Beatriz Milhazes, mais uma vez, marca presença na mídia internacional. Ela é tema de uma reportagem do próximo número da revista da Tate Gallery de Londres. A artista foi fotografada por Vicente de Paulo, suando a camisa em seu ateliê do Horto, onde prepara uma nova mostra para o público nova-iorquino, a se realizar em outubro.
Bandeira branca
Um time de 17 artistas de oito países estará reunido, até o dia 5 de setembro, na mostra Viemos em paz - Histórias das Américas, no Museu de Arte Contemporânea de Montreal, no Canadá. A proposta é analisar os diversos modos de inscrição da História na produção recente. Seja como fonte de inspiração ou objeto de questionamentos. As obras vão do vídeo à fotografia e à pintura. Há representantes da Argentina, Colômbia, Cuba, do Canadá, Chile, México e dos Estados Unidos. O Brasil se faz presente com Adriana Varejão, Regina Silveira e Rosângela Rennó.
Geração 1
O fotógrafo Vicente Mello já está terminando as visitas às 15 coleções de arte que cedem obras para a mostra comemorativa dos 20 anos da Geração 80, com inauguração dia 12 de julho, no CCBB do Rio. Sob a curadoria de Marcus Lontra, a exposição vai reunir trabalhos da época e outros atuais de uma seleção de 48 artistas, cujas trajetórias se destacaram, a partir da grande coletiva de 1984, no Parque Lage.
Geração 2
Além do CCBB, o Parque Lage também vai relembrar a saudosa mostra Como vai você, Geração 80? , que ali se realizou há 20 anos. A escola abrigará uma megaexposição, reunindo 110 artistas jovens e superjovens. Quem está organizando esta festa da produção contemporânea são os professores da casa Fernando Cochiaralle, Anna Bella Geiger e Viviane Matesco.
Reflexões
Os que amam pintura e sobretudo Cézanne vão reencontrar o deleite no pequeno livro de ensaios de Merleau-Ponty, Olho e o Espírito, recém-lançado pela Cosac & Naify. Ele traz um dos textos clássicos do filósofo da fenomenologia da percepção, o popular A dúvida de Cézanne, de 1942. Desta vez, vem acompanhado de um posfácio do crítico de arte Alberto Tassinari, que funciona como uma espécie de bússola para a leitura.
Honraria
Caberá a Antonio Dias o pontapé inicial na abertura do novo espaço que a Silvia Cintra Galeria de Arte inaugura, dia 22 de julho, em Ipanema. O artista, uma das estrelonas do elenco da casa, está preparando uma série de trabalhos especialmente para a mostra. Ele não expõe novas obras no circuito comercial carioca há um punhado de anos.
Antes assim
A mostra do pintor italiano Facchinetti deixa o CCBB, domingo, depois de uma bem-sucedida temporada de dois meses, com uma notícia rara. A primeira edição de mil catálogos da exposição (a R$ 70 cada um) se esgotou ainda na metade da temporada. Os organizadores tiveram de providenciar uma nova fornada de outros mil exemplares. Falando de catálogos, é praticamente um best-seller.
Atrás do invisível
As artistas belgas Christine Felten e Véronique Massinger chegam ao Brasil, dia 14, para desenvolver o projeto Caravana obscura, que integrará a 26ª Bienal de Artes de São Paulo, em setembro. A dupla vem com a intenção de pegar um trailer com equipamento fotográfico e escolher uma locação, que ficará por tempo indeterminado sob a mira das câmeras. Querem captar imagens que os olhos não conseguem apreender.
Empacotado
Responsável pela concepção visual da exposição Hiper-relações eletro digitais, que será inaugurada hoje, no Santander Cultural, em Porto Alegre, o designer carioca Jair de Souza resolveu inovar. Bebendo nas águas do artista americano Christo, ele embrulhou a fachada do prédio histórico com 320 metros quadrados de lona plotada, mostrando closes de 18 rostos de brasileiros com quatro metros de altura cada.
Naturalista
Sob o título de Pintores da realidade: o legado de Leonardo e Caravaggio na Lombardia, o Metropolitan de Nova York abriga, até o dia 15 de agosto, uma mostra dedicada à pintura naturalista. São cerca de 110 telas e desenhos datados do século 16 ao 18, revisitando a escola que teve como um de seus expoentes o mestre italiano Michelangelo Merisi (o Caravaggio).
Pimenta em olho alheio
A artista Tracey Emin, que perdeu três obras no incêndio de parte da coleção de Charles Saatchi, semana passada em Londres, ficou uma arara com a reação irreverente dos britânicos. ''Não digo que tenham de entender. Só que não se riam quando tudo se queima em um incêndio. Não é justo e tampouco divertido'', declarou à BBC. O fogo destruiu trabalhos do provocativo e jovem movimento Brit Art.
Perguntas para Eduardo Sued
O pintor carioca Eduardo Sued foi definido como o grande desinibidor das linguagens abstratas, de origem construtiva da pintura moderna brasileira. O autor da frase, o crítico Ronaldo Brito, é quem assina a curadoria da mostra que o artista, aos 79 anos, realiza a partir do dia 20, sob o patrocínio do CCBB do Rio. Sued fala dos novos trabalhos.
Como o senhor concebeu esta exposição?
Ela foi concebida juntamente com o curador Ronaldo Brito, como uma exposição de pinturas, porém com novas dimensões e novas questões de técnicas. Serão apresentadas 43 telas onde, na produção recente, haverá a junção da madeira ao suporte tela, recoberta por tintas de diversas qualidades como óleo, acrílica, esmalte sintético e tinta metálica.
O que há de mudança ou de confirmação nas obras atuais em relação a sua trajetória?
A mudança se dá justamente na junção da madeira aos tecidos. O tratamento dado a esses elementos, com texturas mais dramáticas, resulta num distúrbio de superfície que não ocorria, senão eventualmente, em minhas obras anteriores.
Quais são os desafios para um pintor nos dias de hoje?
Nos dias de hoje, como nos dias de ontem, os desafios são os mesmos. Há uma permanência de dificuldades no ato da criação. Estamos diante, a todo momento, deste desafio. O desafio de revelar as mudanças que se operam dentro de nós. Uma tarefa árdua e penosa que exige muita dedicação; porque o objetivo é fugir da ''gravidade'', que é algo imprevisível. Não temos a certeza de alcançar esse ato pleno. O que existe mesmo são incertezas.
Como o senhor vê a atual produção de arte brasileira?
Está exuberante. Não tínhamos essa vocação nem o entusiasmo de nos reconhecer como criadores. A nova geração tem dado, com grande esforço, magníficos exemplos. Só espero que alcancemos, ainda mais, essa liberdade de criação.
O Rio não merece nem a forma nem o conteúdo daqueles garrafões de plástico que anunciam a visita da Tocha Olímpica à cidade
Heloisa Pires Ferreira expõe
Gravuras e bordados, na Gallery Nytorget 13, em Estocolmo, a partir do dia 6
Rose Klabin é a nova aposta da Galeria Ipanema. A artista trabalha a partir de colagens e mosaicos e sua mostra Mixed mídia fica em cartaz até 13 de junho.
Beth Freitas, Renato Simões e Vanda Coimbra apresentam Há luz...nas transparências, nas cores e nas formas, a partir do dia 7, na Casa de Cultura da Estácio - Barra.
Amanhã será inaugurada a coletiva de fotografias Dez artistas nota dez, no Centro Cultural José Bonifácio. Entre os fotógrafos, está Walter Firmo.
Fabiana Cunha abre mostra com uma coletânea de trabalhos inspirada na Cidade Maravilhosa, dia 9, na Grande Galeria do Candido Mendes, no Centro.
O fotógrafo Meireles Jr. lança nesta quarta-feira às 18h, na Livraria da Travessa em Ipanema, o livro Descobrindo os Lençóis Maranhenses.
Entre 26 e 17 de junho e 3 e 4 de julho, 29 ateliês de Niterói estarão de portas abertas para o público.