Vazamento da Cataguazes completa 1 mês

Cambuci não aceita água do Paraíba

Completa hoje um mês que uma das barragens da Cataguazes Papel se rompeu, despejando 1,2 bilhão de litros de resíduos tóxicos nos rios Pomba e Paraíba do Sul, o que deixou oito municipios fluminenses sem água.

O vazamento foi considerado o maior desastre ecológico do Estado, e afetou diretamente cerca de 500 mil pessoas. Um mês depois, a Secretaria Estadual de Saúde ainda não autorizou que a Companhia de Águas e Esgoto (Cedae) restabeleça completamente o fornecimento de água para os municípios de Miracema e Cambuci.

Segundo a Prefeitura de Cambuci, a população não quer mais que a cidade seja abastecida com água do Rio Paraíba do Sul. Os moradores querem que a captação seja toda feita nas nascentes da Serra Santa Inês, que já abastece parte do município e que garantiu o abastecimento durante esse mês. Foi feita, ontem, uma manifestação nesse sentido na cidade.

A Fundação Estadual de Meio Ambiente de Minas informou que as obras emergenciais nas barragens já foram concluídas. Foi feita uma analise na segunda barragem - que continha 700 milhões de litros - e ela ''não apresenta problemas estruturais'', informou. Os próximos passos do governo mineiro serão a desativação das duas barragens até junho de 2004 e a recuperação das áreas atingidas, incluindo fauna e flora.

João Gregório do Bem e a Berpar Empreendimentos e Participações, donos da Cataguazes Papel, responsabilizados pelo vazamento, continuam com as contas bancárias bloqueadas. O Ministério Público informou que aguarda a conclusão de laudos para avaliar a extensão dos danos.

[29/ABR/2003]

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