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Inflações


Gostaria que o ministro José Dirceu estendesse seus comentários para os ex-presidentes José Sarney e Itamar Franco, que hoje gozam de lugar privilegiado no governo. A história nos mostra que ambos terminaram seus respectivos governos com 80% e 30% de inflação ao mês. Já FH deixou a herança maldita de 15% de inflação ao ano. A meu ver, vivo melhor hoje do que nos anos que antecederam a FH. Ao PT resta a responsabilidade de conseguir manter, ao menos, a mesma qualidade de vida.

Marcus Drummond Boeira, Niterói, (RJ), por e-mail

Entreguismo

Enquanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso profere palestras numa universidade norte-americana, nós, os cordeiros brasileiros, graças a seu governo, entregamos nossas telecomunicações e nossa energia a grupos transnacionais, nossa Amazônia (pulmão do mundo) está sob vigilância internacional, royalties relativos a medicamentos e alimentos (soja transgênica) são transferidos para o exterior e os lucros gerados por nossas empresas doadas são remetidos para além-fronteiras. Como sobremesa desse festim diabólico, nossa aduana será fiscalizada por agentes aduaneiros norte-americanos no Porto de Santos. Até quando este país será nosso?

Gregório Banar, Rio de Janeiro, por e-mail

Estado do Rio

É grave a situação financeira do Estado do Rio de Janeiro. Fui servidor do Estado e acompanho, há muitos anos, essa trajetória. Na realidade, essa situação está criada desde a Fusão. Uniram duas realidades, política e administrativa, bem distintas, durante a ditadura militar. De lá pra cá todos os governantes deram sua contribuição para piorar esse quadro. As falsas reformas administrativas efetuadas aumentaram despesas e agravaram a situação. Na Receita é um caos: nomeações políticas na fiscalização; ICMS, apenas de grandes empresas. A maioria delas sonega. Os fiscais de renda exercem uma ditadura. A despesa é sempre maior que a receita. Não vejo, na atual administração, competência e, muito menos, consciência para equacionar o problema.

Antonio Negrão de Sá, Rio de Janeiro, por e-mail

Apelo

Como empresária, apelo para que a voz dos pequenos e médios empresários de nosso Estado seja ouvida pela governadora Rosinha Matheus, a fim de nos manter protegidos daqueles fiscais de renda que, no ano passado, nos cobravam o ingresso nas famigeradas caixinhas. Rogamos à governadora que não devolva a Secretaria da Receita a grupos de fiscais monitorados por esquemas de corrupção ou extorsão, se for verdadeira a noticia de que seriam dispensados os honrados promotores - doutores Virgilio Val e Steel - para poder distribuir as inspetorias para alguns deputados em razão do seu ingresso no PMDB. A conversa de queda de arrecadação é uma velha missa. Todos os Estados e a própria União sentem os efeitos da crise econômica. Segundo dados oficiais, por mim conseguidos, não houve nenhuma queda. Queda foram os US$ 34 milhões, que o esquema Silveirinha colocou na Suíça.

Stela Arens, Niterói (RJ), por e-mail

Alegria do povo

Acerca de Mané Garrincha, até hoje o povo exclama: ''Foi o gênio das pernas tortas!'' Se vivo fosse, ele faria 70 anos, o inigualável. Igual a ele, jamais nasceu outro artista da bola.

Fernando d'Ávila, Rio de Janeiro, por fax

Praias

As praias, consideradas os espaços mais democráticos que existem, por serem franqueadas a todos, estão sujeitas às mazelas mais diversas, não sendo assoladas só pelos arrastões, mas também pelos péssimos hábitos de poluí-las com todo tipo de sujeira. Tudo sob a complacência das autoridades, raramente presentes. No sábado, socorrendo uma pessoa que se afogava, gritei em vão pela ajuda de um dito salva-vidas que estava à beira-mar assistindo a tudo. Após o meu sucesso, dirigi-me ao tal salva-vidas para questioná-lo por sua omissão. Ele me respondeu dizendo que era para eu ir reclamar com a Rosinha, pois ele estava sozinho para tantos afazeres. Estendi-lhe a mão e o cumprimentei, dando- lhe os parabéns, e fui embora com uma sensação desagradável.

Sérgio Tardin, Rio de Janeiro, por e-mail

Imposto de Renda

É necessário, imprescindível mesmo, que as entidades representativas dos trabalhadores que recebem por contracheque - de resto praticamente os únicos que pagam IR neste país - pressionem os congressistas para que a tabela do IR seja corrigida. Do contrário, o governo, que sempre busca o caminho mais fácil, vai continuar usurpando essa parte desfavorecida da sociedade. É óbvio que com ganhos mensais comparáveis aos de um potentado árabe, os srs. Aloizio Mercadante, José Dirceu et caterva, estão se lixando se um assalariado dispõe de R$ 106 mensais, para dar casa, comida, roupa, remédios e (risos) lazer para cada dependente.

José Paulo Guarabyra Vollmer, Belo Horizonte (MG), por e-mail

Isenção do IR

Li, com um misto de assombro e decepção, que o nosso presidente assinará decreto isentando os anistiados da declaração do Imposto de Renda. Creio que o próprio Lula e FH deverão estar incluídos nessa isenção. Já em outro texto, li que o milionário H. Stern está devendo ao Leão a quantia de R$ 7 milhões. Em contrapartida, o Leão da Receita, sempre valente com o povão, não perdoa os assalariados. Em 2002, apesar de pagar em dia as seis parcelas da declaração, fomos chamados para pagar mais R$ 73 devido a não termos pago a Selic nas referidas cotas. Este é o retrato do Brasil, aos poderosos, isenção. Aos assalariados, multa.

Anizia Pereira de Alencar, Niterói (RJ), por e-mail

Selva de pedra

Moro no bairro do Jardim Botânico há cerca de 20 anos e noto um permanente desmatamento na vizinhança. No terreno onde havia uma garagem na Rua Faro estão construindo um condomínio de 19 casas e já foram derrubadas várias árvores. No terreno entre os números 120 e 200 da Rua Lopes Quintas foi derrubada uma casa para ser construído um estacionamento, todas as árvores foram abaixo. Até a ABBR derrubou inúmeras árvores, algumas de aspecto secular. Não é à toa que a temperatura média local vem aumentando.

José Roberto Silva, Rio de Janeiro, por e-mail

Mais barato

Dizem que o presidente Bush acredita em tudo que vê no cinema. Dizem também que ficou contentíssimo com a eleição de Schwarzenegger. Por isso, daqui para a frente, na sua luta contra o terrorismo, quando tiver de invadir mais um país pobre e sem armas - mas com muito petróleo -, em vez de mandar um exército de 100 mil homens, ele preferirá mandar Schwarzenegger, com os equipamentos do exterminador do futuro. E sairá muito mais barato.

Mario Castorino Fontes Brito, Rio de Janeiro, por e-mail

Violência

Qual será a verdadeira imagem que os países estrangeiros têm acerca do Brasil? A minha curiosidade, mais uma vez, surgiu ao saber que o Brasil está sendo apontado como convidado especial a liderar a campanha mundial de desarmamento. Como? Ser líder de uma campanha dessa natureza, quando, em nosso país, nem mesmo é necessário motivo para matar? Haja vista os últimos crimes que tanto a mídia tem abordado.

Rosane Guimarães Machado, Rio de Janeiro, por e-mail

Restituição do IR

A Secretaria da Receita Fazenda vem pagando por mês um número inexpressivo de restituições do Imposto de Renda de Pessoa Física. Assim, não apenas prejudica os contribuintes com valores a receber, como estabelece um clima de insegurança em relação à malha fina. É injustificável que a Receita seja inflexível nos prazos para receber as declarações e lenta no processamento.

Hugo Sérgio Urquiza de Castro, Rio de Janeiro, por e-mail

Mendigos na Tijuca

Meritória é a campanha Zona Sul Legal que combate a mendicância e os menores abandonados daquela região. Ocorre que esses indivíduos são deixados nas imediações da Praça da Bandeira, sem a devida assistência social. Por isso, é temeroso transitar à noite na Rua Mariz e Barros, no trecho entre a Praça da Bandeira e a Rua Felisberto de Menezes, onde esses infelizes fazem suas residências sob as marquises.Vamos pensar na campanha Zona Norte Legal!

Roberto de Medeiros Muniz, Rio de Janeiro, por e-mail


[29/OUT/2003]


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