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Divulgação

O mineiro Bernardii inaugura exposição de pinturas em têmpera e acrílica, amanhã, no Espaço Cultural Crea-RJ, Centro

O MAM do Rio desmente a saída do Fernando Cocchiarale do cargo de curador de arte da casa. A carta-pedido de demissão que circulou pela internet sexta-feira e foi o assunto do fim de semana no meio das artes, é falsa. Já se suspeita até do grupo que tramou a intriga. Quem apostar nos engraçadinhos de plantão que debocham muito e aparecem pouco está na pista certa.

No vai-da-valsa

Um grande convescote de artistas e curadores, brasileiros e estrangeiros, sai da inauguração da Bienal de São Paulo, dia 24 de setembro, direto para Brumadinho em Minas Gerais. O Centro de Arte Contemporânea de Inhotim (Caci, guarde este nome) está fretando um avião para seus convidados irem conhecer o megamuseu ao ar livre do milionário mineiro Bernardo Paz.

Novidade...

O Parque Lage também entra no clima de comemorações que cerca os 20 anos da mostra Como vai você, Geração 80?, que ele sediou. Alunos da Escola de Artes Visuais participam da coletiva Posição 2004 com inauguração marcada para o dia 14. A intenção é apresentar os novos que poderão vir a ser homenageados no futuro. Em dia com a produção atual, o tom é a variedade de mídias: performance do homem-espelho, objeto-avestruz, satélite-antena e sabão que não lava são alguns dos trabalhos que o público verá.

Itália falsa

A falsificação é tema de uma mostra em cartaz até outubro, no complexo Santa Maria della Scalana, na cidade de Siena, na Itália. A exposição reúne uma centena de obras italianas, dos séculos 18 e 19, falsificadas com tal maestria que foram capazes de enganar respeitáveis até especialistas.

Filigranas de mestre

Que é grande o alvoroço em torno do leilão Old Master Paintings, que a Sotheby's promove amanhã em Londres, já se sabe. Nesta noite será oferecido um raro Vermeer: Young woman seated at the virginals. O que muita gente não conhece ainda é a novela, que durou mais de 10 anos, para que se confirmasse a autenticidade da obra. A tela, então sob suspeita, foi submetida a uma análise científica detalhada, que começou em 1995, conduzida pelo perito Libby Sheldon da University College London. Os achados foram extraordinários. Os pigmentos detectados na tela correspondiam aos usados exclusivamente pelo mestre. Lá estava, por exemplo, o amarelo - em cuja composição entrava chumbo e estanho - e que deixou de ser aplicado após o fim do século 17. Da mesma forma, o verde-terra, encontrado na pele da modelo, não era comum entre os pintores daquele período na Holanda. Só fazia parte da paleta do exigente Vermeer. E, finalmente, o ultramarino, feito de lápis lázuli triturado e comprado a preços proibitivos, comprovou a assinatura do artista de Delft. Ele, como nenhum outro contemporâneo holandês, foi pródigo no uso dessa cor. Fosse nas áreas de azuis, fosse em misturas invisíveis com os brancos e cremes das paredes.

Reformas reais

Os 3 milhões de turistas que visitam anualmente o Palácio de Versalhes, na França, vão conviver por um longo tempo com obras no inerior da Galeria dos Espelhos, chamada assim, por possuir 357 espelhos, além de pinturas históricas. A restauração do salão começou semana passada, vai durar pelo menos três anos e custará US$ 14,6 milhões, pagos pela iniciativa privada. As reformas no museu não têm como objetivo o aumento do público. A instituição já é o patrimônio francês mais visitado a cada ano. A intenção é garantir maior conforto às multidões que fazem fila para conhecer o lar de Luis XIV e seus súditos. Glória, que só terminou com o destino trágico de Maria Antonieta, última rainha da França.

Politicamente correto

O nigeriano radicado nos EUA Okwui Enwezor esteve em São Paulo, semana passada, para uma palestra no Fórum Mundial Cultural. Ele foi o todo poderoso diretor artístico da 11ª Documenta de Kassel, em 2002, responsável pela retomada do caráter político desta última edição. Ele falou sobre o impacto da globalização na gestão e administração da cultura. Enwezor e sua equipe de assistentes da badalada mostra quinqüenal alemã, em frente ao Museu Fredericianum, um dos maiores palcos da coletiva internacional.

Sete fôlegos

Daniel Senise está preparando seis trabalhos para a mostra individual que inaugura em novembro, na Ramis Barquet, sua representante em Nova York. Ao mesmo tempo, ele dá uma de curador, organizando a exposição de fotos aéreas tiradas por seu pai, o comandante-aviador Daniel Portela, que ocupa, em julho, o Clube da Aeronáutica, no Rio. E ainda: seis obras do artista integram a coletiva Onde está você, Geração 80?, que abre dia 12 de julho no CCBB.

Nem tanto

A artista conceitual Jenny Holzer está revelando os segredos da política externa dos EUA ao grande público austríaco. Documentos estritamente confidenciais da CIA fazem parte de instalações, cartazes, letreiros luminosos e projeções que compõem a mostra, Truth before power . A montagem permanece na Casa da Arte de Bregenz, até setembro. A americana, uma estrela de sua geração, é conhecida por exibir suas obras em locais de grande circulação de pessoas.

PERGUNTAS PARA PAULO VIEIRA

Colecionador de arte contemporânea, o advogado Paulo Vieira, 38 anos, atual presidente da Associação de Amigos do Museu de Arte Moderna do Rio, acaba de criar o projeto Colecionadores MAM. Através dele, é possível adquirir um pacote de cinco fotografias, com tiragem de 100 exemplares cada, de nomes como Vik Muniz ou Rosângela Rennó, por R$ 2 mil. A idéia é fomentar o colecionismo e estreitar laços entre público e artistas.

O projeto, que trará recursos para o MAM , ainda pode resultar na formação de novas coleções particulares. Ele faz parte de um plano maior?

A iniciativa faz parte de um plano global de reaproximar as pessoas do museu. O MAM ficou um pouco longe de seu público. O objetivo é que a instituição tenha mais respeitabilidade no cenário das artes. Para isso teríamos de atrair o público local e marcar presença no cenário internacional de arte. E isso se faz com uma boa programação. A intenção da Associação dos Amigos do MAM é deixar o público local com vontade de vir ao museu. O interesse imediato é arrecadar fundos destinados a uma nova programação. Ao mesmo tempo, vamos lançar em setembro, antes da inauguração da Bienal de São Paulo novas categorias de sócios. Nos nossos planos estão visitas a ateliês de artistas, palestras, visitas guiadas em exposições dentro e fora do Brasil.

O colecionismo é uma atividade em expansão no Brasil? Que contribuição ele pode dar à cultura?

Eu acredito que sim e principalmente o colecionismo de arte contemporânea. A produção brasileira está se internacionalizando. Artistas em meio de carreira são conhecidos no exterior e têm cotação internacional - algo que não existia na década de 80. O fenômeno começou no início dos 90. Hoje, se tem uma cotação mais confiável no mercado internacional e uma liquidez muito maior. Cresceram também as coleções corporativas. Há empresas separando parte de seus lucros para investir em arte.


Chico Cunha abre, logo mais, na Galeria Anna Maria Niemeyer, mostra reunindo óleos e encáustica e desenhos inéditos Reformas reais


O Museu da República inaugura, quinta-feira, a exposição 'Alagoa Alada', com obras de artistas contemporâneos

  • O Centro Cultural dos Correios abre, amanhã, duas individuais. Bia Amaral, expõe mostra Paisagens reinventadas inspiradas na topografia do Rio de Janeiro. Christine Marchal apresenta sua pintura gestual na exposição A cor como idéia.

  • Jorge Salomão está exibindo parte de sua coleção de artes plásticas, com obras de Lygia Pape, Arthur Barrio, Regina Vater e Zemog, entre outros, no restaurante Grill 22, Centro.

  • Pietrina Checcacci inaugura amanhã, a exposição O Espaço no corpo , na Casa de Cultura Laura Alvim. A mostra é composta por 15 esculturas inéditas, numa releitura de uma obra que a artista criou há 20 anos.

  • Fabiana Cunha encerra a mostra Cores do Rio no Centro Cultural Cândido Mendes, quinta-feira, e embarca para a Europa. Ela vai levar um pouco da natureza carioca à Romênia, Eslováquia e Hungria.

  • Fernando Torquato abre amanhã a exposição de fotografias Jewels & divas, na H. Stern de Ipanema.

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    [06/JUL/2004]


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