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Gisele faz o Museu de Arte Moderna tremer
Novos estilistas também fizeram a festa nas passarelas do Fashion Rio, que termina hoje
Adriana Bechara
[15/JAN/2005]
Se por um lado Gisele Bündchen, a top número um do mundo, fez tremer as estruturas do Museu de Arte Moderna (MAM) ontem à noite no desfile da Colcci, estilistas ainda pouco conhecidos pontuaram o dia com apresentações diferenciadas que marcaram o imaginário da semana carioca, que termina hoje com desfile da grife Animale.
Tudo começou com um café da manhã oferecido pela multimarcas Via Flores em sua loja na Garcia D'Ávila. Logo depois foi a vez da Equatore, no Fashion Business, fazer uma passagem de roupas em almoço comandado pela chef Adriana Mattar. Na agenda paralela, Alessandra Migani, a Alessa, apresentou sua coleção dentro da cozinha do hotel Copacabana Palace entre legumes, frutas e presuntos. O desfile-performance contou com a participação da própria designer, com corselete e saia longa e rodada com muitas flores pretas nos cabelos. Os florais dos tecidos de chita ganharam novas versões com aplicações localizadas e novas estampas em paletós e saias de fustão. Mereceram destaque as blusas e batas preciosas em rendas brasileiras rebordadas de paetês. Outra novidade é que Alessa, a designer multimídia, agora abre agência de publicidade própria, intitulada Dreamholic.
Enquanto Alessa fazia seu show, logo ali embaixo, na grande piscina do hotel, a top Gisele circulava de biquíni, totalmente assediada por assessores e jornalistas da TV. Do outro lado do vidro do restaurante Pérgula, os paparazzis se desdobravam atrás de uma foto da top, que ao percebê-los, acenou divertidamente. Ao seu lado, outra top amiga, Leticia Birkheuer, recente capa da revista Domingo, moreníssima pegava uma cor, também de biquíni, para desfilar pela primeira vez hoje à tarde no evento.
A mineira Graça Ottoni começou e fechou seu desfile com a participação de Isabeli Fontana. Foram ternos, coletes e camisas desconstruídos em uma montagem despojada para homens e mulheres. Ao fundo, trechos da música Super-homem, de Gilberto Gil, dava o tom andrógino, que também apareceu em uma suave maquiagem para eles. O azul foi a cor da coleção, que recebeu suaves toques de outras cores e efeitos cintilantes, como paetês e brilhos.
A Cavendish entrou em uma onda retrô-campestre para apresentar saias abaixo do joelho com forros de tule, auxiliadas por casaquetos de barras plissadas e estampadas. Super comportado, o look foi se apoderando de alguns códigos eqüestres, uma das tendências mais fortes até agora. Muita laise, e florais vazados e estampados vestiram um casting de primeira, que contou com a top Caroline Ribeiro abrindo e fechando a cena. Bem organizado, montado e produzido, o desfile de Carla Cavendish deu o seu recado.
A Zigfreda, no Galpão das Artes, cumpriu sua promessa. Evoluiu na própria linguagem com muita identidade, em um desfile repleto de peças ''must have'' para a estação, como as bermudas, corsários, bloomers e calças curtas afuniladas. Os vestidos tiveram sua máxima no look todo rosa usado por Lucy Horn. Os detalhes em paetês e miçangas douradas permearam o show que foi no timing. Ainda desfilaram os novos Melk Z-Da e Artemísia e a grife Drosófila.
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