Na Avenida Pasteur, na Urca, uma árvore impossibilita a visão do motorista que está saindo do bairro em direção a Botafogo ou ao Aterro do Flamengo, em frente ao Instituto Benjamin Constant (IBC) - o que é infração ao artigo 81 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A diretora administrativa da Associação de Moradores da Urca (Amour), Elza Martinho, disse que já foram enviados dezenas de ofícios para a CET-Rio, subprefeitura local e Fundação Parques Jardins, mas até hoje não obteve resposta.
- Trata-se de uma grande armadilha para quem não é morador da Urca. Visitantes e motoristas de táxi são, geralmente, flagrados - conta Elza.
O diretor do Sindicato dos Taxistas do Rio, José de Castro, aponta o local como um dos quatro que mais preocupam a categoria, quando o assunto é multa eletrônica. Em documento entregue para a Comissão Especial da Câmara, critica e pede que seja investigado o que chama de ''excesso de punição da prefeitura com intuito apenas arrecadatório''. De acordo com os taxistas, outros pontos polêmicos são as lombadas na Estrada do Dendê, em frente ao 1.056, na Ilha do Governador, e na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, onde há riscos de assaltos; e o radar da Praia do Flamengo, em frente ao número 350.
Tanto a Amour quanto a Associação de Moradores de Laranjeiras (Amal) nunca foram consultados pela prefeitura sobre a instalação dos redutores de velocidade.
O presidente da Amal, Paulo Marrayo, diz que o aparelho eletrônico facilitou apenas a travessia de pedestres que precisam cruzar a Rua Ipiranga, além de reconhecer que serve para educar os motoristas mais apressados. Segundo ele, o poder público municipal mantém uma distância considerável das associações, dificultando a participação popular:
- Não somos desfavoráveis à lombada, mas gostaríamos que a subprefeitura abrisse as portas para atender nossas reivindicações que não são poucas.