Único sobrevivente da chacina da Candelária, ocorrida há 12 anos, o lavador de carros Wagner dos Santos vive hoje refugiado na Suíça. O diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social (Ibiss), Nanko van Buuren, ainda mantém contato com Wagner, e conta que, apesar de viver num país de primeiro mundo, ele passa por dificuldades.
- A Anistia Internacional é quem sustenta o Wagner. O governo do Rio de Janeiro envia uma pequena ajuda de custo em reais, que não dá para nada - observa Nanko.
O rapaz, hoje com 34 anos, ainda tem seqüelas físicas e psicológicas desde a noite do crime. Ele tem duas balas alojadas na coluna, o que o impede de se movimentar normalmente.
- Ele não pode trabalhar. Tem que depender da caridade de organismos internacionais para sobreviver - diz o diretor do Ibiss.
O subsecretário estadual de Direitos Humanos, Paulo Baía, afirmou que o estado só mantém um compromisso em aberto com Wagner: a doação de uma casa popular para a fundação de uma ONG, quando ele voltar ao Brasil.
- O estado já pagou duas cirurgias reparadoras para ele. Pagamos pensões às suas irmãs que moram no Brasil e doamos R$ 10 mil para cada uma comprar uma casa - afirma Baía.