Rio terá mais 36 lombadas eletrônicas

Ação de ladrões leva Secretaria de Transportes a estudar aumento do limite de velocidade na Avenida Paulo de Frontin

Ricardo Albuquerque

[11/MAI/2005]

A polêmica sobre a fiscalização eletrônica no Rio de Janeiro promete aumentar. Até o fim do ano, mais 36 desses equipamentos serão instalados e um entrará em atividade ainda este mês, ampliando para 72 o número de monitores de controle de velocidade espalhados pelo município. Os novos locais ainda não foram definidos e dependem do resultado de estudos feitos por técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio). Desde agosto do ano passado, 35 lombadas entraram em operação. O motorista flagrado acima da velocidade permitida desembolsa de R$ 127,69 a R$ 578,90.

O secretário municipal de Transportes, Arolde de Oliveira, afirmou que a iniciativa reduzirá em até 15% o número de acidentes com mortes no prazo de 11 a 12 meses. Segundo ele, os novos aparelhos virão acompanhados de programas de educação no trânsito, para conscientizar os motoristas sobre os riscos do excesso de velocidade.

- Constatamos que 20% dos motoristas são reincidentes - observa Arolde de Oliveira.

De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), de janeiro a abril foram geradas 210.496 multas pelas lombadas e radares fixos e móveis. Em todo o ano passado, esses dispositivos flagraram 169.864 casos de excesso de velocidade. As multas pagas são direcionadas para o Fundo Nacional de Segurança e Educação para o Trânsito (Funset), que fica com 5% e, conforme a SMTR, dos 95% restantes, 80% permanecem nos cofres da prefeitura e 20% vão para o Detran.

Entre as lombadas, a localizada na Estrada dos Bandeirantes, em frente ao número 14.789, é a campeã em volume de infrações, com 3,24% em relação ao total de multas aplicadas. Entre os pardais, o da Avenida das Américas, próximo ao número 7.380, apresenta 1,56% de multas do volume total monitorado. De acordo com o secretário, os critérios adotados para a implantação das lombadas levam em consideração as estatísticas do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, além de atender solicitações de moradores, escolas e outras entidades.

- A CET-Rio se baseia em estatísticas de acidentes com vítimas e faz pesquisas de velocidade operacional, levando em consideração o volume de tráfego e a característica física e urbana dos trechos viários. Levantamos 60 pontos críticos em toda a cidade e, desses, vamos indicar os que precisam com maior urgência da intervenção eletrônica - explica o chefe de gabinete da CET-Rio, Dalny Sucasas.

Uma das 35 lombadas poderá ter o limite de velocidade alterado. Devido ao grande número de reclamações de motoristas e taxistas, a secretaria estuda alterar o limite de 50km/h na Avenida Paulo de Frontin, na saída do Túnel Rebouças, em direção ao Rio Comprido. Técnicos avaliam o desligamento do equipamento durante a madrugada ou estabelecer um novo limite, ainda não definido. No relatório entregue à Comissão Especial da Câmara dos Vereadores, na segunda-feira, o Sindicato dos Taxistas aponta o local como um dos mais perigosos, por facilitar a abordagem de motoqueiros armados. No relatório, os taxistas criticam os limites do pardal da Praia do Flamengo, e as lombadas da Avenida Pasteur e da Estrada do Dendê, em frente ao número 1.056, na Ilha do Governador.

Copyright © 1995, 2000, Jornal do Brasil. É proibida a reprodução
total ou parcial do conteúdo do JB Online para fins comerciais

http://www.jb.com.br/jb/papel/cidade/2005/05/10/jorcid20050510003.html