Dois novos depoimentos de testemunhas confirmam a denúncia de que foi feita uma ''caixinha'' para pagar o assassinato de Dionísio Julio Ribeiro Filho. A novidade saiu da primeira reunião do Grupo de Trabalho de Proteção Ambiental, realizada ontem à tarde na Alerj. Além disso, foi pedido o afastamento de um funcionário do Ibama que, segundo o deputado estadual Carlos Minc, atrapalhava o combate de crimes ambientais no Tinguá. O grupo foi criado depois da morte do ambientalista Dionísio Júlio Ribeiro, a pedido da ministra do Meio Ambiente Marina Silva, e é formado por policiais do batalhão florestal, da Delegacia de Proteção e Defesa do Meio Ambiente, funcionários do Ibama e deputados estaduais. Também foi definida uma série de iniciativas para proteger ambientalistas.
Na reunião, foi decidida ainda a elaboração de um procedimento padrão para as investigações sobre crimes praticados contra ambientalistas.
Três órgãos já disponibilizaram telefones para que a população denuncie ameaças e crimes: Ibama (0800-618080), Batalhão Florestal (3399-4837 ) e a Delegacia de Proteção e Defesa do Meio Ambiente (3860-9030).