Mortandades
O último caso de mortandade na Lagoa Rodrigo de Freitas aconteceu em janeiro, quando mais de 21 toneladas de peixes mortos foram retirados. Segundo a Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla), a mortandade foi provocada pelo acúmulo de peixes e pela alta temperatura da água, por volta de 30 graus. O fenômeno, comum na época do carnaval (repetiu-se em 2000, 2001 e 2002), deu uma trégua no ano passado, quando houve mortandade apenas na Lagoa de Marapendi, na Barra da Tijuca. O Ministério Público estadual entrou com pedido de liminar contra o município para que fosse retomado o núcleo de gerenciamento ambiental. Com a medida, a Serla, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), a Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente (Feema), a Fundação Rio Águas e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente teriam a mesma responsabilidade na fiscalização da Lagoa.
Piche
Em maio do ano passado, cerca de 320 litros de piche caíram na Lagoa, em frente ao Parque do Cantagalo. O produto, que estava sendo utilizado nas obras de recuperação da ciclovia, realizadas pela Secretaria Municipal de Obras, foi levado para a água devido à chuva e à elevação do nível da Lagoa. O óleo atingiu o manguezal, mas não chegou a haver mortandade de peixes nem de crustáceos.