Monobloco leva 6 mil pessoas à orla e Suvaco do Cristo embala o jardim Botânico
O carioca teve ontem oportunidades de sobra para mostrar que realmente tem samba no pé. O domingo de sol foi marcado pelo desfile de uma série de blocos pelas ruas da cidade, incluindo dois dos mais populares: o Suvaco de Cristo e o Monobloco. No Parque Garota de Ipanema, a escola de samba Vizinha Faladeira comemorou 70 anos de vida com uma grande festa, antecipando o desfile marcado para a madrugada da Quarta-Feira de Cinzas, na Sapucaí. A Cinelândia foi palco da festa das crianças, que se divertiram no bloco de foliões mirins Gigantes da Lira.
Segundo estimativas da Guarda Municipal, o Suvaco de Cristo reuniu cerca de 700 pessoas em seu 17º desfile, no Jardim Botânico. O samba deste ano pedia o fim da violência com o tema No meu bloco, apelos pela paz, de autoria de Janjão, Gallotti, Jorgito e Marceu. Dando um brilho especial à festa estava a ex-musa da Revista de Domingo do JB e apresentadora Cynthia Howlett-Martin, desfilando como porta-bandeira do Suvaco. Na confraternização, havia espaço para gente de todas as idades e classes sociais.
- Nunca perdi um desfile do Suvaco. Aqui, encontro vizinhos, conhecidos, comerciantes do bairro. Tudo muito familiar - comentou a maquiadora Camila Carvalho, de 53 anos.
Havia também os que conferiam o desfile do bloco pela primeira vez - e aprovaram.
- Moro em São Paulo e nunca acompanhei o Suvaco antes. É maravilhoso perceber que ainda temos um grande carnaval de rua. Depois, ainda vamos passar no Monobloco - contou a atriz Denise Tupinambá, 28, ao lado de amigas.
Quem teve disposição suficiente para sair nos dois blocos não deve ter se arrependido. O terceiro ano de desfile do Monobloco - pela primeira vez na orla do Leblon - concentrou pelo menos 6 mil pessoas, segundo estimativas feitas no local por policiais militares. Participando da folia, estavam o ator Marcos Palmeira e a cantora Zélia Duncan. Comandado pelo músico Pedro Luís, o grupo, composto por 150 ritmistas, selecionou um repertório eclético.
- Gosto do som do Monobloco porque eles apresentam de tudo um pouco. Desde as tradicionais marchinhas até músicas mais recentes - observou o estudante Marcelo Rocha, de 18 anos.
O estudante de jornalismo Gabriel Pondé, 21, acredita que é no desfile dos blocos que está o verdadeiro espírito carnavalesco da cidade.
- O carnaval da avenida é só para turista. Os cariocas se divertem mesmo é nos blocos - acredita ele.
Também na orla do Leblon, houve o primeiro desfile do bloco Areia (Associação Recreativa-Etílico-Independente Amigos da Rede do Aloísio), formado por jogadores de vôlei e futebol da região.