De todos os vilarejos da Índia, talvez Mandu e Orchha sejam os menos turísticos e mais recompensadores de se visitar. Pois, além de receberem uma pequena quantidade de visitantes - o que facilita um maior contato com a população local -, ostentam uma arquitetura bela e grandiosa. Há também as cidadezinhas de Bodhgaya e Pushkar, para quem quer enriquecer o espírito e aprender sobre meditação, budismo, ioga...
Não é de se admirar que Mandu não tenha quase nenhum hotel ou pousada e somente dois ou três restaurantes. O vilarejo é tão pequeno que não dá para acreditar em tamanha grandeza arquitetônica ao redor.
O programa mais comum dos poucos que se atrevem a chegar ao local é alugar uma bicicleta e descobrir as incontáveis ruínas espalhadas ao redor da cidadezinha. Uma experiência de tirar o fôlego!
Orchha é um pouco mais desenvolvida em turismo do que Mandu. Possui pousadas charmosas e restaurantes de primeira, apesar do tamanho. Há um forte grandiosamente belo que domina a paisagem do lugar, ao lado de inúmeras mesquitas, templos e ruínas que encantam qualquer pessoa interessada em arquitetura ou história, ou alguém que queira simplesmente se sentir em um mundo esquecido pelo tempo.
Pushkar, por sua vez, é a cidadezinha mais charmosa do Rajastão. Pequena, mas com infra-estrutura que inclui pequenos restaurantes e pousadas simpáticas. Respira-se um clima pacífico de vila, apesar de ser já bem desenvolvida para o turismo. É também um dos locais sagrados mais tranqüilos da Índia: lá, o consumo de álcool, carne de qualquer espécie e até ovos foi banido. E ainda se houve o som de cantos nos templos a pleno vapor, dia e noite.
Também é o lugar onde se vê mais animais pelas ruas de todas as cidades da Índia: macacos roubando comida das vendas, vacas transitando livremente, porcos fuçando o que estiver pelo chão, esquilos e passarinhos pelas árvores etc. E o pôr-do-sol no lago sagrado é simplesmente o momento mais inesquecível de Pushkar!
Quanto a Bodhgaya, esta pequena cidade é marcada pelo local onde Buda, sentado sob uma árvore, atingiu a iluminação. Devido a essa fama, tornou-se a cidade mais importante para peregrinos budistas de todo o mundo. Há inúmeros monastérios e monges dos mais diferentes por todos os lados, pois a maioria dos países que têm uma população budista predominante construiu um templo nesta cidade com as características de sua própria cultura.
Há o monastério tailandês, os tibetanos, e ainda o japonês, o chinês, os da Birmânia, Sri Lanka, Butão, Vietnã, Nepal, Koréia, Taiwan e Bangladesh. Cada um segue as mesmas características de sua própria cultura, dando a Bodhgaya um ar de grande diversidade arquitetônica e beleza cultural.