Eu já filmei Lula por diversas vezes, desde os tempos de sindicalista no ABC, em 35mm, 16mm, Umatic e atualmente em Digital. Mas, na cerimônia no Palácio do Planalto onde o Ministério da Cultura mostrou sua força, com o desempenho impecável de sua equipe, orientada pelo ministro Gilberto Gil. Lula confirmou que nosso cinema tem de desempenhar papel estratégico no desenvolvimento do Brasil. Constatei que o país está mudando para melhor. Quem estava com a câmara na mão e um boné da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD) na cabeça e nos filmava, era o próprio presidente, que, no discurso oficial, alertava para a grandeza da obra de ocupação e manutenção da soberania do nosso espaço aéreo audiovisual, lembrando que a vitória só virá com a união dos esforços do governo e da sociedade brasileira. Chegou a hora de todos nós rejeitarmos, cada vez mais, a invasão dos produtos fílmicos dos EUA nas nossas TVs e cinemas, tentando nos impor, desde os tempos da ditadura militar, seu
way of life.
Noilton Nunes, Rio de Janeiro, por e-mail
Reflexo
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) sempre foi alvo de críticas, por causa das sistemáticas aprovações das contas públicas. A despeito do mar de denúncias, os governadores saíam incólumes. Era muita roubalheira que, pelo parecer do TCE, não acontecia. Agora, que o TCE resolveu cumprir sua função, um grupo de deputados decidiu votar contra o seu parecer. Em conseqüência de um acordo, políticos inescrupulosos continuam lesando o brasileiro. O esperado seria, nos moldes dos treinadores de golfinho, que o TCE recebesse um afago para estimular e perpetuar a sua óbvia função. O Ministério Público, que já deveria ter atuado, não deve restringir as investigações, no caso de improbidade administrativa, às figuras dos governadores. Sua ação deve ser direcionada aos políticos amorais que contestaram o parecer do TCE, visando, tão só, a ganância do poder. Acho que alguém tem de pagar. Espero que não seja eu.
Fernando Monçores Velloso, Rio de Janeiro, por e-mail
Show de furtos
No sábado, fui ao maior evento do fim de semana, o show do Chiclete com Banana. Esse show, conhecido como Camaleão Fest, seria algo seguro e bem organizado. Paguei R$ 80 pelo ingresso, que, às vésperas do show, custava mais de R$ 100. Todos os jovens do Rio estavam lá e curtiram muito, até mesmo debaixo de chuva. Porém, algo muito sério estragou a festa: uma quadrilha esteve lá, num local de diversão, para roubar celulares, carteiras e óculos escuros. Eu fui uma das vítimas, perdi meu celular. Em conversas, soube que mais de 10 pessoas, que eu conheço foram furtadas. A organizadora do evento foi a New Quality.
Marcio Mandaro, Rio de Janeiro, por e-mail
Miséria
Não surpreende a constatação feita pelo IBGE a respeito do contínuo empobrecimento da população do Brasil, nos últimos anos. Dia desses presenciei um fato que ultrapassa a lógica de qualquer levantamento estatístico oficial, jogando-nos na cara a vergonha da miséria a que está condenada a grande maioria do nosso povo. Fui até uma granja para comprar uma galinha ainda viva. Enquanto aguardava que o funcionário preparasse a mercadoria, fiquei observando o enorme cuidado que ele dedicava às penas que arrancava da ave. Perguntei-lhe se aquelas penas eram utilizadas para a confecção de travesseiros, quando fui surpreendido com a resposta de que, na verdade, as penas eram mercadoria normalmente vendida para consumo humano. Estarrecido, tomei conhecimento de que algumas famílias, que vivem na miséria, utilizam-nas para fazer sopa, pois, quando são jogadas na água quente, liberam a gordura contida na haste central, agregando algum sabor ao prato.
Júlio Ferreira, Recife (PE), por e-mail
Fusão
Concordo com o leitor Antonio Negrão de Sá (29/10). A famigerada fusão que nos impuseram, sem nosso consentimento, associada aos interesses de políticos oportunistas, cujo único objetivo foi usar nossa terra para o trampolim de seus projetos e interesses pessoais, não produzindo nenhum benefício à população dos antigos Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara. Com a palavra o deputado Alexandre Cardoso, que, há algum tempo, chegou a empunhar a bandeira da desfusão.
Geraldo Batista dos Santos Filho, Rio de Janeiro, por e-mail
Drogas e armas
Gostaria muito de entender o motivo pelo qual o consumidor de drogas não pode ser responsabilizado. Se ele compra um produto ilegal, ajuda a sustentar e aumentar a violência e ainda, muitas vezes, leva outras pessoas a consumirem com ele, por que é tratado como vitima? Ele não nasceu viciado, ele começou sabendo no que estava entrando. Hoje, não existem mais pessoas desinformadas em relação às drogas. Se não acabamos com o principal sustento do trafico e ainda desarmamos o cidadão honesto, o que estamos fazendo para resolver o grande problema da violência? Desarmar o cidadão não deixará a cidade mais segura, responsabilizar o consumidor de drogas, sim.
Alberto Almeida, Rio de Janeiro, por e-mail
O casal
Hospitais sucateados, cidadãos tratados como gado, futuro de nossos jovens seriamente comprometido pelo descaso, omissão e negligência no trato da questão da educação pública. Desculpas esfarrapadas, índices de violência na estratosfera, mortes, medo de sair à noite, fitas comprometedoras, obras de fachada, muita demagogia a R$ 1. Lorotas, lorotas e lorotas. Ninguém agüenta mais! O que mais o casal precisa fazer para que nós, povo fluminense, ocupemos as ruas e praças em manifestações pelo impeachment?
Reinaldi Silva, Rio de Janeiro, por e-mail
INSS
Estou em regime de benefício no INSS (nº 31/ 117.619.519-8) por auxílio-doença desde 2/2001. Ocorre que, em 2003, nos meses de janeiro e fevereiro, meu benefício não foi provisionado. O mesmo ocorreu em setembro e outubro. Nos dois momentos, o INSS encerrou meu benefício. Recorri, e o benefício foi reativado para os meses seguintes. Porém, os meses reclamados foram ignorados. Janeiro de 2003 aparece como pagamento suspenso, e fevereiro de 2003 nem consta no extrato. De março a agosto, o período transcorreu normal. Novamente, em 9/03, veio pagamento suspenso, e 10/03 (assim como em fevereiro) sumiu do extrato. Como pode ser? Meu benefício está ativo, não houve nenhuma interrupção durante esses 2 anos e 8 meses. Tenho comparecido a todas as perícias médicas e já tenho a próxima agendada para jan/2004. O posto do INSS de Duque de Caxias (RJ), onde se encontra meu benefício, reconhece o erro, mas indefere os pagamentos quando solicitados. Já que não há nenhuma pendência, por que os pagamentos a que tenho direito foram negados?
Regina Paula Saab Martiniano de Azevedo, Rio de Janeiro, por e-mail
Luta pela paz
Os presidentes da Rússia e da França, e o primeiro-ministro da Alemanha, pedem maior participação das nações integrantes da ONU, no sentido de devolver a soberania ao povo iraquiano. Os três chefes de Estado apresentaram novo projeto que poderá aliviar a população iraquiana das constantes batalhas do dia-a-dia. Que a paz reina naquele país.
Carlos Arthur Schwarz, Vitória (ES), por e-mail
Estacionamento
Gostaria de saber para onde vai a fortuna arrecadada com os estacionamentos na cidade do Rio; as ruas estão, a cada dia, mais esburacadas.
Priscilla Mattos, Rio de Janeiro, por e-mail
Correção
Na matéria Argentina no escuro (3/11, pág. A7), a frase correta é : ''400 mil argentinos (cerca de 1% da população nacional) ficaram sem luz'', e não como foi publicado.
Na revista Petrobras 50 anos - Especial JB, distribuída em 30/10, o nome do ex-presidente da empresa Benedicto Fonseca Moreira foi grafado incorretamente.