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Divulgação

Tomie: a artista japonesa radicada no Brasil comemora 90 anos

Tomie Ohtake está em plena comemoração de seus 90 anos. Para marcar a data, além da mostra que apresenta no Instituto Tomie Ohtake, ela doou uma série de 12 gravuras à instituição que leva seu nome. As obras, com tiragem de 90 exemplares cada, serão comercializadas para ajudar a promover o trabalho de outros artistas.

Ave César!

Depois do sucesso nacional da mostra dos Guerreiros de Xian, na Oca do Ibirapuera, São Paulo vai acolher, no próximo ano, uma rara exposição reunindo 400 peças originais de Pompéia. A montagem vai retratar o cotidiano da civilização destruída pelo Vesúvio, há quase dois milênios, e vem direto de Nápoles para o Masp. Além dela, a Pinacoteca vai estar recebendo a mostra Arte romana no centro do poder, dedicada aos imperadores e aristocratas de Roma, nos séculos 1 e 2. As duas exposições, anunciadas ontem, são presentes do governo italiano aos 450 anos da capital paulista.

Lygia, Rosana e Cildo

Uma trinca de peso fecha o ano na H.A.P. Galeria, no Horto, com a mostra Múltiplos inéditos, que será inaugurada dia 6. Lygia Pape comparece com duas imagens produzidas a partir de um projeto dos anos 80. Rosana Palazyan retoma o tema das formigas nas gravuras em metal, trabalhadas uma a uma como peças exclusivas. E Cildo Meireles, que há muito não dá o ar de sua graça em exposições cariocas, traz o múltiplo Descala. É um filhote da obra pública Viagem ao centro do céu e da terra, que o artista instalou em Siena, na Itália, ano passado.

Pais da abstração

O russo Kasimir Malevich e o holandês Piet Mondrian são tema de uma grande exposição, em cartaz até janeiro na Fundação Beyeler de Riehen, em Basilea, na Suíça. Através de 60 obras representativas dos dois artistas, a mostra percorre as principais etapas de suas trajetórias e sublinha a influência que ambos receberam do cubismo de Picasso e Braque.

Vale ouro

O governo espanhol comprou de um colecionador particular americano, por US$ 23 milhões, a pintura El barbero del Papa, uma obra-prima de Velázquez, de 1650. Com a incorporação do quadro ao seu acervo, o Museu do Prado completa um período do artista jamais representado em sua coleção. A pintura, um magnífico exemplo da segunda viagem do pintor à Itália (1649-51), nunca permaneceu na Espanha. Ela representa uma das mais importantes aquisições da instituição nas últimas décadas.

Boa vontade

A Estônia concordou em devolver à Alemanha uma parte do tríptico de altar São João Batista, do pintor alemão Alberto Durero. O quadro desapareceu do Museu de Bremen durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1992, foi confiscado pelo Serviço de Aduanas estoniano e, há dois anos, estava exposto no Museu de Arte de Tallin.

Na rota da Eslovênia

Christina Oiticica vai longe para mostrar seu trabalho. Ela inaugura, dia 9, a mostra Quatro estações na Galeria Mestnua, em Ljubljana, na Eslovênia. Os trabalhos, em diferentes técnicas, depois de prontos foram enterrados em leitos de rio ou amarrados em troncos de árvores para que a natureza interagisse e finalizasse a obra da artista.

Antes assim

Depois de seis meses em obras, o Museu do Açude reabre, domingo, sua casa principal. Com o patrocínio da Fundação Vitae, o Iphan projetou um moderno sistema de ventilação e desumidificação e criou nova museografia para a mostra do acervo. Entre cerca de 70 peças em exposição há exemplares raros de esculturas chinesa, indiana e indo-chinesa.

Solo

Raul Mourão abre a agenda de exposições individuais da nova galeria Lurixs Arte Contemporânea, em Botafogo. O artista inaugura, sábado, a mostra Pequenas frações, composta de pinturas, serigrafias, esculturas e um vídeo-objeto.

Arte na decoração

A Casa Cor vai abrigar, durante quatro dias, o projeto Carlton encontro com arte. A programação começa segunda-feira com exposição relâmpago de Brígida Baltar e Arnaldo Antunes, entre outros. Terça-feira, uma mesa-redonda vai debater o tema Fotografia como arte. Quarta-feira, a curadora Evangelina Seiler faz visita guiada às obras que integram os projetos da mostra. E, na quinta-feira, Carlos Vergara e Raul Mourão trocam idéias sob a mediação do crítico Paulo Venancio Filho.

PERGUNTAS PARA RACHEL WHITEREAD

Vedete da escultura contemporânea e vencedora do prestigiado Turner Prize, da Inglaterra, Rachel Whiteread estará no Rio para a abertura de sua mostra, dia 2, no espaço monumental do MAM. A exposição da inglesa no Brasil, sob a curadoria de Paulo Venancio Filho, está atraindo a atenção de galerias internacionais como a Beyerart, a Gagosian e a Luhring Augustine Gallery, de Nova York. De Londres, a escultora fala sobre sua obra e sobre a polêmica causada pela escultura House, ganhadora do prêmio britânico, em 1993. Tratava-se de um molde em cimento do interior de uma casa vitoriana exposto em uma esquina do leste de Londres. A controvérsia sobre sua existência e posterior destruição chegou a ser objeto de discussão no Parlamento Britânico.

O que será mostrado aos brasileiros?

A seleção dos trabalhos foi feita pelo curador brasileiro Paulo Venancio Filho e Ann Gallagher, do British Council. Eles quiseram realizar um sintético panorama de minha obra, colocando juntos trabalhos de 1990 até hoje, e mostrando a diversidade de materiais e escalas.

O que o Turner Prize representou em sua carreira?

Eu ganhei o Turner Prize em 1993, ano em que esculpi a obra House. Aquele foi um momento particularmente importante no meu trabalho. Mesmo não gostando de estar em evidência, é sempre bom receber prêmios pelos nossos trabalhos.

A obra House era um monumento?

House era uma obra fisicamente muito grande. Mas, ao mesmo tempo, algo simples e humilde, que falava do lugar em que vivemos, da família, de onde viemos, de onde dormimos. Vista assim parecia encolher e ficar muito menor que seu tamanho real. Mas, subitamente, aparecia aquele monolito no meio da grama. Não havia como não sentir certa apreensão diante dessa coisa massiva e esquisita que desarranjava toda nossa percepção a respeito de lar, casa, vida doméstica e lugar seguro.

Sua intenção era fazer um trabalho efêmero?

Desde o início a obra foi pensada como um trabalho temporário. Durou três meses, e eu cheguei a desejar suspender a sua destruição por outros seis meses, para que se tornasse parte da cidade e não apenas o momento de loucura que foi.

Por que o seu interesse em expor no Brasil?

Eu nunca expus na América do Sul. O Brasil tem uma interessante e diversificada história recente no campo das artes e da arquitetura.


A Galeria do Ibeu, em Copacabana, inaugura, quinta-feira, a exposição ‘Vazio’, de Luciana Horta.


RUBENS IANELLI inaugurou, ontem, mostra de desenhos recentes, no Centro Cultural Candido Mendes, em Ipanema

  • O Solar Grandjean de Montigny inaugura, quinta-feira, exposição coletiva com trabalhos de Ana Holck, Ivan Henriques, Renata Lucas e Rosana Ricalde.

  • Logo mais, Eduardo Camões inaugura a exposição O Rio antigo, na Galeria G, no Shopping da Gávea.

  • O MNBA apresenta, a partir do dia 2, mostra com 32 telas abstratas de Paulo Bandeira.

  • Mário Grisolli expõe fotografias inéditas na mostra Soltando os cachorros, a partir de hoje, na Casa de Cultura Laura Alvim.

  • A Galeria Tarsila do Amaral na Estácio de Sá/ Barra abre, dia 1º, a mostra Do colorido ao preto-e-branco, de Danielle Jacob.


  • [25/NOV/2003]


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