A ameaça à integridade do painel de azulejos
Rio amor, criado por Aluísio Carvão em 1996, está revoltando quem reconhece o valor do trabalho do artista. Instalada no muro contíguo ao do 23º Batalhão da Polícia Militar, no Leblon, a obra já teve parte destruída pelo bate-estaca da construtora que está levantando um edifício na esquina da Visconde de Albuquerque com a estrada Lagoa-Barra. O trecho danificado foi encoberto por uma placa que disfarça o vandalismo. Só não consegue esconder o péssimo estado de conservação da peça.
Salve-rainha
Na noite de 28 para 29 de agosto, a Paróquia de Nossa Senhora de Loreto, em Jacarepaguá, entrou para o rol das vítimas da ambição alheia. Alguém que provavelmente dormiu na igreja (uma edificação colonial do século 17 com interior rococó) furtou de seu acervo uma série de objetos litúrgicos. Dentre eles, um par de imagens portuguesas do século 18, em madeira maciça adornada com filetes de ouro, representando São Joaquim e Santa Ana. E pior: o ladrão não poupou nem mesmo o estojo que continha as hóstias consagradas.
Internacional
Um nu feminino de Picasso, em sanguínea e pastel datado de 1923, e uma aquarela de Matisse, Figura feminina reproduzida no catálogo da Chiristie's de Nova York, são as estrelas absolutas do leilão que Ernani Leiloeiro realiza entre os dias 7 e 11 de outubro. Raras vezes o mercado carioca foi contemplado com a oferta de obras desse gênero assinadas por dois monstros sagrados da arte moderna. As peças são originárias de duas coleções particulares do Rio. O lance inicial da primeira é de R$ 150 mil. O da segunda, de R$ 75 mil. Representantes da Sotheby's e da Christie's vão estar de olho no pregão.
De bem com a vida
Marcio Atherino abre sua primeira individual, amanhã, na Haus Contemporânea do Cassino Atlântico, de bola cheia. Desde julho, a galeria que representa o artista já vendeu 15 de seus trabalhos para colecionadores brasileiros e internacionais. O casal de curadores franceses Natalie e Christophe Fournis e o galerista americano Stephen Rasch foram alguns dos compradores.
Brasil de A a Z
Com a inauguração de uma mostra, reunindo 120 obras de arte brasileira, será lançado, dia 7, na galeria Almacén do CasaShopping, o Brazilianart III. O livro de 480 páginas tem curadoria de Nair Barbosa Lima e vai de Alex Cerveny e Amélia Toledo a Palatnik e Xico Stockinger. A exposição carioca apresenta trabalhos de artistas que participaram da edição atual e das duas anteriores.
Na área
John Nicholson está de volta ao circuito. Ele apresenta, no Solar Grandjean de Montigny, a partir do dia 14, a mostra Bachianas: Escalas cromáticas no espaço. São 35 desenhos em guache e acrílica pertencentes a uma série de 60 trabalhos realizados entre julho de 2002 e agosto deste ano.
PERGUNTAS PARA
THOMAS SCHÖNAUER
Um grupo de artistas alemães e brasileiros acaba de fundar uma plataforma cultural - a República Atlântica - para promover projetos de artes plásticas e outras disciplinas nos dois países. Além de exposições e apresentações, a idéia é fortalecer a troca de informações entre as duas partes, seja via internet, jornais ou revistas. Um dos fundadores é o escultor Thomas Schönauer - já expôs no Rio e em São Paulo e mantém laços com o Brasil desde os anos 80. Em visita ao país, ele falou da nova plataforma.
O que é exatamente a República Atlântica?
É uma rede de comunicação voltada para os acontecimentos de artes plásticas, arquitetura, dança etc. com o objetivo de intensificar a relação artística e criativa entre Brasil e Alemanha. A República Atlântica em si já é um produto artístico, uma espécie de performance virtual.
Como vai funcionar, na vida real, e quais serão suas primeiras ações?
Estamos estabelecendo embaixadores (informantes) em todas as cidades importantes do Brasil e da Alemanha para permitir a coleta do maior volume possível de informações que serão reunidas no site (www.republica-atlantica.org). As primeiras ações já estão acontecendo com a entrega de diplomas e troféus a pessoas e instituições de relevância cultural para o Brasil e a Alemanha, como Alberto da Veiga Guignard. Ano que vem, a República Atlântica vai festejar os jubileus dos 400 anos de Maurício de Nassau; dos 25 anos de criação do grupo Olodum; e os 450 anos da cidade de São Paulo.
O Conselho Federal de Museologia está
promovendo cursos livres aplicados a
acervos, na Casa de Rui Barbosa.
A Casa de Cultura Hombu, na Lapa, inaugura quarta-feira a mostra Mulheres gravadoras.
A exposição Na estrada, do artista plástico Luiz Vitor fica em cartaz até sábado, no L'Orangerie Caffé.
Obras do mineiro José Bento podem ser vistas em mostras simultâneas na galeria Marília Razuk, em São Paulo, até sábado, e na Celma Albuquerque, em Belo Horizonte, até o dia 25.