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Juros

''A reunião do Copom, quarta-feira, certamente vai decidir pela redução, de 0,5%, na taxa anual de juros, que passará para 18%. É ainda uma das mais elevadas do planeta, perdendo apenas para a da Turquia, país que derrotamos na Copa do Mundo. Somos penta no futebol, mas somos campeões também, em economia, nas taxas de juros, no risco país e em desigualdade na distribuição de renda. Esse é o grande espólio do desgoverno FH, o príncipe da Sorbonne.''

Rodrigo França, Rio de Janeiro.

Delfim Netto

''Gostei muito da entrevista com Delfim Netto (14/7). Gostaria de acreditar que tudo o que ele diz é verdade, mas ele não tem muito crédito com os brasileiros. À época de sua administração como ministro, nada fez de proveitoso e ficamos naquela situação ridícula de terceiro-mundista pobre e sem reação. Será que estou errada? Aproveito para pedir a algum brasileiro que me explique por que, no Brasil, quem se aproveitou de informações privilegiadas não teve prejuízo com os fundos de aplicação e não foi punido. Nos EUA, o ex-executivo Sam Waksal está negociando a pena (então foi punido!) com promotores federais, assim como Martha Living está sendo investigada por informações privilegiadas (notícias do JB de sábado, 13/7). Seria tão bom que, no Brasil, tivéssemos a mesma sorte! Passaríamos a confiar mais nas autoridades!''

Anilde Maria Arantes Grecco, Varginha (MG).

''Parabéns ao JB (l4/7) pela entrevista com o professor Delfim Netto. Só não conhecem o risco FH os reeleitores do presidente. Sugiro que o texto seja distribuído para os membros do governo e os eleitores do ex-ministro Serra, que embarcarão no mesmo barco, e, infelizmente, levando toda a nação para o Titanic.''

Rafael Pires Soares, Niterói.

Aliança

''Com a subida de Ciro Gomes na intenção de voto, está aberto o caminho para a coligação PT/PSDB no segundo turno, o que seria a junção ideal (falando sério) no campo político brasileiro: a soma do social puro do PT com os pensamentos progressistas do PSDB.''

José Américo, Rio de Janeiro.

Acidente

''Se até o controlador de vôo em serviço na noite do choque entre dois jatos na Alemanha, que causou a morte de 71 pessoas, confessou falha humana como causa do terrível acidente, por que o secretário do cantor Claudinho, Ivan Manzieli, não confessa que cochilou ao volante do carro que dirigia na Via Dutra? Com que intuito alguém ligado ao secretário inventa uma história mirabolante de ''fechada'', numa reta em que a velocidade de um carro como o Golf jamais permitiria a ultrapassagem, muito menos de um caminhão? Dormiu ao volante, sim, porque emendou um show na véspera, sem dormir havia quase 24 horas. O próprio Claudinho vinha dormindo no banco do carona.''

Augusto Mauro Caruso França, Rio de Janeiro.

FGTS

''Milhares de brasileiros vão às agências da CEF sacar seus míseros reais do FGTS. Voltam com as mãos abanando diante de exigências inúteis. Perdem horas e dias. Agora, edita-se uma Medida Provisória, dispensando o que já era desnecessário. Só para quem recebe até R$ 100. Uma falta de respeito, um teto ridículo. Como não existe emprego, criou-se uma ''ocupação'' para milhares de desempregados: ficar nas agências da Caixa, ir e voltar várias vezes para receber 50, 100, 200 reais. Acabou-se a taxa de desocupação do Brasil. Todos estão ''ocupados'', esperando nas longas filas do FGTS. Já a taxa de desemprego não há Medida Provisória que faça baixar.''

Elmano Menezes, Salvador (BA).

Munição

''Gastam-se tempo, energia e recursos para apreender, armazenar e destruir armas, enquanto a marginalidade continua a dispor de arsenal respeitável. Uma arma, por mais moderna e sofisticada que seja, não funciona sem munição. Vamos reprimir o contrabando e o comércio ilegal de munição e, conseqüentemente, as armas passarão a ser inutilidades nas mãos de seus proprietários.''

Marcos Bonin Villela, Rio de Janeiro.

Força-tarefa

''São de uma ineficácia total as 13 medidas que nortearão o alvo central de atuação da força-tarefa, na cidade. A marginalidade está eufórica e livre para agir.''

Sergio Martins Vianna, Rio de Janeiro.

Ônibus

''O novo sistema implantado nos ônibus do Rio, em que os passageiros sobem pela porta da frente e descem pela de trás, pode causar acidente grave, em caso de descuido do motorista, pondo o carro em movimento quando alguém estiver descendo do coletivo. É mais seguro descer próximo do motorista, não pela porta de trás. Até o cobrador, que no sistema antigo podia ajudar o motorista, foi trocado de lugar, ficando agora sem nenhuma visibilidade.''

Nelson Pereira da Silveira, Rio de Janeiro.

Festa Junina

''Trabalho e moro no Largo do Machado, e tento, mais uma vez, saber por que a prefeitura está autorizando a realização de festa ''junina'' no local. Não há higiene nenhuma, os fios elétricos são mal colocados, a festa atrapalha o trânsito e atrai qualquer pessoa. Domingo, meu marido foi agredido por um homem completamente bêbado.''

Ana Márcia C. Linhares Mourthé, Rio de Janeiro.

Tribunal

''A nota Na mira, do Informe JB (15/7), não corresponde à realidade. No TST, com quem estou em contato direto, não se fala de forma alguma em ''intervenção no RJ'', isto porque nada foi feito nesta corte que justificasse tal atitude. Nenhuma obra pode ser feita na administração pública sem licitação, pelo que a 2ª instância, que teve suas salas de sessões e gabinetes dos juízes queimados, além das secretarias das turmas, está só nas paredes, e os andares só não desabaram porque usando da Lei nº 8.666/93, artigos 24 e 25, que permite obras emergenciais, coloquei uma empresa para escorar o prédio. Porém a emergência acaba aí. Para a volta ao estado de funcionamento são necessárias obras e mesmo os gabinetes que não queimaram estão sem energia elétrica. Uma licitação demora meses - e, a respeito, tudo temos feito de acordo com o TST, tanto que a 1ª instância está funcionando na sua plenitude. A ocorrência do incêndio não foi culpa deste Tribunal Regional do Trabalho (inclusive o laudo pericial da PF concluiu não ter sido criminoso). Assim, não disponho de '' varinha de condão'' para colocar em funcionamento o que é, por natureza própria, impossível. Estou inclusive em finalização de acerto com outro local para instalar toda a 2ª instância do TRT-RJ, na Rua Augusto Severo, e assim atender mais rápido os jurisdicionados. O que o incêndio destrói violenta e rapidamente, a recuperação infelizmente é bastante demorada. Dos autos queimados, cerca de 11 mil, já estão sendo restaurados mais de 5.500, num trabalho com muito esforço e garra.''

Ana Maria Passos Cossermelli, juiz presidente do TRT - 1ª Região, Rio de Janeiro.

[16/JUL/2002]

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