O Metropolitan Museu - NY está abrigando a maior mostra do pintor El Greco já realizada em 20 anos. A retrospectiva, organizada pela National Gallery de Londres, reúne 83 obras, 70 delas cedidas por museus de diferentes países. A montagem destaca a influência que o pintor espanhol de origem grega Domenikos Theotokopoulos (1541-1614) exerceu sobre artistas como Jackson Pollock. A exposição pode ser vista até janeiro.
Nem pensar
O British Museum, de Londres, jogou uma pá de cal nas esperanças dos gregos de reaverem os frisos do Parthenon que integram seu acervo. O diretor da instituição britânica, Neil MacGregor, justificou sua posição como uma forma de preservar a universalidade dos mármores. Os defensores da campanha pela volta das peças à Grécia viram a atitude como um insulto.
Faz sentido
Ex-alunos do Internato de Cataguazes (MG) estão tentando sensibilizar o governador Aécio Neves para sua causa. A turma nunca se conformou com a transferência - para o MASP, nos anos 60 - do painel Tiradentes, uma das obras de Portinari que ornamentavam a escola projetada por Niemeyer. O argumento dos antigos pupilos é: Tiradentes pertence à história de Minas.
Estranho....
O MAM paulista abre, quinta-feira, mais uma edição de sua mostra de arte contemporânea intitulada Panorama da Arte Brasileira 2003 - 19 Desarranjos. Este ano, sob a curadoria do top cubano Gerardo Mosquera, pela primeira vez terá entre os 19 selecionados a participação de estrangeiros. À quem se surpreende, o curador esclarece: são artistas que fazem, mesmo sem se darem conta, uma arte à brasileira. A mostra chega ao Paço Imperial em dezembro.
Visita de médico
O diretor da Tate Modern, de Londres, Vicente Todoli, esteve na abertura da Bienal do Mercosul, sexta-feira. Aproveitou para bater o pique no Rio, onde viu a mostra de Iberê Camargo. É a primeira visita do renomado historiador espanhol ao Brasil, desde que assumiu a galeria londrina - a mais popular do mundo, com um público médio de 3,5 milhões de visitantes ao ano.
Fim de festa
Termina hoje em Paris a 30ª Fiac - Feira de Arte Contemporânea. São 170 galeristas de 22 países driblando a concorrência de eventos mais bem-sucedidos e a fraca projeção da arte francesa atual. A presença latino-americana se limita às galerias Nina Menocal, do México, La Casona, de Havana, e Jean Boghici, do Rio.
Telas e vidros
A Galeria Rembrandt abre, sexta-feira, sua nova loja no Shopping Cassino Atlântico. Inaugura a agenda com a mostra Muranos-Pinturas, de Bruno Pedrosa. O artista cearense vive em Bassano Del Grappa, na Itália, e virá ao Rio para o vernissage.
PERGUNTAS PARA XICO CHAVES
O artista plástico, poeta, multimídia e letrista Xico Chaves foi nomeado, semana passada, diretor do novo Centro de Artes Visuais da Funarte. Formado em Artes e Ciência da Comunicação pela Unb, ele assume o cargo cheio de gás e promete ir atrás da grana onde ela estiver.
O que é a nova diretoria?
As artes visuais, hoje, estão além das rupturas de linguagem. Se atiraram para além de uma galáxia de expressões que reúne as artes plásticas tradicionais, as experimentações e as linhas de fronteira entre a palavra, as idéias e as atitudes. Convivem no mesmo espaço contemporâneo, uma arte híbrida e a arte popular, a multimídia e a arte de imagens do inconsciente junto às manifestações etnográficas. O Centro de Artes Visuais da Funarte deverá trabalhar todos estes sítios e tendências, em todo o país. Será uma nova versão do Instituto Nacional de Artes Plásticas.
Quais serão suas ações?
Estamos buscando uma nova direção para a arte brasileira. Por iniciativa nossa e de colaboradores, reunimos durante três meses a classe em um ciclo de debates, os Projéteis de Arte Contemporânea. Destas discussões saíram sugestões para a criação de uma política nacional de artes visuais, o que nunca existiu. Estamos interagindo junto aos artistas, críticos, professores, curadores e produtores culturais. Por sugestão do próprio presidente da Funarte, Antonio Grassi, abrimos os olhos para uma proposta de integração nacional. Artes visuais, teatro, cinema, música e artes cênicas precisam se encontrar. De nossa parte, já estamos reocupando as galerias da Funarte. Até o fim do ano, lançaremos 40 bolsas de pesquisa e estamos criando as bases para um circuito integrado de artes visuais em todo o Brasil.
E de onde virá o dinheiro?
Ele virá à medida que instituições e empresas percebam que a produção artística é estratégica para o desenvolvimento do país. Grassi e Gil são artistas também. Com certeza, vão conseguir verbas para o essencial. São vários Brasis sem grana e muita gente criando e produzindo. Como artista, estou acostumado com a dureza, como diretor tenho de ir à luta por um projeto no qual acredito.
A Cosac & Naify acaba de lançar o livro O arquivo universal, de Rosângela Rennó, em parceria com o CCBB, onde a artista expôs até setembro.
O MAC-Niterói abre, amanhã, a mostra Apropriações, com obras da coleção João Sattamini.
Edmilson Nunes volta, a partir de amanhã, à Galeria Anna Maria Niemeyer. Desta vez com a mostra Para nunca mais perdê-la.
Alice Rabelo abre mostra na Galeria Maria Martins-Barra, quinta-feira.