Uma vistoria feita ontem por vereadores da CPI da Saúde da Câmara dos Vereadores, da Comissão de Saúde da Alerj e do Sindicato dos Médicos constatou más condições de atendimento na emergência do Hospital Salgado Filho, no Méier. O quadro encontrado foi de superlotação, falta de remédios e equipamentos quebrados, agravado pelo atraso nas obras de ampliação. A Secretaria Municipal de Saúde prometeu, entretanto, para agosto a solução do problema, com a inauguração das novas instalações.
O presidente do Sindmed, Jorge Darze, que vai enviar um relatório ao Ministério Público estadual sobre a situação do Salgado Filho, disse que o hospital tem as piores condições da rede municipal. De acordo com ele, há até baratas no setor de ortopedia.
- É um crime contra os direitos humanos. Crianças e idosos vêm sendo desrespeitados - afirmou Darze.
De acordo com ele, o tomógrafo do hospital está quebrado há nove dias, prejudicando o atendimento. O deputado estadual Paulo Pinheiro (PT) alertou para o fato de os equipamentos para a nova emergência não terem sido comprados. Segundo ele, a prefeitura está passando por uma crise de abastecimento na saúde.
O secretário de Saúde, Ronaldo Cezar Coelho, que reassumiu ontem o cargo, reconheceu que a obra está atrasada. Entretanto, ele garante que em agosto a nova emergência será inaugurada com todos os equipamentos instalados.
- O mobiliário já foi comprado e há dez concorrências em curso para os aparelhos. Mas ainda temos problemas com empresas que questionam o processo na Justiça - informou Coelho.
O secretário garantiu que ontem à noite, oito das dez salas do Centro Cirúrgico do Hospital Souza Aguiar estariam em funcionamento. Quatro novos carros de anestesias foram comprados pela prefeitura e devem chegar hoje à unidade.