''Se a governadora Rosinha afirmou que sabia, desde as primeiras horas de segunda-feira, que haveria ações de marginais em todo o Estado e que havia tomado providências junto aos órgãos de segurança para coibir quaisquer atos que viessem a acontecer, então por que tantos ônibus foram incendiados? Tantos trens ficaram parados nas estações? O comércio fechou em vários bairros? Bombas foram atiradas em supermercados , prédios e ônibus? Lojas , escolas e creches de pelo menos 22 bairros tiveram que cerrar as portas? Por que assistimos, Impassíveis, a todos esses acontecimentos e fingimos que não é com a gente que acontece toda essa miserável, absurda e evitável tragédia, e nada fazemos?''
Fernando Duarte Gomes Cancela, Rio de Janeiro, por e-mail.
''Não há poder paralelo no Estado. São os traficantes que mandam e ponto final. Esse é o resultado do status dado aos criminosos. Eles têm mais segurança do que a população que trabalha e paga impostos. Vivemos com medo constante enquanto bandidos estão seguros em suas celas dando ordens para que seus comparsas destruam a cidade.''
Grace Kelly Quintanilha, Niterói, por e-mail.
''Segunda-feira, dia 24. Mais um dia normal como qualquer outro no Rio: bombas explodem em vários locais; mercados são saqueados; comércio nas Zonas Sul e Norte são fechados por traficantes; ônibus são queimados; trens não funcionam; tiroteios em ruas movimentadas; a população honesta e trabalhadora se sente apavorada e perplexa. O ministro da Justiça coloca o efetivo da Polícia Federal à disposição do Estado. A governadora Rosinha, assim como fazia o ex-governador Garotinho, promete ações enérgicas ''doa a quem doer''. Ah, que bom! Que alívio! Vou dormir tranqüila sabendo que os altos impostos que pago valem a pena. Hoje estarei segura e poderei sair à rua sem medo. As autoridades sérias e competentes do meu país me garantem isso...''
Diva Maria Faria Paes, Niterói, por e-mail.
''Estava eu anteontem, no bar da moda Shenaningans, em Ipanema, quando presenciei, surpreso, a chegada de policial militar fardado, orientando a gerente no sentido de que ela deveria fechar a porta do bar por causa do tumulto que viria... Por que este policial não estava lá para garantir o funcionamento normal e, ao contrário, estava ajudando o tráfico a fechar o comercio? isso é um absurdo!''
Luiz Rodrigues, Rio de Janeiro, por e-mail.
''A marginália que dominou o Rio de Janeiro ontem cumpriu ameaça que fazia desde que foi confinada pelas Forças Armadas por ocasião da conferência internacional sobre meio ambiente, em 1995: fechou a cidade. Em Botafogo, assaltaram vários carros e tocaram fogo em um ônibus, em frente à prefeitura e ao 2° BPM; além de muitas outras ações que impediram a população ordeira de ir trabalhar, de executar uma cirurgia, de comparecer a uma audiência judicial marcada com meses de antecedência etc. A bandidagem tem certeza de que as leis vigentes, em vez de protegerem os homens de bem, protegem à ela. Precisamos criar uma legislação de ''guerra'', que dê mais liberdade de ação aos órgãos de segurança.''
Ronaldo Gabeira Ferreira, Rio de Janeiro, por e-mail.
''Mais uma vez fomos vítimas da incompetência das forças de segurança, e a bandidagem tomou de assalto as ruas da cidade e principais vias de acesso ao Rio. Enquanto as autoridades insistirem em fazer uso de legislação ineficiente e colocar os direitos humanos como elemento de punição, será impossível combater a marginalidade. A situação é caótica, preocupante e grave. Só com ação enérgica e legislação especial podemos combater a anarquia.''
Pedro Meirelles, Rio de Janeiro, por e-mail.
''Os governos estadual e federal têm que tomar medidas enérgicas para retomar o controle da cidade. A guerrilha urbana deve ser repudiada à altura. É hora de a polícia do Rio tirar as luvas de pelica e passar a agir com a devida autoridade e com afinco. O Rio não pode virar Bogotá ou Medellin! O terrorismo urbano não pode ser tratado com leviandade, como tem sido até agora!''
Raul Gouvea, Rio de Janeiro, por e-mail.
''Afinal, quando a governadora vai realmente governar? sem um programa sério de governo vivemos a aturar a eterna arenga de culpar sua antecessora. Acabou a eleição. Ela é governadora. Só falta governar. Se já sabia, desde à zero hora que a cidade amanheceria tensa, onde estava o policiamento? No, agora obsoleto 30/11, a candidata acusou sua oponente de não possuir força na rua. O que dizer depois de tantos veículos incendiados? O que dizer após o atentado em Botafogo quando o ônibus foi atacado com os passageiros em seu interior? Falta governo ao Rio. Chega de choro e blá- blá- blá...''
Fernando Vieira, Rio de Janeiro, por e-mail.
''Na última campanha para o governo, a candidata Rosinha dizia que faltava comando no Estado, e que faltava pulso à governadora Benedita da Silva. Cadê o comando? Cadê o pulso? Será que pulso e comando significam esconder os olhos manchados de choro atrás de uma lente escura?''
Rogério Cipriani, Rio de Janeiro, por e-mail.
''É vergonhosa a situação na qual se encontra a cidade do Rio. Aparentemente tomada e na mão dos traficantes. A polícia não atua, não reage, não luta, não combate. O cidadão tem mais segurança hoje escrevendo para um jornal do que ligando para a polícia, que nada de produtivo fará. Não é possível continuar essa situação de guerra civil.''
Fabio Araujo, Rio de Janeiro, por e-mail.
''Enquanto a governadora Rosinha ataca a Benedita, o poder paralelo instaurado pelo tráfico de drogas naquela que antigamente era denominada de ''Cidade Maravilhosa'', demonstrou mais uma vez quem manda de fato no Rio. Governadora, discretamente, invente que foi atender o telefone, e suma de cena!''
Marcos Cavalcante Rodrigues, Rio de Janeiro, por e-mail.