''O chefe da Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, e o comandante-geral da PM, coronel Renato Hottz, têm prazo de 60 dias para reduzir os índices de criminalidade, que serão definidos pelo secretário de Segurança, Anthony Garotinho. Cabe o questionamento: qual será o critério para definir quais tipos de crime devem ser reduzidos e em quais percentuais isso deverá ocorrer? O marginal pode roubar mas não pode matar? Assalto a residências não pode, mas nos sinais pode? Assaltos a ônibus só na Zona Sul, onde o poder aquisitivo é maior, mas na Baixada não? Assalto às estações do metrô, nem pensar, mas a carros fortes está liberado, desde que sem violência? Fica difícil acreditar que desta vez alguma coisa vai dar certo, mesmo porque o titular da secretaria de Segurança foi governador do estado até abril de 2002 e só ele acredita que, durante a sua gestão, o Rio era uma cidade maravilhosa.''
Fernando Duarte Gomes Cancela, Rio de Janeiro, por e-mail.
''Ao ler as notícias relativas à posse do novo secretário de Segurança do Rio, Anthony Garotinho, duas me chamaram a atenção: o governo do estado vai reativar o policiamento aéreo e o Rio entrará para o Sistema de Segurança Pública do governo federal. São notícias incoerentes com a postura adotada pela governadora Rosinha e sua equipe durante o período eleitoral. O patrulhamento aéreo era caro e ineficiente e o sistema proposto pelo governo federal foi logo rejeitado. O que levou Rosinha e seu marido a mudarem de opinião? Começo a pensar se a nomeação de Garotinho para o cargo não teria sido uma maliciosa troca: a intervenção federal só seria permitida se o secretário de Segurança Pública fosse o ''coronel Bolinha''. Nesse caso, quem receberia os méritos de um possível sucesso sobre o crime organizado seria o novo secretário e não o superpoderoso representante do governo federal, Marcelo Itagiba. Seria esse um primeiro passo rumo ao Palácio do Planalto em 2006?''
Rodrigo Lins de Paiva Chaves, Rio de Janeiro, por e-mail.
''Faço minhas as palavras de Alberto Dines, em seu excepcional artigo Peronismo, lá e aqui (26/4), onde expõe, com precisão e desenvoltura, a aberração ética que foi a nomeação do ex-governador Anthony Garotinho para a Secretaria de Segurança. É necessário que nossos parlamentares e o Poder Judiciário estadual permaneçam vigilantes contra esse ato de deslavado nepotismo e descompostura política.''
Roberto Fonseca da Rocha, Rio de Janeiro, por e-mail.
''Em reportagem do JB de 28/4, aparecem fotos do ex-governador e da atual governadora rindo em reunião com a cúpula das polícias Civil e Militar. Não precisava chorar, mas rir e fazer brincadeiras na hora em que a população do Rio encontra-se assustada e acuada pela onda de violência que assola a cidade é pouco ético e antipático. O momento exige seriedade e competência das pessoas em quem o eleitorado depositou confiança e esperança.''
Fernando de Araújo Wagner, Niterói, por e-mail.
''Sobre o artigo Recte Rempublican Gerere, de Nelson Hoineff (29/4): todo cuidado é pouco; na visão do ''coronel Bolinha'' o verbo latino pode ser interpretado como o nacionalíssimo jererê.''
Henrique Diniz, Rio de Janeiro, por e-mail.
Preços
''A Petrobras anuncia redução média de 10% nos preços de refinaria dos combustíveis, causada pela estabilização do câmbio e pela queda internacional dos preços do petróleo. Resta saber se a queda dos preços será refletida na inflação como um todo, já que os demais preços da economia são controlados por oligopólios, que insistem em manter suas elevadíssimas margens de lucro. Falta agora reduzir a taxa básica de juros para a economia retomar seu ritmo de crescimento, cláusula ''pétrea'' da campanha eleitoral de Lula. Que assim o seja!''
Rodrigo França, Belo Horizonte, por e-mail.
Os radicais
''É surreal ler as declarações da senadora Heloísa Helena que, junto com outros deputados federais do PT, resolveu ingressar na Justiça contra as reformas tributária, da Previdência e do Judiciário que Lula quer enviar ao Congresso. Neste início de mandato, Lula demonstrou seu firme compromisso com o povo e o seu sincero desejo de mudar o país para melhor, com mais emprego e justiça social. Mas os radicais do PT se esquecem de que Lula foi eleito porque o Brasil queria mudança. A senadora Heloísa Helena pensa que está fazendo um bem para a nação mas seu comportamento conservador e sua mentalidade retrógrada se equiparam ao dos coronéis das oligarquias elitistas que ela sempre combateu.''
Sergio Ricardo Tannuri, São Caetano do Sul (SP), por e-mail.
Previdência
''Parabéns a Fritz Utzeri pela coluna Previdência 2 (27/4). Ele tocou com propriedade no ponto fundamental da questão: a contrapartida do governo empregador, que deveria ser recolhida, a exemplo dos empregadores privados (quando o fazem). Não se tem notícia desse recolhimento. Tocou também num ponto importantíssimo a respeito do PT enquanto oposição e que hoje quer ''enfiar goela abaixo'', nos mais fracos, o que sempre refutou. Será que a esperança venceu o medo para continuar como antes? Ou, quem sabe, para decepção de 53 milhões de eleitores?''
Orozimbo de Paula Filho, Visconde do Rio Branco (MG), por e-mail.
''Sobre o artigo Previdência 2, de Fritz Utzeri (27/4): se estivéssemos indo nessa velocidade para frente é que seria bom, mas estamos andando rápido para trás. Se Lula repetir FH, estaremos em maus lençóis. Contamos com as palavras de Fritz para manter o pessoal esclarecido.''
Emerson Rios, Rio de Janeiro, por e-mail.
Regime
''Parabéns a Antonio Sepulveda pelo artigo de 25/4. Minha pergunta é: será que Lula deseja para o Brasil um regime igual ao de Cuba, já que considera tanto Fidel e nem mascara o seu apoio? Pobre Brasil, por ter um presidente enredado nas teias esquerdistas de um Foro de São Paulo.''
Grant Wall B. de Carvalho, Rio de Janeiro, por e-mail.
Edilson
''Já não era sem tempo! Bons ventos sopraram na direção do presidente do Flamengo, Hélio Ferraz, que anunciou a recontratação de Edilson. Alguém precisava tomar uma atitude, já que o ataque do Flamengo não anda lá grandes coisas. Onde já se viu ter de botar até Andrezinho pra jogar? Com o Capetinha de volta a conquista dos títulos é quase certa. Valeu, Ferraz!''
Pedro Belchior Costa, Rio de Janeiro, por e-mail.
Píer
''A título de dirimir alguns desvios de informação - publicados na matéria Capitão aprova píer que afunda em Búzios, em 27/4, pelo repórter Dílson Behrends -, tomamos a iniciativa de fazer os seguintes esclarecimentos. O primeiro deles refere-se a informações atribuídas ao SindaRio: primeiro, o SindaRio nem recebeu nenhum ofício ou atendeu qualquer solicitação jornalística questionando sobre o assunto. Segundo, o SindaRio não é um sindicato de agentes aduaneiros, mas de Agentes Marítimos, atividade voltada para o navio e o porto. SindaRio é a sigla do Sindicato das Agências de Navegação Marítima e Atividades Afins do Estado do Rio de Janeiro. Outro esclarecimento a ser feito é sobre a informação de a Marinha não ter poderes para autorizar obras - mesmo que portuárias, pois, no caso do Píer de Búzios, quem autorizou, aprovou e contratou a obra foi a prefeitura local. A Marinha - através de sua unidade representativa naquele local - somente emite parecer de Nada a Opor, pois que a obra não iria interferir em sinalização e na área de navegação marítima. A matéria, a nosso ver, é uma verdadeira desinformação sobre os assuntos referentes às questões marítimas. Nos pareceu ser tendenciosa no sentido de querer atribuir única e exclusivamente à Marinha a responsabilidade por acidentes decorrentes de obras que não dispõem de supervisão de engenharia.''
Milton Ferreira Tito, diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima e Atividades Afins do Estado do Rio de Janeiro (SindaRio), por e-mail.
Dólar
''O dólar caiu quase 30%. Quando será que combustíveis, açúcar, óleo de soja e trigo se ajustarão para menos, na mesma proporção? São produtos atrelados ao dólar nos reajustes para cima, com peso nos cálculos da inflação e no bolso de 100% dos brasileiros.''
Humberto Schuwartz Soares, Vila Velha (ES), por e-mail.
Crime
''O JB publicou em 29/4 que soldado da PM e sua mulher foram executados por bandidos. O policial foi rendido quando estava em seu carro Golf. Segundo testemunhas, dois criminosos entraram no carro e um terceiro o seguiu, num Chevette. Momentos depois o Golf foi abandonado com os corpos, próximo ao Morro do Adeus. O soldado e sua mulher receberam pelo menos três tiros cada um. ''Certamente não gostaram que ele fosse da PM'', contou um policial que preferiu não se identificar. A ostentação de um padrão de vida incompatível com o salário de um soldado da Polícia Militar não terá relação com o crime?''
Dion de Assis Távora, Rio de Janeiro, por e-mail.
Empréstimo
''Li, ontem, nas colunas Boechat e Márcia Peltier, que a Câmara de Vereadores do Rio está votando um novo empréstimo para o governo do estado. Pasmo, pergunto: tais empréstimos não são inconstitucionais? Se são, o Rio acaba de inventar o quarto estado da matéria: ''o estado avacalhado''.''
Roberto Ribeiro de Castro, Londrina (PR), por e-mail.
Correções
A nota Choro e ranger de dentes, no Informe Econômico de 29/4, foi ilustrada equivocadamente com foto de José Mário Abdo, presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica, no lugar da fotografia do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações, Luiz Schymura.