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Colírio


Sou deficiente visual próxima da cegueira total, para a qual meu caso caminha irreversivelmente, segundo todos os oftalmologistas consultados. Tenho de pingar três colírios, com os quais o avanço da doença será adiado, e me apego a isso com todas as forças, como se pode imaginar. O Instituto Benjamim Constant, do Ministério da Educação, pelo processo 000.084.257-52, me encaminhou à Coordenação Estadual de Assistência Farmacêutica, onde eu devia apanhar os colírios, cujos nomes não enumero porque são longos e complicados, e são caríssimos. Não tenho possibilidade de comprá-los. Recebi, só uma vez, os colírios (em dezembro de 2001) na Coordenação, na Rua do México, mas, desde abril de 2002, volto lá, inutilmente, porque os remédios estão em falta e tudo o que fazem é me mandar voltar algum tempo depois, sem que me seja dada nenhuma certeza de nada. Minha cegueira, que já está por um fio, caminha, assim, rapidamente para a escuridão total. É inexorável, mas gostaria de perguntar: para que serve essa Coordenação?

Lenita Maria de Alcantara Melo, São Gonçalo (RJ), por e-mail

Dignidade

Gratificante a foto estampada no JB(5/10). O coronel Aurélio, pessoa simples, mas de caráter grandioso, tem na sua imagem o exemplo de cidadão digno. Os demais homenageados também mereciam a primeira página. Num país carente de moral e ética, essas pessoas, sim, são exemplo vivo da nação que realmente almejamos.

Geraldo Batista dos Santos Filho, Rio de Janeiro, por e-mail

Gabeira

Louvável sob todos os aspectos o posicionamento do deputado Fernando Gabeira. Discordou do projeto do partido a que pertence, principalmente quando ele ofende o programa proposto na eleição, agradece a acolhida e procura o caminho original. Demonstra, portanto, respeito a seu eleitor. Falta, agora, a ministra Marina Silva, também demonstrar altruísmo e, no mínimo, renunciar ao cargo para o qual foi indicada em face de seus compromissos anteriores e não por conchavos políticos. É o que todos que a respeitam esperam, uma vez que nada mais tem a fazer em cargo executivo neste governo. E, assim, o medo vai, pouco a pouco, vencendo a esperança.

Juvenal Ferreira Fortes Filho, Rio de Janeiro, por e-mail

'Veja'

Lamentável a capa da revista Veja, na qual se vê a ilustração caricata representando um enfrentamento entre Brasil e EUA, exposto de modo ridículo. Acompanhando o antipatriótico desenho, a pergunta-opinião da revista, sugerindo ser estupidez contrariar os interesses estadunidenses. O que sugerem os senhores responsáveis, que nos curvemos até o nível do solo? A imensa maioria dos brasileiros não sabe, de fato, o que é a Alca. E a mídia nacional deveria, isso sim, empenhar-se em esclarecer a população sobre os perigos ocultos em tais acordos, muitas vezes firmados à revelia da vontade e do conhecimento de nosso povo.

Marcelo Batista Rodrigues de Castro, Rio de Janeiro, por e-mail

Barrichello

A conquista de Shumacher não nos deixa dúvidas de que é um grande piloto. Mas a bem da verdade é que seu trabalho foi facilitado por Rubinho, que sempre se conformou em ser coadjuvante de luxo, ajuda que nenhum dos três pilotos brasileiros, que conquistaram o mundial, teve. Esse fato me deixa perplexo diante da lógica do esporte, que é a busca incessante pela vitória. O lugar mais alto do pódio é o objetivo. Barrichello não honra a tradição dos grandes pilotos brasileiro. Falta a ele a garra e o carisma dos grandes campeões. A dinastia começada por Emerson Fittipaldi, que foi bicampeão na década de 70, Nelson Piquet e o grande Ayrton Senna, ambos conquistando três vezes o título mundial, não poderia ser manchada por um piloto que se contenta em ajudar seu companheiro de equipe a conquistar as vitórias. Tenho dúvidas se sua alegria no GP do Japão, era por sua vitória ou por mais uma conquista de Shummacher. Para nós, resta a nostalgia e a saudade de um tempo em que nossos pilotos tinham o prazer de ver a nossa bandeira correr por todo o autódromo, no cockpit, após mais um campeonato conquistado.

Euclides Netto, Rio de Janeiro, por e-mail

Violência

Matéria corriqueira na mídia, o JB destaca cenas chocantes praticados por seres humanos suicidas. Os povos civilizados lamentam os atentados na Terra Santa. De um lado, os judeus, com poderio bélico sofisticado, e do outro, os palestinos desarmados lutando por uma pátria. A paz ainda está longínqua!

Carlos Arthur Schwarz, Vitória (ES), por e-mail

IPTU

De uns anos para cá temos visto, principalmente nas prefeituras do interior, o pagamento do IPTU sem multa e juros. E algumas até dão desconto. Tal prática, além de evidenciar e expor a falência delas, prova que sua emancipação foi política, sem nenhuma condição de se auto-sustentar, e também representa um desrespeito ao contribuinte que paga seu imposto em dia. O inadimplente, além de ser isentado dos encargos moratórios, ainda tem desconto. Reclamam que a arrecadação caiu. E por que caiu? Porque, com pouquíssimas exceções, ninguém dá nota fiscal de nada. Então, querem o quê?

Panayotis Poulis, Rio de Janeiro, por e-mail

Impunidade

Inocêncio de Oliveira, aquele deputado que já foi pilhado furando poços artesianos em sua fazenda com dinheiro da viúva, acaba de ser denunciado ao STF por submissão de trabalhadores rurais a condições escravas. Há outras dezenas de casos semelhantes, com gravidade maior ou menor de picaretagem. Seus autores sabem que não vai dar em nada e contam com a impunidade que o generoso Judiciário lhes tem garantido. Depois, vem o presidente do STF queixar-se porque a sociedade clama por fiscalização externa.

José Milton Lewis Azeredo, Rio de Janeiro, por fax

Descenso

Estão querendo livrar a barra de Fluminense, Grêmio, Flamengo, e outros mais benquistos, na CBF. Punir clubes menores com perda de pontos, quase no fim do campeonato por irregularidade de inscrição de jogador, é jogo duro. Será que a CBF não sabia das irregularidade logo após os jogos, será que ela não tem controle para avisar os clubes, ou tem de ficar de tocaia como bandidos para pular em cima quando bem interessar possa.

Paulo Marcondes, Curitiba (PR), por e-mail

Vicentinho

Parabéns ao deputado Vicentinho, operário metalúrgico do ABC paulista, líder sindical, por ter entendido que estudar é importante, dignifica o ser humano e, quando se quer, sempre é possível achar tempo para fazê-lo. Formando-se em Direito aos 47 anos, mesmo com toda a correria da vida política. Esperamos, doravante, que não seja tratado como elite por seus ex -companheiros.

João Carlos Gomes, Rio de Janeiro, por e-mail

Inca

Com relação à nota da coluna Boechat (8/10), o Inca esclarece que: 1 - Todas as doações recebidas pelo Inca Voluntário ou por associações ligadas ao Instituto, são destinadas única e exclusivamente à melhoria da qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares. 2 - Os donativos são utilizados para a compra de cestas básicas, cadeiras de roda, e roupas, entre outros produtos e equipamentos que atendem às necessidades extra-hospitalares de nossos pacientes. 3 - Todas as necessidades hospitalares e ambulatoriais desses pacientes são supridas em sua integralidade pelo Inca, inclusive com fornecimento de medicamentos. 4 - O Inca tem um orçamento anual de cerca de R$ 250 milhões para realizar suas atividades, incluindo pesquisa, educação e prevenção do câncer no país; 5 - Não existe, ao contrário do que expôs a nota, nenhuma carência de verbas para o desenvolvimento do trabalho que realizamos. Trabalho reconhecido nacional e internacionalmente como referência no tratamento e prevenção do câncer no Brasil.

Maria Marques, Rio de Janeiro, por e-mail


[16/OUT/2003]


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