros e a Defesa Civil tiveram de aguardar autorização dos traficantes. Agora, os criminosos chegam ao asfalto e caçam a polícia, que se intimida. Dentro em pouco expulsarão a polícia e tornarão realidade a letra do funk famoso: Tá tudo dominado. É quase certo.
Sérgio de Souza Tôrres, Rio de Janeiro, por e-mail