Convidados para o jantar que o presidente Lula da Silva ofereceu durante a reunião do Grupo do Rio, no Palácio Rio Branco, o senador Roberto Saturnino Braga e senhora chegaram, como manda o figurino e reza o cerimonial, às 19h30, meia hora antes da chegada do presidente da República.
O casal retirou-se às 22h, faminto e irritado, com toda a razão. Sua Excelência ainda não tinha chegado. Ou melhor: chegara às 21h30, mas ficou de conversa no hall do Palácio e só subiu para o salão de banquetes quando o senador já havia se retirado.
Tudo bem que Lula seja de origem operária, mas não custa lembrar aquele ditado que reza que ''a pontualidade é a virtude dos reis''. Tudo bem também que a desfeita tenha tido como alvo um correligionário. É de se imaginar o que poderia acontecer se Lula tivesse plantado, de estômago vazio, um senador da oposição. Não ia prestar, né não?
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Quer dizer, então, que Dona Garotinho não vai à posse na Firjan, porque não gosta do presidente Gouvêa Vieira, mas vai pra Sampa, puxar o saco do presidente da Fiesp? Pena que não foi abduzida por um ser intergaláctico pra ficar por lá mesmo. Pela atenção que a governadora tem dado ao Rio de Janeiro, não faria a menor falta. Com todo o respeito.
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Fui jantar com uma amiga no Mistura Fina, há dias, e testemunhei uma cena de amor que me enterneceu o coração. Um casal já bem entrado nos anos - homem e mulher na casa dos 58, 60, por aí - que se beijava com um ardor, uma paixão, que muito adolescente desconhece. Até porque, nestes loucos dias de hoje, a manifestação de carinho dos pits é puxar o cabelo das meninas, dar beliscão, essas modernidades de relacionamento que não têm graça nenhuma, o que dirá romantismo e poesia.
Mas o casal do Mistura, que barato! Não é só aquela coisa de que o amor é lindo. É muito mais do que isso. É surpreendente, inusitado, num tempo em que coroa só quer saber de garotona, só quer saber de trocar a patroa de 50 por duas de 25. Isto quando a coroa também não quer dar uma de gatinha e sair batendo pestana pros namorados da filha. Acontece e a gente sabe que acontece.
Os enamorados do Mistura mostram que, afinal, pode ser que haja uma luz no fim desse túnel escuro que virou a relação a dois para pessoas que estão por aí sozinhas, à cata da sua alma gêmea.
A esse casal desconhecido, mas tão profundamente apaixonado, meus melhores votos de tudo de bom. Que sigam vivendo este amor até quando valer a pena, até quando a urgência do beijo deixa qualquer outra coisa em segundo plano.
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Já chega de sustos na área do showbiz este ano. Ainda assustada com o aneurisma que abateu o Edu Lobo, graças a Deus já completamente recuperado, a vesícula do Stepan Nercessian que também botou sua vida em risco, me chega a notícia de que Paulinho da Viola estava internado. Felizmente não foi nada de mais. Aquele coração não é leviano. É um coração ainda cheio de muito amor e talento pra dar.
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Vai fazer uma falta imensa a carismática figura de Josefina Jordan, uma das mais belas mulheres que conheci. Inteligente, simpática, de uma vivacidade única, Zefa foi a mais perfeita tradução do termo criado por mestre Ibrahim: uma locomotiva do society.
Seu enteado, André Spitzman Jordan, empresário de sucesso em Portugal, me contou, quando aqui esteve em julho passado, a primeira impressão que teve da madrasta. Ele tinha 16 anos, morava no anexo do Copa, quando um belo dia recebeu a convocação do pai, o construtor Spitzman Jordan: deveria estar na pérgula do hotel, às 13h, para conhecer Josefina.
Ela chegou, ainda muito moça, de luto pela morte do primeiro marido. Entrou na pérgula toda de branco, já que no Líbano a cor do luto é esta e não o preto de praxe no Ocidente. André conta que naquele dia entendeu em toda a sua extensão o significado da expressão ''ficar de queixo caído''. Tantos anos depois, ele ainda recorda o coup de foudre e jura que jamais viu mulher mais bela do que a Zefa. Os negros cabelos, os negros olhos e a veste branca. Inesquecível Josefina Jordan. O Rio mundano não será mais o mesmo.