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Hospitais ainda sob penúria

Representantes do Legislativo encontram mais filas e equipamentos quebrados

Florença Mazza

Onze dias após a intervenção do Ministério da Saúde em seis hospitais do Rio, uma comissão formada por representantes do Legislativo municipal, estadual e federal fez ontem inspeção em quatro hospitais do Rio, três deles sob administração federal. E depararou-se com velhos problemas da rede: filas, equipamentos quebrados e déficit de pessoal foram constatados nos hospitais da Lagoa, Souza Aguiar, Miguel Couto e Lourenço Jorge - este administrado pela prefeitura.

- Problemas estruturais não serão resolvidos enquanto a prefeitura não reorganizar a rede de atenção básica - declarou o deputado estadual Paulo Pinehiro (PT), presidente da Comissão de Saúde da Alerj.

Além dele, a deputada federal Jandira Feghali (PC do B) e os vereadores Carlos Eduardo (PP) e Adelino Simões (PPS) visitaram os hospitais. Em três deles, entrevistaram 30 pacientes nas filas e constataram que 90% estiveram em postos de saúde e foram aos hospitais por não conseguirem resolver seus problemas.

De acordo com Paulo Pinheiro, no Hospital da Lagoa o centro cirúrgico e o CTI ainda estão fechados, por falta de equipamentos e ar condicionado, respectivamente.

- Faltam recursos humanos e tomógrafos, raios-X e ultra-sons estão parados - disse Pinheiro.

No Souza Aguiar, os problemas são semelhantes: cinco aparelhos de raios-X ainda estão quebrados e o ar condicionado do setor de hemodiálise também. As enfermarias, entretanto, apresentam melhora.

No Miguel Couto, a emergência também estava mais vazia mas havia cerca de 100 pessoas na fila esperando por atendimento. Segundo Pinheiro, 65% dos clínicos da unidade são cooperativados e, como não recebem desde janeiro, começam a faltar. No Lourenço Jorge, pacientes que chegaram ao meio-dia ainda estavam na fila por volta das 18h. Os políticos vão elaborar um relatório sobre as inspeções e entregá-lo ao ministério e à prefeitura.

Amanhã, o vereador Jairinho (PSC) também vai enviar por escrito o pedido para que o ministério amplie a intervenção para os hospitais Lourenço Jorge e Salgado Filho.


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[22/MAR/2005]


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