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Especialistas em turismo apostam em mais segurança
Reforço no policiamento e mais dicas para visitantes estão na ordem do dia
Branca Nunes e Duilo Victor
No verão que está para chegar, os turistas em visita ao Rio poderão contar com um reforço no policiamento da cidade, pelo menos próximo aos pontos turísticos. Além dos 67 guardas municipais que se formam hoje no Curso de Multiplicadores de Oferta Turística e que auxiliarão no atendimento às 2,4 milhões de pessoas que desembarcarão na capital durante os próximos meses, o comandante do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BP-Tur), coronel Rogério Lira, garantiu que a polícia militar deslocará parte do efetivo dos outros batalhões para ajudar a patrulhar as áreas mais freqüentadas pelos turistas.
Apesar de ainda alto, o número de assaltos ao visitante diminuiu de janeiro a julho desse ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Foram 755 em 2004 contra 694. Além desses, há assaltos que não são registrados pelos turistas. - É muito mais comum nossos hóspedes não irem à delegacia. Eles apenas nos pedem para auxiliá-los no cancelamento do cartão de crédito. Nós recomendamos o registro do caso na polícia, mas muitos se recusam - afirmou a concierge do Hotel Caesar Park, Sabrina Boeing. A presidente da Associação Brasileira dos Agentes de Viagem no Rio, Vera Potter, é uma das que torcem pelos reforços, principalmente no que concerne à população de rua: - Para o estrangeiro, a população de rua aparece de forma muito agressiva, pois não é algo comum na maioria dos países de onde vêm os turistas. Acho que não temos um contingente suficiente para fazermos o policiamento de que precisamos. E é necessário, pelo fato de que a violência aparece de forma muito ruim, negativa. Levamos muito tempo para construir uma imagem boa, e episódios como os do ônibus queimado causam um estrago enorme. Para evitar os assaltos, o presidente do Sindicato Estadual de Guias de Turismo do Rio de Janeiro (Sindegtur), Luiz Augusto Nascimento dos Santos, recomenda aos forasteiros que aproveitem o Rio como nativos. Para isso, logo na saída do aeroporto, os guias costumam distribuir um folheto com dicas de como se comportar na cidade. - Avisamos para eles não saírem com jóias, deixarem os documentos originais no hotel, andarem com no máximo R$ 50 em dinheiro, e levarem poucas coisas para a praia. É importante não expor câmeras fotográficas e filmadoras - diz Luiz Augusto. Ângelo Vivacqua, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), seção Rio, recomenda também que, na praia, os turistas procurem ficar próximos das barracas e cabines da Polícia Militar. - O que passa grande sensação de insegurança é a presença maciça da população de rua. Por mais inofensivo que isso possa ser, o turista se sente constrangido e assustado - diz Vivacqua. Os pontos mais complicados, segundo os guias turísticos, são o Posto 5, em Copacabana, por causa da grande quantidade de meninos de rua, a Vista Chinesa, locais isolados da Floresta da Tijuca e, durante à noite, o trecho entre Copacabana e Leme e ruas internas de Copacabana. Mesmo assim, todos que lidam com o turismo garantem que o Rio não é mais violento que outras cidades. - Trabalho numa agência de turismo na Argentina e sempre temos de desfazer o estereótipo de que o Rio é um lugar violento. Falo para os meus clientes que isso nem sempre é verdade, que poderia ocorrer em qualquer lugar do mundo. Há épocas em que a mendicância e a violência são maiores, mas acho que a cidade vive um momento melhor - pondera a corretora de viagens Monica Dana, 55 anos, no Rio com a família num passeio pela Praia de Copacabana. n Amanhã: Os grandes potenciais que ainda precisam ser mais bem explorados no turismo do Rio
[08/DEZ/2005]
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