''Os economistas criam ou montam problemas e situações difíceis e, depois, não sabem resolvê-los. O caso mais expressivo, no momento, é o da Argentina. Os economistas argentinos são os responsáveis pela situação terrível em que o povo foi atirado. Agora, não sabem o que fazer. Com certeza, jogarão a culpa nos políticos. Atitude inacreditável é assumida pelo FMI, dirigido, também, por economistas. A negação de uma ajuda a quem está precisando, com urgência e angústia, é algo cruel e desumano.''
Dirceu de Alencar Velloso, Rio de Janeiro.
Impostos
''O PFL decidiu voltar atrás e votou a favor da prorrogação da CPMF. Será que o governo agora também vai voltar atrás e revogar o aumento do IOF?''
Marcos José Carvalho de Mello, Rio de Janeiro.
Eleições
''Um aspecto que está passando despercebido aos analistas é o de que se as eleições presidenciais forem decididas no primeiro turno, com a descida natural de Garotinho e absorção de seus votos por Lula, as restrições fixadas pelo TSE às eleições partidárias desaparecem nos Estados onde houver segundo turno. Sem eleição presidencial, automaticamente as coligações passam a ser absolutamente livres nas esferas estaduais.''
Pedro do Coutto, Rio de Janeiro.
Cinema
''O embaixador Arnaldo Carrilho, presidente da Riofilme, no artigo Perigo de Vida, publicado em 24/4, põe o dedo na ferida do sistema audiovisual internacional e, citando Walter Benjamin, classifica o cinema de forma de expressão associada ao perigo de vida. Carrilho nos lembra que as imagens dos enlatados norte-americanos adentram nossas casas sem pedir licença, difundindo o american way of life, ''com suas taras, manipulações, ideologias, atos delinqüentes de toda ordem e desenfreada publicidade consumista a serviço do entorpecimento do povo, na pior forma de terrorismo subliminar''. Os atuais candidatos a presidente deveriam dizer como enfrentarão tão prejudicial e contínua invasão do espaço audiovisual brasileiro, sabendo-se que estamos numa guerra antiga, massacrados pelo poder de fogo do cinema norte-americano. Resistir é preciso e possível. O cinema francês está dando provas disso. E, assistindo ao documentário-poema de Lucélia Santos sobre o paupérrimo povo do Timor Leste, constatamos que podemos, com paciência e perseverança, vencer as mais ricas e cruéis das tiranias.'' Noilton Nunes, Rio de Janeiro.
''Profundamente corajoso e oportuno o artigo de Arnaldo Carrilho sobre esse estranho e incompreendido mundo do cinema. Em pleno século XXI, não se pode mais fazer ''política'' com os inimigos permanentes do Brasil. Denunciá-los, sempre, é o papel dos verdadeiros patriotas.''
Nei Sroulevich, Rio de Janeiro.
Museus
''A crise financeira enfrentada pelos museus do Rio, tornada pública pelo Iphan, mostra a triste realidade da cultura em nosso país. Os museus, sem arrecadação própria, dependem dos recursos públicos, cada vez mais minguados. Essa triste realidade deveria ser admitida pela prefeitura, que pretende investir milhões de recursos públicos na construção de uma filial do Museu Guggenheim, no Rio. Entendo que o Rio de Janeiro necessita, atualmente, de investimentos em saúde, educação, segurança pública, saneamento, transporte e preservação do meio ambiente.''
Miriam Oliver, Rio de Janeiro.
Democracia
''Estranho a reação de dois leitores (Cartas ao Editor, 23/4) - visivelmente de esquerda - ao artigo Democratas radicais, de Aristóteles Drummond. Digno de registro são dois atos de coragem, no Brasil de hoje: o do autor, de escrever, e o do JB, de publicar. Isso é uma demonstração de democracia e liberdade de opinião.''
Luiz Castelliano de Lucena, Rio de Janeiro.
Cartolas
''Torcedor do Fluminense há mais de 50 anos, é com indignação que vejo o nosso presidente conluiar-se com cartolas que estão a ser indiciados por uma série de ilícitos, sob a desculpa de procurar solução para o triste futebol carioca. Um dos fundadores da Liga Nacional, isso não fica bem para o sr. David Fischel. Essa mancha vai constar na sua biografia, que não pode ser a de um dos dirigentes que ajudaram a afundar, de vez, o futebol do Fluminense.''
Jacques Machado, Cuiabá.
Jefferson
''Estarrecido com a truculência e o teor preconceituoso e de baixo calão do fax do líder do PTB na Câmara, Roberto Jefferson, agredindo pessoalmente o jornalista Augusto Nunes, cobro, como cidadão e parlamentar, um pronunciamento da Corregedoria da Câmara e de eventuais ou constantes aliados do deputado, como Ciro Gomes, Leonel Brizola, José Serra e FH. Não se manifestar diante de tantos impropérios lançados por um homem público é contribuir para a desqualificação total da atividade política, já tão rebaixada.'' Chico Alencar, deputado estadual (PT), Rio de Janeiro.
''Fiquei perplexa ao ler a carta escrita por Roberto Jefferson. Infelizmente, é o retrato da política brasileira e mostra o desequilíbrio de certos políticos. Só me resta lamentar por termos como deputados pessoa do tipo Roberto Jefferson. Precisamos de vários Augusto Nunes para mostrar a realidade do Brasil, inclusive o caráter de alguns políticos.''
Cecilia Inês Fraiz Guaraná, Rio de Janeiro.
''Bravíssimo! Obrigado a Augusto Nunes por escancarar o que já dava para desconfiar: a verdadeira face de um parlamentar vil, que, infelizmente, representa o Estado do Rio em Brasília.''
Theo J. Santos, Rio de Janeiro.
''Afastado de Petrópolis, minha cidade natal, desde 1973, tive oportunidade de conhecer o pai do deputado, o professor de matemática Roberto Francisco. Apreciador de poesia, leitor inveterado, ótimo pai, marido dedicado, excelente professor, jamais poderia imaginar que seu filho, que também conheci, fosse capaz de uma torpeza do calibre da que foi transcrita na edição de 22/4.''
Hélio Azevedo de Castro, Rio de Janeiro.
Ecologia
''É uma iniciativa pioneira editar o JB Ecológico. ''Só o exercício crítico do poder, com os valores da democracia e o engajamento do cidadão, é capaz de mudar o quadro de degradação ambiental no país'', declara o novo ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, na página 15 da primeira edição do suplemento. Tema correlato é a falência do complexo lagunar de Maricá, outrora o maior do planeta, com sete lagoas. Hodiernamente são cinco, caminhando a passos largos para quatro. A omissão é da imprensa, ajudada pela incompetência dos governantes.''
Roberto Marinho Gomes, Rio de Janeiro.
Passagem
''A passagem subterrânea que liga as ruas Ana Neri e Vinte e Quatro de Maio, no bairro do Rocha, está totalmente abandonada. Além de sujeira, mau cheiro e assaltos freqüentes, o ''túnel do Rocha'', como os moradores chamam, está sem luz. O pessoal que depende dessa travessia para pegar condução fica parado em umas das entradas, esperando formar um grupinho para vencer o medo. Os impostos são pagos em dia.''
Gloria Portabales, Rio de Janeiro.
Telefone
''Gostaria de que a Telemar instalasse o telefone que pedi em 10 de novembro de 2000 pela inscrição 213017085591. A promessa era para 21 de dezembro de 2001. Até hoje, nada. A empresa só informa que não há previsão para a instalação.''
Dulce Elena Vicente de Oliveira, Rio de Janeiro.