Cerca de 2 mil litros de óleo vazaram do navio Megamar na Baía de Guanabara, na altura da praça do Pedágio da ponte Rio-Niterói, sexta-feira à noite. Ontem pela manhã, a A Fundação de Engenharia de Meio Ambiente (Feema), com apoio da Petrobrás e da Capitania dos Portos, colocou bóias de contenção para evitar que o óleo se espalhe. A empresa responsável será multada, mas ainda não foi estipulado o valor.
Segundo Isaura Fraga, diretora da Feema, há no mesmo local outros navios que podem causar o mesmo tipo de acidente ambiental, já que dentro das embarcações ainda há óleo pesado, semelhante ao piche.
- Os navios são de empresas falidas e estão virando sucatas. As medidas para que sejam retirados do local já foram tomadas, agora está nas mãos do Judiciário o que vai acontecer - explica a diretora, afirmando haver vestígios de que pessoas moram nas embarcações.
- É um foco crítico, com ratos e muita sujeira. Além de uma questão ambiental, é uma questão sanitária também - afirma Isaura, que registrou imagens do acidente.
O último caso de vazamento de óleo na Baía de Guanabara foi em fevereiro do ano passado, próximo ao Píer da Praça Mauá. O transatlântico inglês Caronia, uma embarcação com 700 passageiros, seguia para o nordeste, mas ficou detida no Rio pela Capitania dos Portos. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente multou a empresa em R$ 1 milhão o transatlântico, que deixou vazar 30 mil litros de óleo combustível durante o abastecimento dos tanques.
Em 2000, 1 milhão 292 mil litros de óleo combustível vazaram do duto que liga a Refinaria Duque de Caxias ao terminal da Ilha D' Água, ambos da Petrobrás. Foi o segundo maior desastre ecológico na Baía (o maior ocorreu em 1975), que teve o ecossistema atingido.