''Excelente o artigo O melhor emprego do mundo, de Villas-Bôas Corrêa (31/1). É de causar indignação, revolta e nojo o que esses nobres senhores fazem com o dinheiro público. Enquanto o pobre trabalhador recebe os justos 13 salários em um ano, os ilustres parlamentares recebem 15, sem contar outros ganhos. Está mais do que na hora de a sociedade gritar contra essa ''mão grande'' no dinheiro público, e o que é pior, com o apoio da esquerda!''
André Luiz Campos de Amaral, Rio de Janeiro, por e-mail.
''É no mínimo indecente um país que tanto fala em fome zero presenciar aumentos indiscriminados de salários, verbas e outras coisas mais para os nobres deputados. O PT assiste a tudo impassível, pois tem interesses eleitoreiros na próxima legislatura. Como podemos esperar que o país cresça com medidas como essa?''
Antonio José G. Marques, São Paulo, por e-mail.
''Caro Villas-Bôas, as poucas vozes de protesto não silenciaram; apenas foram ignoradas pela imprensa. O Dr. Rosinha (PT-PR) e eu fomos contrários em todos os debates internos. Com a experiência de oito anos de mandato, afirmo que é possível reduzir os custos da Câmara dos Deputados e aumentar a eficiência. Optou-se pelo caminho simetricamente oposto.''
Fernando Gabeira, Rio de Janeiro, por e-mail.
Gostaria de pedir licença a Villas-Bôas Corrêa para assinar em conjunto o seu artigo O melhor emprego do mundo (31/1).
Jacques P. Machado, Rio de Janeiro, por e-mail.
Pesquisa
''Ainda é cedo para avaliarmos o governo do senhor Silva. A recente pesquisa divulgada revela apenas expectativas e não constatações baseadas em fatos. Os fatos são apenas estes: muito choro, muitos autógrafos e muita obviedade.''
Felix Pereira dos Santos, Rio de Janeiro, por e-mail.
Economia
''As críticas apresentadas por Paul Singer em entrevista ao JB (30/1) são corretas. Os que esperavam mudança nos rumos da economia, receberam apenas a continuidade de uma política que foi motivo de críticas por oito anos. A única coisa que esse governo acena é com um programa assistencialista, cujo resultado é incerto. O que temos é decepção e frustração.''
Marcos da Silva Neves, Rio de Janeiro, por e-mail.
Fiscais
''Tendo em vista que tive meu nome citado na matéria Escândalo impediu uso da Codin por fiscais (30/1, pág. C1), que, a partir de maldosa ilação, insinua que os fiscais de rendas indicados para a diretoria daquela empresa usariam de seus cargos para montar um esquema de corrupção na negociação de investimentos com empresários, repudio veementemente tais insinuações e ilações. Sou servidor público há cerca de 20 anos e sempre pautei minha conduta pelos princípios da honestidade e integridade, valores morais dos quais muito me orgulho, dedicando-me com afinco e seriedade à realização de minhas tarefas profissionais. Considerei a indicação para a diretoria da Codin como reconhecimento à minha competência, dedicação e capacidade, e me interessei pelo desafio profissional e pela oportunidade de ampliar minha experiência de trabalho. Além disso, não precisaria abrir mão de meu salário de fiscal pelo de diretor da Codin, uma vez que, conforme estabelece o artigo 52, inciso IV, da Lei Complementar nº 69/90, continuaria com direito a recebê-lo. O fato de ter exercido cargo comissionado na Secretária de Fazenda e de ter sido indicado para a diretoria da Codin não permite chegar-se à conclusão de que estivesse participando de qualquer tipo de ''esquema'' ou de que usaria do cargo naquela companhia para tentar obter quaisquer vantagens imorais ou ilegais. Nunca participei de qualquer ''esquema'' de corrupção e senti-me com minha dignidade e honra afrontadas ao ver meu nome sendo ''jogado ao vento'' daquela maneira. Tenho a consciência tranqüila de que nada possuo a esconder nem a temer, e tenho ainda a certeza de que todos aqueles que me conhecem e à minha forma de trabalho também pensam dessa mesma maneira.''
Luiz Tavares Pereira, Rio de Janeiro, por e-mail.
Codin
''Considerando a menção ao meu nome e sentindo-me atacado pela forma como foi editada a matéria Escândalo impediu uso da Codin por fiscais (30/1, pág. C1), que induz o leitor a acreditar que haveria algum tipo de ''armação'' ou ''tentativa de montagem de esquemas de corrupção'', tendo em vista a escolha e indicação dos diretores da referida companhia, manifesto meu repúdio a qualquer tipo de ilação nesse sentido. Sinto orgulho por todo o trabalho que já realizei e realizo como servidor público estadual e, por serem sempre os meus atos voltados ao atendimento exclusivo do interesse público, desde já informo que na primeira oportunidade em que for convidado a prestar qualquer esclarecimento junto ao Ministério Público, estadual ou federal, bem como a qualquer CPI, apresentarei autorização para que seja afastado o meu direito de sigilos bancário e fiscal não apenas no Brasil, mas em qualquer outro país.''
Leonardo de Andrade Costa, Rio de Janeiro, por e-mail.
O repórter Marco Antônio Martins responde: A reportagem apenas informa que o senhor Leonardo de Andrade Costa trabalhou com Rodrigo Silveirinha na Subsecretaria de Administração Tributária e que foi nomeado para uma das diretorias da Codin. A matéria relata a estrutura que o senhor Rodrigo Silveirinha estava montando na Codin, montagem interrompida com a denúncia das contas descobertas na Suíça. Em nehum momento afirma-se que os funcionários são corruptos. A Codin concede incentivos financeiros a empresas e desde a sua criação tem seus cargos preenchidos por profissionais do mercado financeiro ou técnicos do BNDES. Esta seria a primeira vez que fiscais assumiriam o controle de suas operações.
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