Com uma área de 30 mil m² encarapitado nos 52º e 53º andares da Roppongi Hills Tower, e um custo total de 1,7 bilhão, foi inaugurado, em Tóquio, o grandioso Mori Art Museum. Localizado nas colinas centrais da cidade, ele integra um projeto cultural que pretende ser o símbolo do Japão contemporâneo. O novo museu vai funcionar como plataforma para o lançamento de artistas japoneses. A tarefa está nas mãos do curador inglês David Elliott.
O patrimônio agradece
Chega ao Brasil, mês que vem, Maria João Espírito Santo, presidente da Fundação Ricardo Espírito Santo, responsável pela restauração de talhas e azulejos do patrimônio brasileiro. Vem para a comemoração dos seis anos de trabalho da instituição por aqui. Nesse tempo, foram recuperadas as igrejas de São Pedro de Igarassu, em Pernambuco, Outeiro da Glória, no Rio, e Ordem Terceira de São Francisco, na Bahia. A próxima empreitada será a Casa da Marquesa de Santos, em São Cristóvão.
In love
Tempo de namoro entre as artes da Noruega e do Brasil. Enquanto representantes dos dois países compartilham as paredes do MAM do Rio, na mostra Arte em diálogo, a artista plástica Claudia Oliveira faz bonito em Oslo. Em recente exposição na galeria Abels Kunsthandel, ela vendeu seis obras em nanquim sobre celulose. Jovens colecionadores contemporâneos pagaram US$ 150 por cada desenho.
Arte reciclada
A mineira Ivana Panizzi exibe na capela do Trinity College, em Dublin, a partir de sexta-feira, uma peça composta por 500 garrafas contendo negativos de santos barrocos. A artista vive na África do Sul e possui obras em acervos particulares e museus no Brasil, e em coleções da Argentina ao Japão.
Vezes três
Não satisfeita com as duas individuais que inaugura no Rio, dia 3, Niura Bellavinha realiza uma interferência no espelho d'água da Rodrigo de Freitas, na mesma noite. A intervenção poderá ser vista no trajeto entre os dois vernissages. O da galeria Laura Marsiaj - onde ela abre mostra de pinturas recentes inspiradas em observações da Lagoa - e o do Espaço Sérgio Porto, que apresenta registros fotográficos dessas impressões.
Chiaro-scuro
O gaúcho Eduardo Vieira da Cunha vai apresentar, a partir do dia 7, na Galeria Lana Botelho, uma série de objetos que trata da relação entre luz e sombra. São lanternas mágicas, caixas de luz com velhos negativos de fotos, armários antigos cheios de miniaturas de carros e material de desenho. As mesmas imagens estão presentes nas pinturas em grandes formatos que ele traz, pela primeira vez, ao Rio.
Perguntas para Samuel Titan Jr.
Fundada em 1996 por Charles Cosac, a editora Cosac & Naify Edições, em São Paulo, tem seu catálogo voltado para livros de artes visuais - monografias sobre artistas brasileiros, ensaios de história e teoria da arte - além de cinema, teatro, design, arquitetura, fotografia e moda. Ainda este ano, estará lançando, no Brasil, duas importantes publicações nesse campo: Estilos, escolas e movimentos, de Amy Dempsey, e História da arte italiana, de Giulio Argan (em três volumes). O editor-assistente Samuel Titan Jr. diz que, mesmo pequeno, há um público de leitores consolidado.
Como a editora tem enfrentado o momento de transição no país e a conseqüente crise de recursos para a cultura?
Apenas uma pequena parcela dos nossos livros contou com patrocínios públicos ou privados. Portanto, o ano de 2003 não representou uma guinada significativa em nosso prelo de livros de arte.
A C&N vem editando livros especializados, sistematicamente. O senhor diria que esta tem sido uma contribuição ao processo de amadurecimento da arte no Brasil?
Digamos que a Cosac & Naify faz parte de um processo geral de amadurecimento da arte no país. A nossa é uma entre várias outras iniciativas consistentes.
Quantos títulos de artes já foram editados? Quais os critérios de seleção?
Aproximadamente 150 títulos (o que corresponde à metade de nosso catálogo). O critério é duplo: trazer obras clássicas às livrarias brasileiras e formar um ''acervo de papel'' do melhor das artes contemporâneas no Brasil.
Há um público consolidado para essas publicações?
Há sim, pequeno mas fiel. Livros de arte se vendem em ritmo diferente, sem explosões, mas num movimento constante. Lançamentos de três anos atrás continuam despertando interesse.
O Tribunal de Contas da União inaugura o espaço Marcantonio Vilaça, dia 5, na sua sede em Brasília.
A banca de revista, que será inaugurada amanhã, na esquina da Visconde de Pirajá com Jangadeiros, em Ipanema, vai trabalhar com publicações de arte. Entre elas, há um raro catálogo da exposição Como vai você, Geração 80?, que era, na verdade, uma edição especial da Módulo .
As barras de código das pinturas de Marcelo Catalano podem ser vistas até o dia 9, no Centro de Arte e Cultura Julieta de Serpa.
O fotógrafo Leonardo DeGorter inaugura, dia 5, na Galeria Volpi, mostra de trabalhos em preto-e-branco.
O Atelier Belmonte está apresentando a exposição Marchetario, de Marco Resende.