Ontem, o prefeito eleito de Vassouras, Altair Paulino (PMDB) - que teve o registro cassado pelo juiz da cidade, por irregularidades denunciadas pelo Ministério Público (MP) e está afastado do cargo -, conseguiu uma vitória na Justiça. Altair obteve recursos em três processos, nos quais foi julgado e condenado. Em um deles, ele era acusado de inaugurar uma praça no local onde faria um comício, em outro de oferecer cestas básicas para conseguir votos e no terceiro, Altair foi acusado de usar dinheiro público para pagar médicos de um hospital particular.
Em outros dois processos, em que era acusado de iniciar obras de asfaltamento e de construção de casas populares, o Tribunal de Justiça manteve a sentença do juiz de primeiro grau. A decisão tomada ontem não altera o comando da prefeitura de Vassouras. O segundo colocado nas eleições, Eurico Júnior, que assumiu após a cassação de Altair, continua no cargo.
O julgamento do prefeito eleito de Paracambi, Flávio Campos Ferreira (PL), denunciado pelo PT e pelo Ministério Público por captação irregular de sufrágios durante a eleição, marcado para ontem, foi adiado.
O juiz Ivan Nunes Ferreira pediu vistas do processo que se refere a Flávio Campos, alegando que não tinha convicção para votar. O julgamento fica adiado até o juiz examinar a denúncia.
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral, desde 2000, 3.500 políticos foram caçados no Brasil por compra de votos, a maioria em disputas municipais, cuja vitória é decida por poucos eleitores.